sábado, 25 de setembro de 2010

EM QUE CONSISTE O ESPÍRITO?

Para mim, como espírito ainda distante da vivência da espiritualidade sublime e muito longe da sabedoria superior, o espírito em si, em sua essência mais profunda, consiste em elementos que denomino intelectón – isto é, puro intelecto – ou, então, mentaltón, como alusão aos atributos de um corpo mental ainda adormecido, porém, passível de ser liberado em seus conteúdos e potencialidades. Em seu âmago, possui imagens ou projeções divinas, como se fossem instruções, semelhantes àquelas que são impressas no DNA para posterior utilização na caminhada evolutiva e que delineiam o caminho a seguir. Tais imagens – isso é apenas opinião de um estudioso da vida espiritual – constituem projeções reais de caráter hiperfísico e hiperenergético, muito além da capacidade de compreensão de certos estudiosos da ciência terrena. Creio pessoalmente que esses elementos espirituais de natureza não física são a própria criação divina, os quais constituem a esfera monádica, que, mais adiante, materializa-se nos mundos apropriados durante os milênios de evolução precedentes à reencarnação em suas diversas e múltiplas formas.

Fonte: Livro "Consciência", pelo espirito Joseph Gleber, psicografado por Robson Pinheiro

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

ESPÍRITAS FORA DO PADRÃO

É muito natural que uma comunidade tenha suas regras, seus conceitos e sua marca própria. Através destes ingredientes de linguagem a comunicação se estabelece mais facilmente. É assim que nasce o padrão, ou seja, um modelo que diga algo sobre a essência de um grupo. Na comunidade espírita não é diferente. Temos uma identidade construída historicamente e pela qual são identificados seus seguidores. Em nosso caso, como a Doutrina Espírita é a nossa essência inspiradora, o foco básico de nossos padrões converge principalmente para referências de conduta. O jeito de vestir, o tipo de alimentação, o modo de falar, de agir, de pensar e de viver se tornam os alvos de nossos padrões. Dependendo deles, criamos modelos pelos quais somos aceitos ou não no grupo chamado movimento espírita.

Todavia, os modelos em quaisquer áreas do desenvolvimento humano estão passando por rápidas e acentuadas modificações e aperfeiçoamentos. Façamos uma comparação para o objetivo desse artigo. O que faz o nosso corpo quando é atacado por um vírus agressor? Ele se organiza com todas as suas defesas no intuito de se preparar diante daquele ataque. Depois, quando aquele agressor já não é tão forte, o organismo já lhe absorve com menos esforço. Estamos vendo surgir aceleradamente uma geração de espíritas fora do padrão nos últimos 20 anos. Médiuns fora do padrão, palestristas fora do padrão, linguagem fora do padrão, comportamento fora do padrão. Como se fossem um corpo estranho, o organismo espírita reage às suas características e peculiaridades. Mas assim como o corpo físico que terá ensejo de provar sua saúde diante do inesperado, a comunidade espírita está aprimorando sua resistência, sua autenticidade e sua capacidade moralizante para entender e se adaptar às mudanças que são inevitáveis.

Mais que nunca nossa comunidade passa por um testemunho de amor aos diferentes e suas diferenças. E o que está no cerne desse exame de atitude? Aferir se somos capazes de amar os que não pensam como nós. Eis um dos mais desafiadores ensinos de Jesus. Ele mesmo pronunciou, em Mateus, capítulo 5, versículos 45 e 46: “Pois, se amardes os que vos amam, que galardão tereis? Não fazem os publicanos também o mesmo? E, se saudardes unicamente os vossos irmãos, que fazeis de mais? Não fazem os publicanos também assim?”
Diante da incontrolável tendência da diversidade que renova os costumes e as ideias na sociedade, torna-se muito oportuno examinar nossos referenciais e igualmente nossas ações: Será que nossos padrões guardam fidelidade ao que propõe nossa Doutrina?
Será que os modelos aceitos são coerentes com ponto capital do Espiritismo que diz respeito às conquistas interiores?
Será que os padrões adotados pela comunidade estão legitimamente afinados com valores morais, a lei de amor e a paz na alma?
Ou são apenas mais alguns códigos religiosos que nos incapacitam para a libertação da consciência como já aconteceu ao longo dos milênios?
Que vale mais a pena: ser espírita de padrões ou ser espírita em harmonia com a Vida e com sua consciência?
Será que o comportamento das gerações antecedentes vão atender às exigências das novas gerações?
Essas perguntas surgem porque temos observado uma valorização exacerbada a ideias, crenças e condutas adotadas em nossos ambientes doutrinários nem sempre essenciais em se tratando de paz e equilíbrio pessoal. Muitos adeptos do Espiritismo adotam tais posturas como verdades inquestionáveis e abdicam da mais sadia proposta da Doutrina que é a construção de uma fé como resultado de raciocínios lúcidos. Entretanto, uma larga parcela de espíritas clama por referências novas. As necessidades das gerações atuais suplicam respostas. Diante desse quadro social, como avaliar as inovações, as novidades, as formas diferentes de realizar o bem à luz do Espiritismo? Como escandalosamente fora dos padrões?

Os padrões em muitos casos são ancoras de segurança para não avançarmos a limites que ainda não somos capazes de suportar, todavia, quando nos agarramos demasiadamente a eles furtamos de nós próprios a aquisição de habilidades para singrar os mares da vida em busca de novas perspectivas de viver e se realizar, aprender e crescer. Quando apegamos a modelos em excesso, inevitavelmente adoecemos. E essa doença chama-se julgamento. A fixação prolongada em conceitos que paralisam e que se transformam em preconceitos, e esses se transformam em antifraternidade através de condutas que são incoerentes com aquilo que pregamos e acreditamos.
Quando estacionamos em paradigmas sem abertura para o progresso, atolamo-nos na zona de conforto que nos impedirá de perceber que, entre as ancoras de segurança e o mar alto da diversidade, existe um abismo de concepções e verdades que precisam ser conhecidas ou pelo menos aceitas. A ausência dessa coragem de avançar leva-nos a acreditar que tudo que saia dos limites de nossas boias seja profano, obsessivo e nocivo ao crescimento espiritual.

Chega o momento de fazermos algumas perguntas: os padrões que adotamos estão realmente nos ajudando a sermos pessoas melhores? Somos mais autênticos ao adotá-los? Eles estão servindo para promover uma vida mais feliz ou apenas para camuflar nossos conflitos angustiosos? Será que nossos padrões não estão nos alienando da nossa realidade moral?
Não guardo mais dúvida sobre a superficiliadade ou mesmo a toxidade de muitos desses padrões. Como seres humanos falíveis que somos, gestamos muitas referencias frágeis para consolidar a identidade espírita em nosso modo de pensar a vida e de vivê-la. E um dos subprodutos mais tóxicos desse quadro é exatamente a conduta enferma de exclusão dos diferentes.
Enquanto isso, ficam outras questões: e os espíritas fora do padrão, estão sintonizados com algo melhor para o futuro de nossa causa e de seu bem pessoal? Seus novos padrões serão benéficos à grande questão essencial da nossa paz?

E assim lá vamos nós, de mudança em mudança avançando cada vez mais. Em meio ao turbilhão de transformações sobra somente uma certeza que pacífica um pouco a minha alma: eu tenho uma consciência e só vou responder por ela. Isso é muito bom de pensar e sentir. E você o que pensa desse tema?
Fonte: http://www.wanderleyoliveira.blog.br

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

PALESTRAS DE SETEMBRO

PALESTRAS PÚBLICAS
CASA DO CAMINHO
Estr. Barra Mansa x Bananal, 2801 - km 4
Cotiara - Barra Mansa/RJ
aos sábados - 19h30

SETEMBRO/2010
04 Honrai o Vosso Pai e Vossa Mãe - ÂNGELA
(O Evangelho seg. o Espiritismo - Cap. XIV)
11 Necessidade da Caridade - EDNA
(O Evangelho seg. o Espiritismo - Cap. XV)
18 Parábola dos Talentos - VALDÉIA
(O Evangelho seg. o Espiritismo - Cap. XVI)
25 Parábola do Semeador - BORGES
(O Evangelho seg. o Espiritismo - Cap. XVII)

terça-feira, 7 de setembro de 2010

tvcei.com, a primeira WebTv Espírita do mundo

A EMISSORA MANTÉM 24 HORAS DE PROGRAMAÇÃO ININTERRUPTA.

Espíritas do mundo inteiro agora podem assistir a uma programação essencialmente doutrinária e interagir na primeira WebTV Espírita do planeta. Desde o dia 1 de agosto de 2006 está no ar a tvcei.com. A emissora ainda está em fase de teste, mas já é pioneira: inaugura a mais nova mídia na divulgação do Espiritismo. Para assistir, basta acessar o endereço www.tvcei.com

A WebTV é uma televisão interativa pela Internet. A principal vantagem é o conforto: o telespectador pode assistir à programação em sua casa, no trabalho, em horários alternativos. É necessário apenas ter acesso à Internet. Além de oferecer as opções de assistir a programas gravados e ao vivo, a WebTV permite ao telespectador optar por ver os programas em um aparelho de televisão (veja no site da tvcei.com como fazer a adaptação). Outra vantagem é a possibilidade de retransmissão da programação em um telão. Com isso, é possível fazer a exibição de programas nos Centros Espíritas ou em eventos. Com excelente qualidade de imagem.

A tvcei.com é uma iniciativa do Conselho Espírita Internacional – instituição resultante da união, em âmbito mundial, das Associações Representativas dos Movimentos Espíritas Nacionais, de mais de 30 paises. Atualmente, a sede do CEI é em Brasília, Brasil.

A programação diária da tvcei.com está disponível no portal www.tvcei.com e é composta por palestras e por diversos programas espíritas feitos por instituições e pessoas físicas de todo o Brasil. Ao acessar o portal, abre-se um player (visor) que disponibiliza dois canais de transmissão:

Canal 1 (24 horas no ar – Material Gravado)
Canal com programas de TV espíritas, palestras, filmes, vídeo-aulas, conteúdos exclusivos e vídeos históricos, inclusive em outros idiomas (espanhol, francês, inglês, italiano, etc.)

Canal 2 (Ao vivo)
Dedicado à transmissão de eventos e palestras ao vivo, tanto do Brasil como do exterior, com a possibilidade de usar uma sala interativa (Chat), para fazer perguntas ou enviar mensagens aos conferencistas, que podem responder em tempo real.

Além dos canais, a tvcei.com conta com uma agenda de eventos: congressos, seminários e workshops que serão transmitidos a partir de diversos Estados ou países contando com a participação de diversos palestrantes entre eles: Divaldo Franco e Raul Teixeira. A emissora também, oferece uma seção de vídeos para download que têm a opção de ser vistos em tela cheia.

A programação da tvcei.com é inteiramente gratuita e dirigida a todas as pessoas interessadas em conhecer a Doutrina Espírita. O Conselho Espírita Internacional solicita a todos os companheiros espiritistas que divulguem a tvcei.com. Nesta fase de teste, a equipe espera receber as avaliações sobre a qualidade da imagem. Para isso, basta acessar o site www.tvcei.com ou escrever para o e-mail: tvcei@tvcei.com

Una-se a tvcei.com - Uma nova era na divulgação do Espiritismo!


Equipe Multimídia do CEI

Av. L2 Norte, Q. 603, conj. F
Brasília - DF - Brasil - 70830-030
+55 (61) 2101-6170

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

TURMA DA MÔNICA E A REENCARNAÇÃO

Magali e a Reencarnação Entretenimento, educação e aventura são apenas alguns dos itens que caracterizama “Turma da Mônica”.

Desde 1959, o criador Maurício de Souza desperta o interesse pela leitura em milhões de brasileiros que acompanham as peripécias vividas por Mônica, Magali, Cebolinha, Cascão, Chico Bento e outros diversos personagens que encantam o público mirim.

A Doutrina Espírita já foi tema de várias histórias da trupe, e na mais recente, a personagem comilona Magali aparece em uma trama intitulada “Reencarnação”, que conta a história de dois jovens apaixonados destinados a ficarem juntos.

Dividida em duas partes, a história cativante e divertida está disponível no link: http://www.monica.com.br/comics/reencarnacao/
Fonte: http://juventudeespiritajemb.blogspot.com/

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

A DECISÃO É SUA

Jogar ou recolher.
Você escolhe.
Este é o slogan de campanha desencadeada pela Prefeitura de importante capital brasileira, estampado em cartaz que mostra uma mão sobre um pedaço de papel ao chão.
Tem a ver com educação.
Tem a ver com cidadania.
Convida o cidadão a refletir sobre o tipo de cidade que ele deseja para si: uma bela e limpa cidade ou ruas cheias de entulho.
Chama o cidadão à responsabilidade, a partir da sua decisão que, naturalmente, tem a ver com a sua formação moral, com sua ética, com seu comprometimento como cidadão.
Em verdade, tudo que nos rodeia, de alguma forma, é de nossa responsabilidade.
E depende de nossas escolhas.
Vejamos que podemos morar em um bairro aprazível, mas somente teremos bons vizinhos, se cultivarmos a gentileza e a boa educação.
E isso é feito a partir de pequenos cuidados.
Lembremos, por exemplo, de uma saída de carro muito cedo pela manhã, para o nosso trabalho.
Podemos retirar o carro da garagem sem barulho, sem acelerar ruidosamente e, portanto, sem acordar o vizinho que ainda dorme.
Ou podemos fazer todo o barulho que nos achamos no direito de produzir pensando que se nós estamos despertos, tão cedo, os outros também podem acordar à mesma hora.
Podemos limpar a frente de nossa casa, lavar a calçada, tomando cuidado para não sujar a frente da casa ao lado.
Ou podemos, de forma descuidada, ir jogando tudo justamente para os lados e emporcalhando a frente das casas próximas.
Podemos ser gentis no trânsito, detendo-nos mínimos segundos a fim de permitir que outro carro, que aguarda no acostamento, possa adentrar a via à nossa frente.
Ou podemos ser totalmente insensíveis e deixar que o seu condutor canse de esperar, até a enorme fila de veículos findar.
Antipatia, simpatia.
Nós decidimos se desejamos uma ou outra.
Podemos entrar no elevador e saudar as pessoas.
Ou podemos fazer de conta que todas são invisíveis.
Podemos fazer uma gentileza e segurar o elevador um segundo para permitir a entrada de alguém que vem chegando, depressa.
Ou podemos apertar o botão e deixar que a porta se feche, exatamente à face de quem tentou chegar a tempo.
Podemos pensar somente em nós, viver como se mais ninguém houvesse no mundo.
Ou podemos viver, olhando em derredor, percebendo que alguém precisa de ajuda e ajudar.
Podemos fingir que somos surdos ou podemos nos dispor a escutar alguém a pedir informação a um e a outro e nos dispormos a ofertá-la.
Podemos fingir que somos cegos e não enxergar a pessoa obesa, em pé, no transporte público, ou a grávida, ou o idoso.
Ou podemos ser humanos e oferecer o nosso assento, com a certeza de que esse alguém precisa mais dele do que nós.
Mesmo que o cansaço esteja nos enlaçando, ao final do dia, os pés estejam doendo e o corpo todo diga: Preciso descansar.
Pensemos nisso e nos disponhamos a contribuir, desde hoje, com o mundo mais justo, harmonioso e feliz com que tanto sonhamos.

Redação do Momento Espírita.
Em 30.08.2010

(colaboração enviada por Bia Amaral, da Casa do Caminho)