domingo, 29 de agosto de 2010

Pensamentos, o Alicerce da nossa Personalidade


Se quisermos ter uma vida em plenitude, é preciso darmos especial valor ao teor dos nossos pensamentos, pois são eles que constituem a base de nossa personalidade. O encadeamento de informações deste texto reforça esta tese, o que significa que, para bem viver, a qualidade dos nossos pensamentos tem peso fundamental.

Pesquisadores do comportamento humano afirmam que nossa personalidade pode ser definida como um conjunto de hábitos. Desse modo, é de fundamental importância termos hábitos adequados. Mas será que existe receita para transformarmos nossos hábitos para que eles sejam adequados? O sábio filósofo Aristóteles (384 a.C. - 322 a.C.) indicou-nos uma maneira de proceder e caminharmos nessa direção. Segundo o filósofo, nossos hábitos são criados a partir da nossa iniciativa de passarmos a ter novas atitudes. Reforçando o óbvio, passarmos a ter atitudes que até então não tínhamos. Segundo Aristóteles se persistentemente repetirmos novas atitudes, adquiriremos novos hábitos. Mas, vale ressaltar: adquirir hábitos adequados ou inadequados vai depender, exclusivamente, dos tipos de novas atitudes que escolhermos. Boas atitudes, hábitos adequados. Más atitudes, hábitos inadequados.

Sobre a importância de nossas atitudes, William James (1898-1944), um dos mais proeminentes psicólogos norte-americanos, disse: “A maior descoberta da minha geração é que o homem pode mudar sua vida, simplesmente mudando suas atitudes”. Mas como mudar para melhor nossas atitudes? Lembre-se que as atitudes são geradas pelos nossos sentimentos. Exemplificando, se eu estou sentindo amor por uma pessoa, minhas atitudes serão conduzidas em direção ao amor. Por outro lado, se tenho sentimento de ódio, minhas atitudes serão voltadas para o ódio. Chegamos à conclusão de que nossos sentimentos são o norte “do bem” ou “do mal” viver, pois, são nossos sentimentos que irão gerar boas ou más atitudes. No entanto, falta ainda descobrir: “Como cultivar bons sentimentos”? É a resposta a esta pergunta que inicia a construção do prédio de nossa personalidade. Saber a resposta, mas também nos conscientizarmos de sua importância, fará com que tenhamos uma personalidade saudável. Vamos à resposta.

No começo deste texto, afirmamos que nossos pensamentos sustentam nossa vida, pois constituem a base de nossa personalidade. Qual a razão dessa afirmação? O motivo é que nosso pensamento gera sentimento. O que deve induzir a questionarmo-nos periodicamente: “Qual é a qualidade dos meus pensamentos atuais?” É importante fazermos continuamente essa reflexão, pois se são nossos pensamentos que geram sentimentos, estes por sua vez geram atitudes que, conseqüentemente, formam novos hábitos que, por fim, modelam nossa personalidade.

Que importância nós estamos dando ao teor dos nossos pensamentos?

Para que nossa reflexão relativa a este auto-questionamento tenha ainda mais consistência, ressalto que, dentre inúmeros pensamentos que temos ao longo do dia, dois deles são os que se destacam em importância. Por essa razão, merecem nossa especial atenção. Quais são estes dois pensamentos tão importantes? Bem, o primeiro deles, é o pensamento que temos no momento em que nos levantamos, e o segundo é aquele o que domina nossa mente antes de dormirmos. Sintetizando, os pensamentos basilares são o primeiro e o último de cada dia. Esses dois pensamentos são vitais para o nosso bem ou mal viver. Ter autodomínio para bem direcioná-los, é a fonte de uma vida com real significado e sentido.

Numa auspiciosa época em que - quebrando paradigma - pesquisa da revista Fast Company (EUA) dirigida ao mundo empresarial, coloca Jesus Cristo como um dos dez maiores líderes de todos os tempos, assume especial valor o comentário a seguir do autor espiritual Emmanuel. Ele nos mostra um caminho excepcional para termos bons pensamentos. De forma simples e objetiva Emmanuel aponta-nos o caminho da excelência no cultivo de bons pensamentos. Orienta-nos ele: “Lava os teus pensamentos em esforço diário, nas fontes do Cristo”(*).

(*) Capítulo 120 do livro Caminho, verdade e vida (FEB), Emmanuel/Francisco Cândido Xavier. Obs.: Os livros do autor espiritual Emmanuel ultrapassaram a tiragem de dois milhões de exemplares.

domingo, 22 de agosto de 2010

MÃOS TALENTOSAS - A História de Ben Carson

ELE SUPEROU A ADVERSIDADE E MUDOU O MUNDO DA MEDICINA.
Cuba Gooding Jr. estrela este filme maravilhoso que conta a história verdadeira de um renomado neurocirurgião que superou obstáculos para mudar a história da Medidina para sempre. O jovem Ben Carson não tinha muita chance. Tendo crescido em um lar desfeito e em meio à pobreza e ao preconceito, suas notas eram baixas e seu temperamento inflamado. No entanto, sua mãe nunca perdeu a fé em seu filho. Ela insistiu para que seguisse as oportunidades que ela nunca teve, ajudou-o a expandir sua imaginação, sua inteligência e, acima de tudo, sua crença em si mesmo. Essa fé seria seu dom - a essência que o levaria a perseguir seu sonho de tornar-se um dos mais importantes neurocirurgiões do mundo.




"O sucesso é determinado não por se você encara ou não os obstáculos, e sim pela sua reação a eles. E se você olhar para todos os obstáculos como uma cerca fechada, eles se tornam a sua desculpa para o fracasso. Se olhar como uma corrida com obstáculos, cada barreira o fortalece para a próxima, e nada pode detê-lo." - Ben Carson

Onde encontrar o DVD: CONDOR VÍDEO - Ano Bom - Barra Mansa/RJ

terça-feira, 17 de agosto de 2010

O AUTO-AMOR, ESCUTANDO OS SENTIMENTOS


Por Carlos Pereira

Jesus Cristo, indagado por um doutor da lei judaica sobre o maior mandamento, assim respondeu: “Amarás ao Senhor teu Deus de todo o teu coração, de toda a tua alma e de todo o teu espírito. Este é o maior e primeiro mandamento. E eis o segundo, que é semelhante a aquele: Amarás o teu próximo como a ti mesmo. Toda a lei e os profetas estão contidos nestes dois mandamentos”. Qual deles é o mais importante? Evidentemente que eles se interagem entre si, mas como se pode amar a Deus e ao próximo sem primeiro se amar?

O ato de amar a si próprio é passível de se aprender e o mais genuíno ato de amor a si consiste na laboriosa tarefa de fazer brilhar a luz que há em nós. Isto, porém, não ocorre do dia para a noite, o auto-amor é um aprendizado de longa duração, até porque amar é uma lição para a eternidade.

O amor a si não se confunde com o egoísmo, porque quem tem atitude amorosa consigo está centrado no self. Conseguiu deslocar o foco de seus sentimentos para a fonte de sabedoria e elevação, criando ressonância com o ritmo de Deus. Amar-se é ir ao encontro de si mesmo, como denominava Carl Gustav Jung.

Ao amarmo-nos, começamos a vencer o individualismo e partimos para conquistar a nossa individuação, isto é, o processo paulatino de expressar nossa singularidade, a “Marca de Deus” em nós; o ato de talhar a individualidade, aquele ser distinto e único que está latente dentro de nós. Para chegarmos a nossa individuação, é necessário aprender a escutar a nossa alma.

Escutar a alma é aprender a discernir entre sentimentos e o conjunto variado de manifestações íntimas do ser, sedimentadas na longa trajetória evolutiva, tais como instintos, tendências, hábitos, complexos, traumas, crenças, desejos, interesses e emoções. Ao escutar a alma, haveremos, inevitavelmente, de encontrarmos a nossa luz, mas também a nossa sombra, que somente se tornará uma ameaça se não for reconhecida. A nossa sombra só pode ser prejudicial quando negligenciamos identificá-la com atenção, respeito e afabilidade. Como se relacionar, então, com a nossa sombra?

Apenas um caminho: desenvolver crescentemente a nossa luz interior para que ela ocupe o espaço de sombra existente. A etapa inicial para a expansão da luz em nós é a aceitação. Aceitar os nossos sentimentos, desejos, ações, impulsos e pensamentos. Aceitar é entrar em contato sem reprimir. É criar uma conexão sem julgamento, uma vez que aceitação não significa condenação ou adesão passiva, mas entender, investigar e redirecionar esse patrimônio sem rigidez e desamor.

Se nós não nos aceitamos, magoamos a nós mesmos, por isso, o auto-amor é também o autoperdão. Perdoar é ter uma atitude de compaixão que nos distancie dos julgamentos e críticas severas e inflexíveis.
Há algo, porém, que nos impede de aceitarmos como somos: o orgulho. O orgulho é o sentimento de superioridade pessoal que nos faz criar ilusões sobre nossa verdadeira situação. O orgulho traz consigo a arrogância. O sentimento de arrogar significa a exacerbada estima a si mesmo, o autoconceito superdimensionado, o desejo compulsivo de se impor aos demais. O pior, ainda, é a nossa arrogância de acreditar convictamente no julgamento que fazemos acerca do nosso próximo, atitude esta que destrói profundamente a convivência humana.

A superação do orgulho se consegue através do exercício da humildade, ou seja, descobrindo-se quem se é. Nem mais, nem menos. Com a humildade, é possível se reconhecer e começar a se aceitar. Com a humildade, nasce o desejo de servir ao próximo, saindo-se de si e indo ao encontro do outro.

Após a aceitação do que temos e do que somos, superando o orgulho, devemos buscar desenvolver a autonomia dos sentimentos, que é a habilidade de gerir bons sentimentos em relação a nós mesmos; é a capacidade de libertar-se dos padrões idealizados, assumindo a sua realidade de busca do melhor possível; é libertar-se da correnteza da baixa auto-estima proveniente do subconsciente. As quatro principais vivências que conduzem a autonomia de sentimentos são: a auto-estima, a resistência emocional, saber o que se quer e escutar os sentimentos.

A pior conseqüência da falta de autonomia dos sentimentos é medir o valor pessoal pela avaliação que as pessoas fazem de nós. Por medo de rejeição, em muitas situações, agimos contra os sentimentos apenas para agradar e sentir-se incluído, aceito. Neste caso, a aprovação alheia passa a ser mais importante do que a própria aprovação interior.

Quem se ama, escuta os seus sentimentos e aprende a discernir o que quer da vida, a sua intenção-básica de existir, pois quem não sabe o que quer não toma decisões afinadas com seu íntimo e tampouco vive em paz. Quanto mais consciência se tem de suas reais intenções, mais a criatura visualiza seu futuro, sustenta seus ideais, melhora a relação consigo, alcança o clima de serenidade, dilata a sua responsabilidade e sintoniza-se com seu planejamento reencarnatório.

Quem se ama, imuniza-se contra as mágoas, guarda serenidade perante acusações, desapega-se da exterioridade como condição para o bem-estar, foca as soluções e valores, cultiva indulgência com o semelhante, tem prazer de viver e colabora espontaneamente com o bem de todos e de tudo.

Quem se ama, aprende o sentido impermanente e transitório da vida e se desprende de tudo aquilo que possa lhe aprisionar e impedir sua evolução.

Quem se ama, dispensa a imponência das máscaras e é feliz por ser quem é.

Brilhe a vossa luz!

Texto construído baseado no livro “ESCUTANDO SENTIMENTOS – A ATITUDE DE AMAR-NOS COMO MERECEMOS”, de Ermance Dufaux, por Wanderley Soares de Oliveira.

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

CAMINHOS PARA NOSSA EVOLUÇÃO

Por Alkindar Oliveira

O texto a seguir, do espírito Ermance Dufaux, copiado do capítulo 19, do livro Mereça Ser Feliz (Dufaux), tem o mérito de explicitar detalhes de uma metodologia que nos leva à melhor compreensão do que até agora foi mencionado. Motiva-nos a priorizar o “desejo de melhora”, processo que alavanca o nosso desenvolvimento interior. Por fim, este artigo mostra as grandes “coincidências” que nos cercam, apontando um caminho sábio e seguro para a grande reconstrução interior de cada um de nós e, conseqüentemente, a tão sonhada reconstrução de nosso planeta.

Conforme mencionei, a seguir o texto do espírito Ermance Dufaux, com o qual finalizo este artigo:

Alteridade, uma palavra que merece atenção nos programas de educação.
Consideremo-la como sendo a singularidade alheia, o distinto, aquilo que é “outro”, a diferença que marca a personalidade de nosso próximo.

Nas abordagens filosóficas a alteridade tem conotações de rara beleza e profundidade demonstrando a importância da diversidade humana. Entretanto, interessa-nos mais de perto, seu enfoque ético na convivência.

O trato humano com a diferença, da qual o outro é portador, tem sido motivo para variados graus de conflitos e adversidades. Frequentemente, a dificuldade em manter a fraternidade com as diferenças e os diferentes tem ocasionado um lamentável fenômeno comportamental na sociedade; a indiferença.

A indiferença é a negação da diferença; o outro não faz diferença nenhuma, é um bloqueio deliberado ou inconsciente ao distinto, àquilo que não é o “eu”. Não havendo disposição ou mesmo possibilidade de compatibilidade entre aptidões ou no terreno do entendimento, adota-se a exclusão efetiva como suposta solução para os embates do relacionamento. Leves agastamentos e decepções arrefecem as expectativas e as frágeis amizades levando muito facilmente as criaturas à mágoa e mesmo ao revanchismo.
Conviver é, de fato, um desafio.
A humanidade terrena, nesse início do terceiro milênio, começa a se preocupar em delinear nos seus projetos educacionais a habilidade de “aprender a conviver” como um dos quatro magistrais pilares para todos os conteúdos das escolas do mundo (obs.: os quatro pilares da educação são “aprender a ser”, “aprender a fazer”, “aprender a conhecer” e “aprender a conviver”). Muito relevante essa medida, tomando por base que esse será o milênio do homem interior, em contraposição aos últimos mil anos que fundamentaram a era do homem exterior, o homem das conquistas para fora, sendo agora o momento das conquistas e vitórias íntimas: a era do amor falado, sentido e aplicado.

A indiferença provoca uma quase total ausência de solidariedade nas relações entre os homens. O egoísmo é o responsável por essa calamidade da vida humana, levando ao “esfriamento da sensibilidade” ante tanto desrespeito e violência.

Compreender as etapas da alteridade nos mecanismos afetivos, sob o prisma do progresso espiritual, é fundamental para procedermos a uma auto-avaliação de nossa posição íntima. Delineemos essas etapas do crescimento moral e espiritual em três: primeiro o desejo de melhora, posteriormente a interiorização e finalmente a transformação. Em cada uma dessas vivências dilata-se a consciência para uma concepção mais apurada daqueles que jornadeiam conosco no carreiro das experiências de cada instante. Em cada uma, a singularidade “daquele que é outro” toma uma conotação de conformidade com a maturidade afetiva e moral de cada um.

Antes de assinalarmos as características pertinentes a cada passo, deixemos claro que todo processo de mudança interior obedece a esse espírito de sequência natural. Sem desejo de melhora não existe motivação para quaisquer empreendimentos de renovação. Sem a etapa da interiorização não se deflagra o conhecimento fidedigno do trabalho a ser efetuado na intimidade de si mesmo. E a transformação é o resultado e o objetivo para o qual todos caminhamos na evolução. Esse dinamismo interior é processual e ninguém estagia em uma ou outra etapa separadamente. No entanto, para efeitos didáticos, analisemos o que costuma suceder-se na vida afetiva ao longo dessa caminhada, dentro da relação eu e o outro:

Desejo de melhora

Período em que nos ocupamos pelas ações no bem. Etapa marcada pelo conhecimento espiritual criando conflitos íntimos, impulsionando novos posicionamentos. A necessidade de mudança será proporcional ao nível de maturidade de cada criatura. Nessa fase o outro ainda é uma referência de incômodo, disputa e ameaça, quase um adversário para quem são dirigidas cobranças não suportáveis a si mesmo. Tal estado psicológico instiga o julgamento inflexível através da análise para fora. O principal traço afetivo e a simpatia pelos iguais, aqueles que pensam conforme pensamos, que esposam pontos de vista idênticos. Embora seja um instante de muita “convulsão” na meta de propósitos de vida, é quando o homem se define por uma nova opção de melhora com base na vida futura, na imortalidade e na ascensão. O convite ético de novos conhecimentos espirituais chega-lhe como consolo e também um abalo nas convicções. Mesmo o próximo não sendo ainda respeitado na sua diferença, trata-se do início da morte da indiferença. Apesar de não aceitar os diferentes, já se incomoda com eles, querendo modificá-los: um efetivo sinal de mutação na forma de sentir. Afetivamente não é uma postura ajustada, mas é uma estrada que se abre para superar a tendência de marginalização e impulso para repensarmos a nossa individualidade, até alcançarmos a interiorização.

Interiorização

Se na fase anterior a prioridade era a ação, aqui o aprendiz das questões do espírito volta-se para estudar suas reações íntimas. O conhecimento sai da esfera puramente intelectiva para o campo das reflexões sentidas, motivando a busca de estados mentais de harmonia. O “outro” promove-se à condição de espelho das necessidades de nosso aperfeiçoamento, uma extensão de nós próprios que deflagra o processo educativo; afetivamente toma a conotação daquele que nos leva a novos e mais elevados sentimentos. Esse é o estado psicológico da busca de entendimento e do autoconhecimento, uma análise para dentro. Há uma dilatação da sensibilidade para com a diferença alheia, seguida de mais intensa aceitação, disposição para o perdão e a concórdia. Começa-se assim a compreensão da importância que tem a diversidade de aptidões. O desigual passa a ser visto como alguém importante para o nosso crescimento pessoal. A maleabilidade, a assertividade, a empatia e outras habilidades emocionais passam a ser usadas com mais intensidade. Todas essas posturas sedimentam valores novos no rumo da transformação.

Transformação

Os valores interiorizados atingem o campo dos sentimentos, é a mudança real. O outro é alteridade, distinção; é o estado psicológico do amor em que a diferença do outro passa a ser incondicionalmente aprovada, mais que isso, compreendida com indispensável lição de complementaridade. Nessa etapa aprende-se não só a aceitar os diferentes como se consegue aprender com eles, amá-los na sua maneira de ser. É a etapa da felicidade. O outro jamais poderá ser motivo para decepções e mágoas. Ainda que as tenhamos saberemos como lidar bem com essas emoções. A autonomia e a liberdade não permitem amarras e dependência, opressão e sentimentalismo. Aprende-se o auto-amor e por consequência ama-se sem sofrimento, sem sacrifícios; ama-se porque o amor é preenchedor e isso, definitivamente, basta.

Jesus na Parábola do Semeador, quando fala dos vários terrenos em que foram distribuídas as sementes, deixa-nos um tratado sobre a alteridade e suas etapas. Os solos da narrativa correspondem aos níveis evolutivos em que cada qual dará frutos, conforme suas possibilidades.

O aprendizado da reforma íntima, inevitavelmente, percorre esses degraus de aprimoramento. A análise sincera dos sentimentos que se movimentam na esfera dos corações nessa marcha de crescimento nos permitirá proceder ao conhecimento de si próprio com mais êxito.
Não esqueçamos, em nosso favor, que em qualquer tempo e lugar, diferenças não são defeitos, os diferentes necessariamente não são oponentes, e a indiferença é o recolhimento egoísta do afeto na escura masmorra do desamor. Nossa harmonia é construída no cultivo das virtudes da indulgência, da fraternidade e do acolhimento.

Ação, reação, transformação: caminhos da alteridade.
Morte da indiferença, autoconhecimento, amor: caminhos da felicidade.
Em quaisquer etapas: sempre alteridade na erradicação do personalismo.
Hosanas às diferenças e aos diferentes!

Para saber mais:
Livro Mereça Ser Feliz, médium Wanderley Soares de Oliveira, espírito Ermance Dufaux, Editora Dufaux; Livro Seara Bendita, médiuns Wanderley Soares de Oliveira e Maria José de Oliveira, espíritos diversos, Editora Dufaux.

terça-feira, 10 de agosto de 2010

VOCÊ É FELIZ?

GRUPO DE ESTUDO "MEREÇA SER FELIZ"

Todas as quartas-feiras,
em dois horários:
às 14h e às 19h30.
Participe do estudo em grupo do livro "Mereça Ser Feliz - Superando as Ilusões do Orgulho", de Ermance Dufaux.
O que você sabe sobre seus sentimentos?
Saiba um pouco mais sobre si mesmo.
Sua felicidade depende dessa busca.
Questão 919 de "O Livro dos Espíritos" - Qual o meio prático mais eficaz para se melhorar nesta vida e resistir ao arrastamento do mal?
Resposta - Um sábio da Antiguidade vos disse: "Conhece-te a ti mesmo".
"Estamos informados que todos merecemos a felicidade. Porém, nem todos possuímos na intimidade a crença de que a merecemos.
Para gozar do direito natural de ser feliz não basta simplesmente cumprir com algumas receitas de conduta, como se fossem fórmulas prontas para êxito imediato. Mereceimento é um estado afetivo a ser conquistado, um sentimento sem o qual permanecemos reféns da tirania da culpa e do medo. Merecimento é a liberdade conferida pela consciência para o florescimento de elevados recursos interiores; é resultante do esforço de aperfeiçoamento espiritual, constituindo vigoroso campo de atração para o recolhimento da "boa parte" da vida; é o estado íntimo que só começaremos a sintonizar quando passamos a ouvir a sublime melodia da consciência em substituição ao valor que damos à gritaria do ego."
Ermance Dufaux

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

NOSSA DIFICULDADE EM EVOLUIR


Por Alkindar de Oliveira

Uma pergunta ao leitor: Entre uma pessoa que pratica o budismo há dez anos e um espírita que abraça o Espiritismo o mesmo período de tempo, qual delas tende a ter mais serenidade e paz interior?

Antes de continuar a leitura deste texto, pense um pouco mais para responder.

Pelas experiências que fiz em alguns seminários, é grande a possibilidade de você, caro leitor, ter respondido que o budista é o que conseguiu maior progresso no campo da serenidade e da paz interior. E você está certo.

Mas, por que o budista consegue mais progresso do que o espírita, se o Espiritismo, pelo seu conteúdo ímpar, oferta-nos todos os ingredientes para também crescermos interiormente?

A resposta é simples: nós espíritas nos especializamos no conhecimento, enquanto o budista especializou-se em seguir uma metodologia sustentada em atitudes de interiorização por meio da prática da meditação e da atenção plena. Daí o seu progresso.
Todo crescimento exige método.
Em termos de conhecimento estamos muito bem. Mas nos falta seguir uma metodologia para vivenciarmos esse conhecimento, nesse ponto estamos ainda muito longe dos budistas. Como reverter esse quadro? É justamente o propósito deste artigo: mostrar uma metodologia altamente eficaz para desenvolvermo-nos interiormente aproveitando da benção que é o conhecimento espírita. Metodologia válida também aos que ainda não abraçaram os princípios espíritas, mas que estão abertos a novos conhecimentos.

UMA METODOLOGIA EVOLUTIVA QUE “CAIU DO CÉU”

A metodologia a que faço referência está no livro Seara Bendita, dos médiuns Wanderley Soares de Oliveira e Maria José de Oliveira e espíritos diversos, Editora Dufaux.

Metodologia de caráter excepcional, ditada pelo amoroso espírito Eurípedes Barsanulfo. Disse o eminente educador: “Pugnemos por essa linha transformadora: cérebro instruído, coração sensibilizado, mãos operosas e grupos afetivos.” Essa metodologia concisa, objetiva e riquíssima, deveria ser intensamente divulgada, pois ela é “milagrosa”, sem abuso do termo.

Inseri essa metodologia nos treinamentos empresariais que ministro e obtive resultados surpreendentes. O processo sabiamente descrito pelo espírito Eurípedes Barsanulfo pede que se trabalhe quatro itens. Minha dúvida, ao implantar o método, era entender qual seria a sequência ideal das quatro etapas.

Por onde começar? Por onde terminar?

A primeira constatação que tive é que o indivíduo que tem o “coração sensibilizado” muito provavelmente já trabalha bem duas questões: “mãos operosas” e “grupos afetivos”. A pessoa sensibilizada, necessariamente, não precisa ter “cérebro instruído” para atingir essas metas. Quantas pessoas simples, com pouco nível de educação escolar, são sensíveis, trabalham em favor do próximo e são afetivas? Muitas, não?
Partindo desse princípio, percebi que o melhor caminho para atingirmos nossa evolução interior, seria primeiramente trabalhar o “coração sensibilizado”, pois a pessoa sensível estaria mais aberta para percorrer as outras etapas do processo. Contudo, o tempo ensinou-me que essa minha dedução era equivocada em termos de resultados efetivos.

O mestre Allan Kardec concluiu em seus estudos que a verdadeira aprendizagem precisa partir do “conhecido para o desconhecido”, pois só assim a pessoa aceita com mais facilidade dar passos diferentes. Desse modo, uma metodologia para ser eficaz precisa partir da valoração do que o educando já sabe.

Colocar como primeiro degrau o “coração sensibilizado” não seria partir do conhecido, mas, sim, do desconhecido. Afinal, pouquíssimas pessoas têm o coração realmente sensibilizado. Então, veio-me a seguinte reflexão: as pessoas constantemente estão em busca de conhecimento, seja para ostentar poder, seja realmente para se instruir, então, concluí que seria necessário começar o processo pelo item “cérebro instruído”. Passei a inserir em meus treinamentos a sequência: cérebro instruído, grupos afetivos, mãos operosas, coração sensibilizado, que se mostrou acertada.

Pude concluir que devemos partir do conhecimento, do estudo - nesse item nós espíritas somos craques –, depois devemos incentivar a interação em equipe, que são os “grupos afetivos”, mas não somente tendo os seus integrantes lendo bons textos e dialogando, mas também abraçando uma atividade prática solidária, por exemplo, a equipe cuidar de crianças carentes (“mãos operosas”) e, então, descobri nessas experiências que o último item (“coração sensibilizado”) não precisa ser trabalhado de forma específica, pois ele é a resultante, ou a feliz consequência, da ação dos três itens anteriores. Em outras palavras, um grupo que valoriza o conhecimento, que convive pacificamente, que faz algo prático e benevolente em conjunto, naturalmente desenvolve a sensibilidade, que é a grande conquista de um espírito em evolução.
Fiquei muito feliz com essa dedução, pois, conforme já sabido, nós espíritas infelizmente estacionamos no primeiro item: cérebro instruído e agora, pelas palavras de Eurípedes Barsanulfo, sentimo-nos impelidos a caminhar para bom convívio entre diversas pessoas (grupos afetivos), tendo um projeto comum sendo trabalhado pela equipe (mãos operosas), e consequentemente, conquistaremos a sensibilização (coração sensibilizado).

UMA FELIZ “COINCIDÊNCIA”

O grande poeta e dramaturgo inglês Willian Shakespeare nos legou uma frase significativa: “Há mais coisas entre o céu e a terra do que imagina nossa vã filosofia”. Usando sua poesia como inspiração, pode-se constatar uma coincidência relativa à metodologia descrita neste texto.

No início deste milênio a Unesco determinou os quatro pilares da educação para o século 21, a saber: aprender a conhecer; aprender a conviver; aprender a fazer; aprender a ser.
Pergunto-lhe, caro leitor:
“Aprender a conhecer” não tem a ver com o “cérebro instruído” que o educador Eurípedes Barsanulfo nos ensinou?
“Aprender a conviver” não tem a ver com “grupos afetivos”?
“Aprender a fazer” não tem a ver com “mãos operosas”?
“Aprender a ser” não tem a ver com “coração sensibilizado”?
Seria simples coincidência?

MAIS UMA FELIZ “COINCIDÊNCIA”

Teremos ainda mais eficácia na aplicação dos quatro passos se, tendo o conhecimento (cérebro instruído), alimentarmo-nos de um profundo “desejo de melhora”.
Um genuíno desejo de melhora nos estimula à convivência (grupos afetivos), e também a aceitarmos o outro, colocando-o em projetos comuns ou incluindo-o em nosso universo (mãos operosas), o que nos trará, como natural consequência, o bem-vindo “coração sensibilizado”. A seqüência “desejo de melhora – interiorização – transformação”, mais à frente desenvolvida, representa outra feliz coincidência, que se enquadra aos quatro itens da metodologia de Eurípedes Barsanulfo e também aos quatro itens da metodologia da Unesco.

domingo, 8 de agosto de 2010

DIA DOS PAIS


Não sei porque você se foi
Quantas saudades eu senti
E de tristezas vou viver
E aquele adeus não pude dar...

Você marcou a minha vida
Viveu, morreu, na minha história
Chego a ter medo do futuro
E da solidão, que em minha porta bate...

E eu... gostava tanto de você
Gostava tanto de você...
FELIZ DIA DOS PAIS!

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

A CASA MENTAL E A REFORMA ÍNTIMA SEM MARTÍRIO – parte I


“Não podemos dizer que possuímos três cérebros simultaneamente. Temos apenas um que, porém, se divide em três regiões distintas. Tomemo-lo como se fora um castelo de três andares: no primeiro situamos a residência de nossos impulsos automáticos, simbolizando o sumário vivo dos serviços realizados; no segundo localizamos o domicílio das conquistas atuais, onde se erguem e se consolidam as qualidades nobres que estamos edificando; no terceiro, temos a casa das noções superiores, indicando as eminências que nos cumpre atingir. Num deles moram o hábito e o automatismo; no outro residem o esforço e a vontade; e no último demoram o ideal e a meta superior a ser alcançada. Distribuímos, deste modo, nos três andares, o subconsciente, o consciente e o superconsciente. Como vemos, possuímos, em nós mesmos, o passado, o presente e o futuro.” – André Luiz, capítulo 3, No Mundo Maior, FEB.


ENTENDENDO A CASA MENTAL

O estudo deste tema é fundamental em quaisquer assuntos da reforma íntima. É um tema de fácil entendimento e usaremos da ilustração para ajudar a compreensão.
André Luiz fez uma comparação dos níveis mentais com uma casa. O porão é onde guardamos tudo aquilo que poderá nos servir em algum momento. É o armazém ou depósito da mente, denominado pelo autor espiritual como subconsciente, no qual se encontram todas as experiências boas ou infelizes, representando todo o nosso passado desde que fomos criados por Deus. Tudo que nós fazemos é registrado nessa parte da mente.
A parte social da residência é o local no qual mais movimentamos, assim como a cozinha, quarto, sala e demais cômodos mais usados em uma casa. É o nível chamado de consciente e corresponde a todas as operações relativas ao momento presente, constituindo a personalidade atual desde o renascimento na matéria até o momento atual.
O sótão é a parte da casa que mais raramente utilizamos no intuito de relaxar, descansar ou refletir. Representa o superconsciente ou região nobre da mente onde se encontram todos os germens divinos da perfeição, em estado latente. É o nosso futuro.
Na ilustração você pode ver uma relação entre as cores amarelo, branco e preto como sendo superconsciente, consciente e subconsciente e os respectivos andares da casa.
Os três níveis mentais têm correspondência com três áreas da vida cerebral no corpo físico, mas não vamos aqui aprofundar esse aspecto que poderá ser estudado no livro de André Luiz.

OS MORADORES DOS TRÊS NÍVEIS

Segundo o autor espiritual André Luiz, no subsconsciente mora o automatismo e o hábito. No consciente reside o esforço e a vontade e no superconsciente encontramos o ideal e a meta.
A compreensão dos mecanismos de interação entre estes moradores auxilia-nos imensamente entender como se opera o grande objetivo espiritual da reforma íntima.

CONCEITUANDO REFORMA ÍNTIMA

Essas três partes da vida mental estão em constante interatividade. Do subsconsciente partem apelos automatizados que foram consolidados ao longo de várias reencarnações e que podem dominar nossas ações, pensamentos e sentimentos. Por exemplo: quem já tenha fumado em outras reencarnações ou tenha desenvolvido o talento de tocar piano terá impulsos para fumar novamente e grande facilidade para aprender piano na presente existência corporal.
Na reforma íntima, como temos que superar muitos impulsos ou tendências do passado é necessário que os moradores do consciente, ou seja, o esforço e a vontade, sejam manejados decididamente para tomar conta da vida mental e escolher com sabedoria o que queremos fazer, pensar e sentir, diante dos ideais de transformação moral. Aqui temos um primeiro conceito de reforma íntima: a ascendência da vontade e do esforço sobre nossos milenares hábitos cristalizados no subconsciente.
O conflito interior nasce dessa luta entre consciente e subconsciente. É preciso muita disciplina para conter os impulsos, nem sempre nobres, dessa parte subconsciente da vida mental.
Outro conceito importante de reforma íntima é o aprendizado de despertar os valores divinos que se encontram adormecidos no superconsciente. Educação é exatamente esse ato de extrair ou colocar para fora os tesouros de nossa divindade que se encontram adormecidos nesse nível. Todos nós os temos guardado nesse campo da vida mental superior. Por exemplo: quando buscamos a calma, a alegria, a fé e tantos outros patrimônios espirituais, em verdade todos eles já se encontram no superconsciente.
A meditação, a oração, o desenvolvimento da honestidade em relação aos nossos sentimentos, o hábito do auto-amor através do cuidado conosco e o serviço do bem são algumas das muitas formas de acessar essa zona mental nobre, e recolher o conteúdo energético que nos fará sentir o bem-estar de uma vida saudável e plena.

A CASA MENTAL E A REFORMA ÍNTIMA SEM MARTÍRIO

O estudo da casa mental lança uma luz sobre o tema reforma íntima, porque auxilia-nos a entender que não destruímos nada daquilo que fomos, apenas transformamos para melhor.
O subconsciente não morre, não acaba. Ele faz parte do processo de ascensão do Espírito. Ali estão gravadas as experiências felizes e infelizes e, ambas, serão importantes para seu progresso.
Portanto, focar o conceito da melhoria espiritual ou reforma íntima apenas na ótica de “matar o homem velho” ou exterminar o passado (subconsciente), pode conduzir-nos a um esforço de contenção e disciplina muito acentuado ao ponto de criarmos o martírio.
Mais do que contenção ou repressão, precisamos de educação, isto é, aprender a trabalhar o desenvolvimento das potencialidades que estão no superconsciente. Ninguém faz reforma íntima legítima apenas disciplinando o subconsciente.
É sobre esse ponto que quero refletir com os leitores e amigos no próximo número da revista, quando desenvolverei a parte 2 deste artigo.
Procure fazer um estudo da obra “No Mundo Maior”, de André Luiz e conjugue-a com a obra “Reforma Íntima sem Martírio”, de Ermance Dufaux. Você verá o quanto aprenderá sobre seu mundo mental em favor da construção de uma pessoa nova e melhor a partir de você mesmo.




terça-feira, 3 de agosto de 2010

PALESTRAS DE AGOSTO

PALESTRAS PÚBLICAS
CASA DO CAMINHO
Estr. Barra Mansa x Bananal, 2801 - km 4
Cotiara - Barra Mansa/RJ
aos sábados - 19h30

AGOSTO/2010
07 Bem-aventurados os Misericordiosos - SANTANA
(O Evangelho seg. o Espiritismo - Cap. X)
14 A Fé e a caridade - CÉLIO
(O Evangelho seg. o Espiritismo - Cap. XI)
21 Amai os Vossos Inimigos - HERCILIA
(O Evangelho seg. o Espiritismo - Cap. XII)
28 Fazer o Bem sem Ostentação - CHRISTIANE
(O Evangelho seg. o Espiritismo - Cap. XIII)