sexta-feira, 14 de setembro de 2012

A ESCOLA DAS ALMAS

    Congregados, em torno do Cristo, os domésticos de Simão ouviram a voz suave e persuasiva do Mestre, comentando os sagrados textos.
        Quando a palavra divina terminou a formosa preleção, a sogra de Pedro indagou, inquieta:
        — Senhor, afinal de contas, que vem a ser a nossa vida no lar?
        Contemplou-a Ele, significativamente, demonstrando a expectativa de mais amplos esclarecimentos, e a matrona acrescentou:
        — Iniciamos a tarefa entre flores para encontrarmos depois pesada colheita de espinhos. No começo é a promessa de paz e compreensão; entretanto, logo após, surgem pedras e dissabores...
        Reparando que a senhora galiléia se sensibilizara até às lágrimas, deu-se pressa Jesus em responder:
        — O lar é a escola das almas, o templo onde a sabedoria divina nos habilita, pouco a pouco, ao grande entendimento da Humanidade.
        E, sorrindo, perguntou:
        — Que fazes inicialmente às lentilha, antes de servi-las à refeição?
        A interpelada respondeu, titubeante:
        --- Naturalmente, Senhor, cabe-me levá-las ao fogo para que se façam suficientemente cozidas. Depois, devo temperá-las, tornando-as agradáveis ao sabor.
        — Pretenderias, também, porventura, servir pão cru à mesa?
        — De modo algum — tornou a velha humilde —; antes de entregá-lo ao consumo caseiro,
compete-me guardá-lo ao calor do forno. Sem essa medida...
        O Divino Amigo então considerou:
        — Há também um banquete festivo, na vida celestial, onde nossos sentimentos devem
servir à glória do Pai. O lar, na maioria das vezes, é o cadinho santo ou o forno preparador. O
que nos parece aflição ou sofrimento dentro dele é recurso espiritual. O coração acordado para a Vontade do Senhor retira as mais luminosas bênçãos de suas lutas renovadoras, porque, somente aí, de encontro uns com os outros, examinando aspirações e tendências que não são nossas, observando defeitos alheios e suportando-os, aprendemos a desfazer as próprias imperfeições. Nunca notou a rapidez da existência de um homem? A vida carnal é idêntica à flor da erva. Pela manhã emite perfume, à noite, desaparece... O lar é um curso ligeiro para a fraternidade que desfrutaremos na vida eterna. Sofrimentos e conflitos naturais, em seu círculo, são lições.
       A sogra de Simão escutou, atenciosa, e ponderou:
       — Senhor, há criaturas, porém, que lutam e sofrem; no entanto, jamais aprendem.
       O Cristo pousou na interlocutora os olhos muito lúcidos e tornou a indagar:
       — Que fazes das lentilhas endurecidas que não cedem à ação do fogo?
       — Ah! sem dúvida, atiro-as ao monturo, porque feririam a boca do comensal descuidado
e confiante.
       — Ocorre o mesmo — terminou o Mestre — com a alma rebelde às sugestões edificantes
do lar. A luta comum mantém a fervura benéfica; todavia, quando chega a morte, a grande
selecionadora do alimento espiritual para os celeiros de Nosso Pai, os corações que não cederam ao calor santificante, mantendo-se na mesma dureza, dentro da qual foram conduzidos ao forno bendito da carne, serão lançados fora, a fim de permanecerem, por tempo indeterminado, na condição de adubo, entre os detritos da Natureza.

FONTE: do livro JESUS NO LAR, pelo Espírito Neio Lucio, pelo médium Francisco C. Xavier, FEB.

quinta-feira, 13 de setembro de 2012

SESSÃO DE CINEMA

CRISE DE VALORES

  
Por Nelson José Wedderhoff
"O mundo é como é porque as pessoas são como são".
      Esse pensamento do Espírito Leocádio José Correia nos chama atenção para algo que sabemos, mas que poucas vezes levamos em consideração nas nossa escolhas.
       E ocasionalmente nos deparamos com situações que nos afetam negativamente, seja em função do preconceito, a competição, da exclusão, da violência, etc.

      Entretanto estas situações são resultantes das ações individuais, que compõe a ação do grupo. Um exemplo recente é a inciativa de uma rede importante de televisão aberta, a qual passará a transmitir as lutas livres. Afinal, qual é o objetivo desta transmissão?
      Precisamos realmente assistir a este tipo de conteúdo?
      Qual será o impacto deste tipo de proposta na mentalidade das crianças e dos jovens?
     Não corremos o risco de aumentar a violência no ambiente escolar ou social onde os jovens participam?

      Mas existe uma outra pergunta ainda mais importante...
     Porque passarão a transmitir as lutas? A resposta é: porque há público interessado. Ou seja, porque nós como sociedade ainda "consumimos" este tipo de produto, destrutivo para nós mesmos. Se não consumíssemos não seria transmitido.

     Em muitos casos ainda não fazemos avaliação de longo prazo, buscando entender os desdobramentos possíveis de algumas ações. O bem estar social é uma obra de longo prazo, e está baseada em várias ações cotidianas como: alimentação saudável, pensamentos saudáveis, conduta ética, planejamento, informação, educação...
      Desvios sociais não se corrigem de um dia para o outro. É necessário, cotidianamente, desetimular ações que não signifiquem na prática a construção de uma cultura de valorização da pessoa e de preservação da vida.
 
Nelson José Wedderhoff é Engenheiro Eletrônico; Professor Acadêmico na Faculdade Dr. José Leocádio Correia (FALEC); Coordenador de Grupos de Estudos Espíritas; e Conselheiro Editorial na revista SER Espírita.

quarta-feira, 12 de setembro de 2012

segunda-feira, 10 de setembro de 2012

quarta-feira, 5 de setembro de 2012

terça-feira, 4 de setembro de 2012