quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

OS DONS


Narra uma lenda de autor desconhecido que um homem entrou em uma loja e se aproximou do balcão.
Quem estava a atender era uma criatura maravilhosa. Tão bela que parecia uma fada, dessas saídas de um conto infantil.
O homem olhou para os lados e perguntou: O que é que você tem para vender?
Com um sorriso lindo, a jovem respondeu: Todos os dons.
O homem arregalou os olhos, manifestando interesse, e quis saber qual era o preço. Seria muito caro?
Não, foi a resposta. Aqui, nesta loja, tudo é de graça.
Ele olhou, maravilhado, jarros cheios de amor, vidros repletos de fé, pacotes de esperança e caixinhas de sabedoria.
Resolveu fazer o seu pedido: Por favor, quero muito amor, um vidro de fé, bastante felicidade para mim e toda a minha família.
Com presteza, a moça preparou tudo e lhe entregou um embrulho muito pequeno, que cabia na sua mão.
O homem se mostrou surpreso e perguntou outra vez:
Será possível? Está tudo aqui mesmo? É tão pequeno o embrulho!
Sorrindo sempre, a jovem falou: Meu querido amigo, nesta loja, onde temos todos os dons, não vendemos frutos. Concedemos apenas as sementes.

* * *

As sementes das virtudes se encontram em nós. Somos a loja dos dons. O que necessitamos é investir na semeadura.
Se desejamos que frutifique o amor, é preciso que nos disponhamos a amar. E o exercício começa quando executamos bem as tarefas que nos constituem dever. Prossegue no trato familiar, com pais, irmãos, cônjuges e se amplia no rol das amizades.
Depois, atravessa a cerca dos afetos e passa a agir entre aqueles que simplesmente encontramos na rua, no ônibus, no mercado, no banco.
A fé não é adquirida de rompante. Necessita ser pensada, estudada, reflexionada. O exercício inicia com a contemplação da natureza. Os dias frios, os dias quentes, o sol, a lua, as estrelas, as árvores que balançam ao vento e as flores multicoloridas nos jardins.
Alonga-se com a visão dos mundos, das coisas infinitamente pequenas e daquelas infinitamente grandes. A harmonia de tudo nos remete a uma confiança irrestrita, uma certeza inabalável que se chama fé.
A felicidade frutifica quando, plenos de amor e de fé, vivemos cada dia com intensidade, sem igual, saboreando cada minuto como se fosse o único, o último, o derradeiro.

* * *

Mudar é um ato de coragem. É a aceitação plena e consciente do desafio.
É trabalho árduo, para hoje. É trabalho duro, para agora.
E os frutos seguramente virão no amanhã, talvez não muito distante.
Mas, quando temos certeza de estar no rumo certo, a caminhada é tranquila.
Quando temos fé e firmeza de propósito é fácil suportar as dificuldades do dia-a-dia.
Pensemos nisso. Invistamos nas virtudes ainda hoje.

Redação do Momento Espírita, com base no cap. Dons, de autor desconhecido e no cap. É preciso sentir a mudança lá dentro, de R. Anatoli Oliynik, do livro Momentos de luz, organizado por Hiran Rocha, v. 1, ed. Kuarup.

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

PERANTE DESAFETOS


PERANTE DESAFETOS
E, se saudardes unicamente os vossos irmãos,
que fazeis de mais? Não fazem os publicanos
também assim? – MATHEUS, 5:47


    NÃO FUJA DAQUELES QUE AINDA NÃO APRENDERAM
a irradiar cordialidade e respeito.
        Não fuja de quantos se lhe afigurem sisudos e indiferentes.
        Não fuja daqueles que te magoaram.
        Não se distancie dos que, decisivamente, não o querem bem.

        Recorde: são doentes de longo curso que ainda não descobriram a própria doença ou talvez estejam fazendo o que podem para erradicá-la.
        Emita o melhor de seus sentimentos por eles e a vida se incumbirá do restante.
        Fugir nem sempre significa evitá-los pelo distanciamento, mas guardar nos refolhos do coração a animosidade crônica ou a aversão destruidora.
        Sua atitude leal e sincera, seja no clima da oração ou na irradiação da ternura, poderá auxiliá-los na busca de novas atitudes.
        O amor ao próximo começa na arte de sentir o que puder de melhor pelos que cruzam seu caminho.

        “Que fazeis de mais?”, é a pergunta do Mestre que retumba na profundidade da consciência, solicitando amparo, respeito e desprendimento em favor do bem incondicional.

FONTE: mensagem do livro LIÇÕES DE AUTOAMOR, pelo Espírito Ermance Dufaux, pelo médium Wanderley Oliveira, Editora Dufaux.

sábado, 14 de janeiro de 2012

AFETIVIDADE


Tudo o que existe tem sua origem no amor - essência fundamental
de todas as coisas que vivem sobre a Terra. A busca do amor
é o principal anseio de todo ser humano.


         Cada um de nós possui uma individualidade original e exclusiva. Utilizando-nos de uma singela metáfora, podemos dizer: "Toda vez que Deus cria um Espírito, Ele quebra o molde".
        A alma passa por um grande número de encarnações no curso dos séculos, sendo diversificadas suas experiências na área da afetividade. Como resultado disso, o Espírito adquire, nesse processo, um conjunto peculiar de conhecimentos, ou seja, vive inúmeras situações e ocorrências na noite dos tempos.
        Não somos o que pensamos. Somos o que sentimos.
       A busca do amor é o principal anseio de todo ser humano. Ele é legítimo e saudável, e nos incentiva ao despertar da inteligência e dos talentos inatos, a fim de criarmos, renovarmos e crescermos, quer no campo da religião, da filosofia, quer no campo da ciência, da arte e em outros tantos setores do desenvolvimento humano.
        Tudo o que existe tem sua origem no amor - essência fundamental de todas as coisas que vivem sobre a Terra.
        O ponto de partida de todas as ações humanas é a alma - nosso mais profundo centro amoroso -, que transmite energeticamente a afetuosidade para nossos sentidos físicos periféricos, isto é, para o nível físico-sensitivo.
        A aspiração do amor causa em inúmeros indivíduos uma sensação de inadequação ou medo; por esse motivo, eles a reprimem, de modo inconsciente ou voluntário. No entanto, apesar de tentarem recalcar ou "apagar" a emoção, eles nunca conseguirão silenciar por muito tempo o sentimento amoroso que flui da intimidade da própria alma.
        Nosso grande equívoco é acreditar que o desejo de amar é motivo de fraqueza, vergonha, submissão ou domínio. Esse anseio, quando reprimido, acarreta consequências angustiantes e desastrosas, tanto na área física como na psicológica.
      Os Espíritos não têm sexos "(...) como o entendeis, pois, os sexos dependem do organismo. Entre eles há amor e simpatia baseados na identidade de sentimentos".

(...)

         No amor ou afetividade está incluída a habilidade de ver e reconhecer a relatividade da vida, em toda a sua validade e seu perfeito equilíbrio. "Entre eles (os Espíritos) há amor e simpatia baseados na identidade de sentimentos".
        A dignidade da pessoa humana não está fundamentada em "parecer amar", e sim em "amar verdadeiramente". O verniz encobre o mal, mas não o suprime; um sepulcro pintado de branco parecerá menos lúgubre, todavia continuará sendo um sepulcro.
        O hipócrita dissimula ser o que não é, buscando no fingimento uma cobertura para continuar sendo aquilo que de fato quer parecer aos olhos do mundo.
        No lugar em que o amor reina, não há imposição e repressão; onde a imposição e a repressão prevalecem, o amor está ausente. A autêntica afetividade está associada a uma ampliação de consciência e a um amadurecimento espiritual. Quem a possui aprende a ser caridoso, generoso, benevolente, deixando os outros livres não apenas para errar, para aprender, para discordar, mas também para amar, reconhecendo que as fragilidades que muitas vezes recriminamos nos outros podem ser as nossas amanhã.

FONTE: Trecho do livro OS PRAZERES DA ALMA, pelo Espírito Hammed, pelo médium Francisco do Espírito Santo Neto

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

ONDE ESTÁ DEUS?


Trecho do seminário A Caminho da Luz, com Haroldo Dutra Dias, realizado no Paraná.
Para adquirir o DVD, acesse os links abaixo:
http://www.portalser.org/
http://www.livrariamundoespirita.com.br/index.php

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012