terça-feira, 10 de abril de 2012
segunda-feira, 9 de abril de 2012
GALHO VERDE
“... A partir do nascimento, suas idéias retomam gradualmente
impulso, à medida que se desenvolvem os órgãos...”
“... Durante o tempo em que seus instintos dormitam, ele é mais
flexível e, por isso mesmo, mais acessível às impressões que podem
modificar sua natureza e fazê-lo progredir...”
(Capítulo 8, item 4.)
Quando crianças, somos como uma “argila frágil” ou mesmo como um galho verde prontos para ser modelados ou direcionados pelos nossos pais, que têm por missão desenvolver nossos potenciais como uma de suas principais tarefas. Grande parte de nossas percepções e reações emocionais foram internalizadas em razão da influência dos adultos à nossa volta.
Desde o nascimento, somos todos extremamente sensíveis ao ambiente em que vivemos; por isso, os adultos devem meditar sobre as posturas que irão tomar em relação às crianças, pois terão grave importância em seu desenvolvimento futuro.
Determinados atos no ambiente familiar podem “melhorar” e “desenvolver”, ou “deteriorar” e “inibir” a organização psicoespiritual da personalidade infantil. Um ponto básico para compreensão e aceitação dos conceitos de educação em profundidade é o fato de que as crianças, no início de seu desenvolvimento, são “forçadas” a aceitar as regras dos pais, que se esquecem de que os filhos não são “livros em branco”, mas almas antigas que
carregam consigo enorme bagagem de experiências em seu “curriculum” espiritual.
Cada criança é um mundo à parte. Embora existam necessidades generalizadas para todas, também a individualidade de cada uma deve ser respeitada, pois os filhos, mesmo de uma só família, são diferentes entre si, inclusive os gêmeos umvitelinos.
Impraticável tentar vestir mãos diferentes com a mesma luva ou enquadrar todas as crianças em igual padrão educativo. Não se podem determinar modelos, receitas e atitudes absolutamente fixas e rígidas.
Aceita-se com flexibilidade que cada criança terá sua importância à medida que desenvolve sua personalidade.
Todas as crianças gostam e necessitam de correr, de brincai; de estudar, de comer e de ser educadas convenientemente, mas cada uma terá características peculiares e não poderá correr, brincar, estudar e comer como as outras, nos mesmos moldes ou figurinos.
Um outro ponto importante é que, em muitas circunstâncias, as reações educativas dos pais não atendem basicamente às necessidades dos filhos, porém às deles mesmos. Inconscientemente, tentam educá-los através das projeções de seus conflitos, frustrações e problemas pessoais, nunca atingindo uma dinâmica profunda e direcionada às reais necessidades dos filhos.
Certos adultos vivem suas dificuldades interiores na vida da criança, tentando resolver seus problemas nos problemas infantis, sentindo-se destroçados ou vitoriosos conforme as derrotas e os triunfos dos filhos. O resultado disso tudo será uma pessoa atingindo a maioridade completamente desconectada de suas realidades e profundamente desorientada.
Um fato a destacar é o sofrimento dos filhos em razão de constantes atitudes inibitórias provocadas por adultos que se comportam com excessivo controle e zelo. Impedem que as crianças expressem gestos e raciocínios espontâneos, bem como a sua forma de ser.
Desencorajam-nas a promover suas idéias inatas, desestimulam-lhes as vocações naturais, alteram-lhes as atividades para as quais teriam toda uma habilidade instintiva e faculdades apropriadas e impedem o desenvolvimento de sua própria índole, prejudicando-as.
Portanto, deveremos ser cuidadosos na análise de nossas influências paternais junto aos filhos, porque em “nome da missão” ou da “educação filial” não nos é licito forçar ou distorcer os “galhos verdes”, impondo-lhes opiniões e decisões e deixando de proporcionar-lhes gradativamente o hábito das próprias escolhas. Superprotegidos contra os erros, defendidos dos problemas e dificuldades, vemo-los crescendo à sombra dos pais, indecisos até sobre a mais simples opção, numa situação de dependência e apego que se prolonga, em muitos casos, durante toda a encarnação e também, por que não, nas futuras.
“A partir do nascimento, suas idéias retomam gradualmente impulso, à medida que se desenvolvem os órgãos”, (1) e as crianças vão adquirindo uma maior possibilidade de se expressar como realmente são. A partir daí, devem ser educadas de forma coerente com seu caráter instintivo e traços de personalidade - fruto dos conhecimentos que adquiriram nas existências anteriores.
Nunca porém nos padrões da coerção, da exigência, da comparação, da crítica constante ou da superproteção - fatores de insegurança e de desajustes psicológicos profundos.
Pais generosos, de espírito totalmente isento de crítica destrutiva, aproximam-se das crianças com o objetivo real de lapidá-las num clima constante de muito amor e compreensão, jamais se esquecendo de que elas não são suas, mas “almas eternas” em estágio temporário no recinto de nosso lar.
São criaturas de Deus a caminho da luz.
FONTE: do livro RENOVANDO ATITUDES, pelo Espírito Hammed, pelo médium Francisco do Espírito Santo Neto.
domingo, 8 de abril de 2012
NOSSOS TALENTOS
Quais são os nossos talentos?
Esta pergunta é algo que vale a pena fazermos para nós mesmos.
Há quem diga que não os tem, que não consiga fazer nada direito, que não tem nada para oferecer de bom.
Há outros que imaginam que talento é algo para pessoas especiais, predestinadas. Que são poucos aqueles que efetivamente têm algum.
Se analisarmos mais detidamente, conseguiremos perceber que todos nós, de alguma forma, temos talentos.
Alguns têm inteligência privilegiada e, logo mostram seu talento na capacidade pensante, nos raciocínios lógicos, nas deduções brilhantes.
Outros são talentosos no trato com as pessoas. Conseguem travar conversa agradável com quem quer que seja, apresentam sempre uma palavra amiga, um comentário feliz.
Há outros que têm talento inegável na profissão que escolhem. Realizam-na com prazer e dedicação, produzem com esmero e qualidade, oferecendo sempre o melhor, o inusitado, o surpreendente.
Mesmo em situações que muitos não dão a importância devida, há muito talento se expressando.
A dona de casa, embora muitas vezes sem reconhecimento, é quem, com muito talento, administra o orçamento, planeja o cardápio, gerencia o asseio do lar. Isso, sem talento, seria sempre tarefa incompleta ou mal feita...
Dispomos de potencialidades, capacidades que podemos utilizar como instrumentos de contribuição para a sociedade em que vivemos.
Quantas histórias não escutamos sobre maestros, músicos, artistas que multiplicam seu talento em atividades sociais, comunitárias, ensinando a crianças e jovens as belezas de sua arte.
Quantos não são os professores que, talentosos, sabem honrar seu ofício, indo além do dever profissional que lhes cabe, sendo mestres a conduzir mentes, a construir cidadãos, a forjar positivamente caracteres.
Há, e não são poucos, executivos talentosos que, amealhando grandes somas graças à sua inegável capacidade de negócios, utilizam seu dinheiro para fazer o bem, produzir o bom e o belo, conscientes de que de nada valeria guardar em frios cofres o resultado monetário dessa sua potencialidade.
Não importa em que ou quanto somos bons, quais os nossos talentos.
Sempre haverá a possibilidade de multiplicá-los, de fazê-los crescer e produzir frutos em benefício de tantos.
* * *
Assim, ao percebermos os talentos de que dispomos, aproveitemo-los para que possam beneficiar o meio em que estivermos.
Madre Tereza de Calcutá usou do seu talento de amar ao próximo para modificar as paisagens do planeta. Albert Einstein não poupou seu talento para que a Ciência ganhasse novos horizontes.
Porém, se ainda não conseguimos acessar capacidades dessa magnitude, façamos aquilo que já nos cabe. Talvez não modifiquemos a história do mundo, nem consigamos deixar nosso nome marcado nos compêndios da ciência ou da arte.
Mas valerá a pena se, com nosso talento, pudermos contribuir para que uma vida se faça melhor, que o dia de alguém se torne mais suave, ou que a estrada de algum outro possa ter, ao menos, uma flor a mais plantada, adornando o seu caminhar.
FONTE: Redação do Momento Espírita. Em 04.04.2012
sábado, 7 de abril de 2012
sexta-feira, 6 de abril de 2012
segunda-feira, 2 de abril de 2012
MEDIUNIDADE
Sem dúvida, mediunidade é importante, mas não mais importante que qualquer outra atribuição de serviço que nos tenha sido designada.
A idéia do bem carece de mãos ativas e operosas para concretizar-se.
O médium espírita deve priorizar a bondade, a faculdade de ser bom e não apenas a sua condição de instrumento entre os Dois Planos da Vida.
Que o médium jamais se julgue dispensado, ele mesmo, de arregaçar as mangas e vivenciar a mensagem que flui por seu intermédio! O médium que apenas se faz intérprete do pensamento dos espíritos é comparável a mero tradutor de idiomas...
A mediunidade que materializa as boas obras é a mais alta de todas as faculdades de que alguém possa se fazer portador. A árvore, consoante as palavras do Divino Mestre, se identifica pelos seus frutos...
Mediunidade há, bela e frondosa, mas que, à semelhança da figueira da parábola, está sempre despojada de frutos; os que dela se aproximam, na esperança de algo colher, sempre se retiram decepcionados...
FONTE: do livro DOUTRINA VIVA, pelo Espírito Chico Xavier, pelo médium Carlos A. Baccelli.
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