terça-feira, 31 de julho de 2012
sábado, 28 de julho de 2012
segunda-feira, 23 de julho de 2012
sábado, 21 de julho de 2012
CONHECE-TE A TI MESMO
Por Rodrigo Fontana França
Uma das principais bases de todos os sistemas morais e religiosos da Terra, é a busca e a compreensão do auto-conhecimento. Podemos perceber tal figura como supedâneo em uma série de sistemas filosófico-religiosos, como os preconizados por Sócrates, Sidartha Galtama, Krishna, Confúcio, Lao Tse, etc.
Aliás, interessante atentarmos ao fato de que a frase ‘conhece-te a ti mesmo’ estava escrita no frontispício do oráculo em homenagem a Apolo (deus Sol), em Delfos, na Grécia, já no século VI, a.C.
Em nossas vidas, quase que diariamente nos deparamos com situações contraditórias e de conflito. Na trajetória da Terra, faz-se imprescindível que vivenciemos determinadas situações a fim de que possamos, a partir delas, fazer o aprendizado necessário para nossa evolução espiritual. A principal finalidade da vida na Terra consiste no aperfeiçoamento, e este aperfeiçoamento só se alcança através do auto-conhecimento.
A única forma de se atingir o auto-conhecimento é através da busca individual pela sua própria essência. Isso se faz através de uma série de indagações que devem ser feitas diariamente, como uma espécie de auto-avaliação do dia que se passou.
A primeira indagação que deve ser feita é a seguinte: “O que eu posso fazer para mim neste momento?”. Importante perceber que não se trata de busca pelo individualismo, mas, devemos ter em mente que quando a pessoa está bem consigo mesma, poderá aceitar e compreender o próximo, dentro de suas características e limitações peculiares.
Outras questões podem ser colocadas para que se atinja níveis satisfatórios de auto-conhecimento, tais como: “Quem sou?” “De onde vim?” “Para onde vou?”.
Todos nós temos, ainda que inconscientemente, uma noção do papel que devemos desempenhar no trânsito terreno. A avaliação constante de tais perguntas contribui sobremaneira para que as respostas a elas tornem-se cada vez mais claras em nossas mentes.
Ainda, em nível de avaliação individual, é importantíssimo questionar-se se naquele dia que passou, faltamos alguma vez com nosso dever. Também é salutar nos perguntarmos se alguém teria algo para se queixar de nós e de nossas atitudes.
Por mais que não tenhamos feito nenhum mal evidente naquele dia, cabe nos questionarmos se praticamos todo o bem que poderíamos ter praticado ou se tais atitudes foram apenas tomadas de forma parcial e buscando algum benefício próprio.
Qual a melhor forma de fazermos esse julgamento individual das boas e más atitudes? Como saber se estamos caminhando em busca de um aprimoramento espiritual efetivo? A resposta a esse questionamento pode parecer simples, mas sua aplicação prática necessita de muita reflexão.
Ora, uma vez que Deus é soberanamente justo e bom e não tem duas medidas para a justiça, quando estivermos indecisos sobre o valor de nossas ações, devemos nos perguntar como compreenderíamos aquela ação, se tivesse sido tomada por outra pessoa.
Em nosso cotidiano, tendemos a ser bastante rígidos com os defeitos dos outros, ainda que estes sejam mínimos, ao passo que, muitas vezes, sequer notamos nossas próprias falhas, por maiores que sejam. Tal atitude pode parecer bastante cômoda, porém, em verdade, é totalmente equivocada, eis que avessa à necessidade incontestável de se alcançar o desenvolvimento individual.
Aquele que se auto-conhece, é condescendente para com o próximo e duro para com suas próprias atitudes, eis que tem plena consciência de que deve compreender e respeitar ao próximo dentro de suas limitações, dentro do possível de cada indivíduo. Por outro lado, quando se trata de avaliar as próprias atitudes, a postura crítica é imprescindível ao aprimoramento.
Evidentemente que a tarefa não é fácil e o desafio proposto é bastante complexo. Contudo, devemos corajosamente buscar dar o quanto antes o primeiro passo necessário ao início de qualquer jornada. Mãos à obra!
RODRIGO FONTA FRANÇA é advogado e Coordenador de Grupos de Estudos Espíritas na Sociedade Brasileira de Estudos Espíritas (SBEE) e no Centro Espírita Antonio Grimm (CEAG). É colunista da revista SER Espírita.
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autoconhecimento,
crescimento interior
quinta-feira, 19 de julho de 2012
domingo, 15 de julho de 2012
quinta-feira, 12 de julho de 2012
HUMILDADE PARA APRENDER
por Nelson José Wedderhoff
O que poderia ser um obstáculo importante ao nosso aprendizado?
Nós mesmos. Considerando que "aprender é mudar comportamento", segundo o Espírito Antonio Grimm.
O significado que damos à vida e ao nosso tempo influencia na abordagem que fazemos sobre o "aprender". Podemos considerar que, por termos alcançado uma graduação na cultura da Terra (fizemos faculdade, pós graduação, etc), não precisaremos mais estudar. Ou, por termos alcançado níveis hierárquicos em organizações, não precisaremos mais estudar. Ainda, por termos alcançado certa idade, não precisaremos mais estudar.
Pelo ponto de vista de um espírito imortal, o processo de aprendizado incluindo a busca de informação e o ajuste de comportamento jamais se encerra. A decisão deixa de ser estudar ou não, pois com isso fica claro que estudar é a melhor escolha. A pergunta passa a ser "o que estudar?", conforme a época pela qual estivermos passando. E é aqui que podemos enfrentar um desafio importante, que é conseguir adotar uma postura suficientemente humilde e que nos permite alcançar a consciência sobre a necessidade da informação e aperfeiçoamento contínuos.
No momento em que nos julgamos suficientemente informados, comprometemos o processo de aprendizado. É preciso ter a consciência de que o que sabemos vai se tornando obsoleto com o tempo.
Nelson José Wedderhoff é Engenheiro Eletrônico e Professor Acadêmico na Faculdade Dr. Leocádio José Correia (FALEC); Coordenador de Grupos de Estudos Espíritas; e Conselheiro Editorial na revista SER Espírita
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