sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

O QUE TEMOS FEITO POR NÓS?

As atividades no bem são sempre credenciais de paz no mundo espiritual?
“Você disse que existem pessoas, que não tem religião e não seguem nenhuma doutrina e são mais felizes do que os espíritas. Por quê? Qual sua opinião?”
A pergunta acima foi feita aqui no meu blog. Tema oportuníssimo para refletir.
Não é a religião que torna o homem feliz, mas sim o amor, a vida em sintonia com o bem. Pensemos juntos.

O espírita, assim como a maioria dos religiosos, costuma confundir bastante a tarefa doutrinária ou o conhecimento doutrinário com elevação espiritual. As tarefas são importantes e, inegavelmente, aliviam a dor de quem faz e de quem recebe o bem. O conhecimento, por sua vez, ilumina e orienta. Todavia, somente uma educação dos sentimentos na vida íntima de cada um de nós, poderá nos conduzir às conquistas pessoais na direção da legítima libertação da consciência.
Os tarefereiros espíritas são pessoas valentes e dispostas no ato de ser útil ao semelhante, são valorosos no desapego de bens materiais e esforçados na disciplina de suas realizações doutrinárias. Entretanto, no que tange a seu comportamento e suas tendências íntimas, frequentemente, demonstram-se desorientados ou passivamente em clima de negação.
É preciso ter a coragem de admitir para nós que tarefas e conhecimento, por si só, não educam o ser humano e nem asseguram automaticamente a paz interior. São instrumentos pedagógicos indispensáveis, mas educação e melhoria é algo para ser construído no mundo real das lutas sociais, nas relações de cada dia.
A abençoada tarefa espírita do socorro material, da evangelização infantil, da sopa generosa, do amparo ao velhinho, enfim qualquer tarefa da nossa seara, são plantações de elevação e enobrecimento do afeto. Convenhamos, porém, que nenhuma delas retrata com fidelidade as relações da realidade que temos em família, no trabalho e na vida em sociedade, nas quais ficam muito evidenciadas as nossas qualidades e também nossas mais enraizadas mazelas. As tarefas espíritas são espaços benfazejos de refazimento, meditação, exercício de altruísmo e desprendimento. São lições preciosas da alma, embora as lições mais essenciais, em verdade, são aprendidas além dos ambientes das realizações doutrinárias.
O cuidado nesse assunto, que tem sido insistentemente destacado pelos amigos do mundo espiritual, está em não confundir a sensação reconfortante e valorosa de bem-estar em ser útil com libertação por automatismo. Há muita ilusão a respeito do tema. Com muita facilidade, podemos acreditar que fundar obras sociais ou nelas cooperar seja um atestado de avanço espiritual e com isso, sem percebermos, deixar de lado a tarefa mais emergente para nossa verdadeira segurança espiritual que é o enfrentamento de nossas sombras interiores que suplicam iluminação e direção.
No livro “Quem Perdoa Liberta”, temos uma história muito interessante de um grande trabalhador das frentes de caridade social chamado Benevides. Um homem dedicado ao bem das crianças que, mesmo com tantas realizações de beneficência, passou por dores incontáveis na vida espiritual em função de uma das mais velhas armadilhas emocionais do reino humano: a maledicência.
Para oferecer algo mais consistente da parte do amigos espirituais, transcrevo trecho da introdução do livro “Prazer de Viver”, na qual Maria Modesto Cravo, nos oferece notícias sobre alguns destes tarefeiros que acreditavam que chegariam com largas credenciais no mundo espiritual em razão de suas obras sociais:

“Deslocados de plano, distante de suas creches e obras de solidariedade, sentiram-se sozinhos e desvalorizados. Em verdade, ficaram na superficialidade da caridade. Estavam envolvidos com o dever de ajudar, mas não comprometidos com o ato de amar. Derramaram apoio e suprimiram fome e dor. Esqueceram de si mesmos, não como um ato de renúncia, e sim como uma fuga do enfrentamento pessoal. Bem-intencionados, porém, descuidados. De boa vontade, contudo, sem a coragem para zelar por suas necessidades mais profundas. Passaram pela vida física fazendo muito bem aos outros e esquecendo-se de realizar o bem próprio, com medo se arremessarem novamente ao egoísmo.
Pela bondade semeada colheram os frutos da amizade e da atenção. Espera-lhes agora a tarefa redentora de se autoinvestigarem, de saberem como amar também a si mesmos. Carregam na alma o peso da aflição que negaram. São tratados na mesma linha terapêutica para a recuperação do prazer de viver, porque com raras exceções escapam ao doloroso episódio da depressão depois da morte.
É lamentável constatar que, até mesmo nas linhas de serviço da religião, encontram-se uma multidão de almas que erguem o estandarte do amor e se asilam em fugas complexas em relação ao autoencontro.
Para todos, porém, há esperança. Se a misericórdia celeste não abandona os vales mais sombrios da maldade, que se dirá daqueles que já se esforçam por realizar algo no bem?”
Retornando à pergunta inicial: “Você disse que existem pessoas, que não tem religião e não seguem nenhuma doutrina e são mais felizes do que os espíritas. Por quê? Qual sua opinião?”
Existem muitas pessoas assim, porque já entenderam as leis divinas em sua consciência e não são enfermos tão graves quanto nós, que ainda, por longo tempo, precisaremos das amuletas generosas da religião, para nos lembrar da nossa condição espiritual e o quanto ainda temos que fazer para desiludir de nossa suposta grandeza.
Como sempre, gosto de lembrar que meus apontamentos são escritos apenas com intuitos de incentivar o dialogo. Não são conclusivos. Ao contrário, a idéia é que apenas instiguem a conversa amigável e construtiva através de discussões sadias nas quais haja a boa discordância e outras variações de exame no tema.
Fiquemos por aqui e tomemos juntos um delicioso cafezinho mineiro...

sábado, 25 de dezembro de 2010

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

QUAL A ORIGEM DA CEIA NATALINA?


As ceias religiosas têm origem remota.
"Não existe celebração ritualística sem comida", diz a psicóloga Denise Gimenez Ramos, da PUC-SP.
A idéia da ceia como ritual já está presente desde o início do Cristianismo, repetindo o gesto de Jesus que reuniu os apóstolos e com eles partilhou pão e vinho, dizendo: "Este é o meu corpo, este é o meu sangue".
Quando o Natal começou a ser celebrado pelos cristãos, no século IV, a ceia tornou-se símbolo de partilha e de confraternização.
Mas a tradição se fixou por influência dos cristãos ortodoxos, que costumam jejuar na véspera do Natal e, no dia da celebração, festejam o nascimento de Cristo com uma ceia especial.
O peru foi introduzido no jantar natalino por influência da comemoração do Dia de Ação de Graças anglo-saxão.

Fonte: Revista das Religiões, Ed. Abril, dezembro/2004

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

QUAL A ORIGEM DO PRESÉPIO?

Essa representação do nascimento de Cristo tem raízes muito antigas que misturam artes plásticas com teatro sacro. Já no século V, as igrejas organizavam cantos, na véspera de Natal, em que um grupo representava os pastores e outro, as parteiras de Nossa Senhora.
Ao longo da Idade Média, essas representações passaram a dar cada vez mais importância à manjedoura onde estava a imagem de Cristo bebê. Mas foi graças a São Francisco de Assis que os principais elementos dos presépios de hoje foram definidos. No Natal de 1223, ele reuniu companheiros franciscanos e o povo da região num presépio vivo em Greccio, um vilarejo italiano perto de Assis.
O nome da representação vem do latim praesepium, "estrebaria", que pode ser representada como uma gruta ou um celeiro de madeira. O boi e o burro, além de serem citados numa profecia de Isaías, também são mencionados durante o nascimento de Jesus por apócrifos (livros que não fazem parte da Bíblia oficial). Os magos só aparecem no Evangelho de Mateus, e a tradição cristã inferiu que eram três porque eles trazem três presentes para o Menino: ouro, incenso e mirra. Já a representação dos pastores e anjos vem do Evangelho de Lucas, o que mais detalhes cita sobre o nascimento e a infância de Cristo. São José costuma estar de um dos lados da manjedoura que abriga o menino, enquanto Maria aparece do outro.

Fonte: Revista das Religiões, Ed. Abril, dezembro/2004

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

EDUCAÇÃO EMOCIONAL NO CENTRO ESPÍRITA

Por Wanderley S. Oliveira

Nosso papo de hoje é sentimento nos estudos do Espiritismo.
Temos variados programas de estudo nos Centros Espíritas, ótimos conteúdos para se conhecer a Doutrina.
Com eles, podemos amealhar larga soma de informações sobre os fundamentos e princípios que orientam nosso abençoado Espiritismo.
Sobre o assunto proponho uma reflexão que me parece oportuna.
Os cursos básicos não priorizam o que seria a maior angústia de quem toma contato com o conhecimento espírita, ou seja, “o como fazer”.
Vou dar um exemplo usando um dos belos temas estudados que é a paciência.
Falam-se muitas coisas importantes sobre ela, todavia, como ser paciente, como aplicar paciência conosco, que métodos poderiam ser usados para ser mais paciente.
Por não investir neste aspecto dos programas, a tendência é ouvirmos o tema, sentir a sua relevância na nossa pratica diária, mas no dia seguinte iniciar um terrível conflito entre o que fazemos, o que sentimos e o que já sabemos sobre o tema.
Por essa razão, tenho sempre incentivado, o diálogo sobre a urgência de inserir de forma mais meticulosa e com uso de metodologia, a educação emocional nos programas de estudo dos Centros Espíritas.
Algumas orientações nos cursos básicos, inclusive, têm levado inúmeros seguidores da Doutrina a um quadro angustiante de tristeza por sabermos sobre o valor da resignação perante a vida, porém na vivência diária essa proposta comportamental é quase totalmente atormentante, porque não sabemos COMO aplicar uma das mais desafiantes lições da educação emocional que é a aceitação.
O assunto daria vários cafezinhos e para não alongar aqui nos sintéticos posts, estou destinando dois artigos mais amplos sobre uma das metodologias que tem apresentado ótimos resultados no processo de desenvolvimento das emoções, a OFICINA DOS SENTIMENTOS.

domingo, 12 de dezembro de 2010

UM BOM DIA!

Saúda o teu dia com a oração de reconhecimento.
Tu estás vivo.
Enquanto a vida se expressa,
multiplicam-se as oportunidades de crescer e ser feliz.
Cada dia é uma benção nova que Deus te concede,
dando-te prova de amor.
Acompanha a sucessão das horas cultivando otimismo e bem-estar.

Fonte: do livro, VIDA FELIZ, pelo Espírito Joanna de Ângelis, pelo médium Divaldo P. Franco.

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

PRÁTICA MEDIÚNICA RESOLVE OS PROBLEMAS DO MÉDIUM?



“Não há desenvolvimento mediúnico, para reallzações sólidas, sem o aprimoramento da individualidade mediúnica.”
Seara dos Médiuns – capítulo 41 Formação Mediúnica – Emmanuell / Francisco Cândido Xavier


Mediunidade é uma bela oportunidade de crescimento e aprendizado. Vê-la como uma prova imposta em função de dívidas do passado é cultivar uma visão doentia de algo que, em verdade, é uma benção, um tesouro. Não é a mediunidade que é o problema, mas o médium.
É comum ouvirmos a expressão: “estou com problemas mediúnicos.” Ninguém tem problemas mediúnicos, temos problemas morais e emocionais que são refletidos no exercício da mediunidade. A mediunidade é uma força neutra e sua aplicação é que toma um colorido moral inerente ao médium. Existem problemas psicológicos e não mediúnicos.
Com muita freqüência, em centros espíritas e espiritualistas, é passada a orientação que aponta o desenvolvimento mediúnico como solução para os problemas de ordem pessoal. A frase mais corriqueira sobre o assunto é: “você precisa desenvolver”.
Foram muitas as pessoas que já me procuraram com os mais variados problemas e foram orientadas em algum lugar da seguinte forma: “enquanto você não for para a mesa de trabalhos da mediunidade, você não resolverá isso, sua vida ficará travada.” Parece-me mesmo que, por conta dessa cultura de “desenvolvimento mediúnico”, uma boa parte dos trabalhadores espíritas que freqüentam reuniões mediúnicas, foi inserida nas atividades com esse propósito: resolver suas dores pessoais. Além disso, é muito freqüente alguém dizer que ainda não procurou o centro espírita relacionando sua busca a “cuidar da mediunidade que está paralisada”, como se esse fosse o grande objetivo do centro e do Espiritismo.
Sem dúvida alguma, a tarefa mediúnica traz benefícios à vida interior, mas daí a afirmar que a solução de nossas lutas pessoais possa ser integralmente resolvida dessa forma é um equivoco. A prova disso é que todas as questões morais e emocionais do médium que constituem as raízes dos conflitos e desafios, continuam a existir depois de sua adesão aos serviços da mediunidade. O que acontece é uma amenização, um abrandamento dos estados íntimos de dor e seus reflexos na vida mental. Inegavelmente o médium, antes perturbado e confuso, alcança um alívio significativo com a prática mediúnica, por vários motivos.
O exercício da mediunidade, porém, não exime o médium de realizar sua educação emocional e moral, que só pode ser construída nos embates da convivência dia após dia. Somente com uma ação de enfrentamento através do autoconhecimento com consequente mudança de comportamento, poderemos estabelecer conquistas reais para nossa paz interior. É necessária muita honestidade emocional, amor a si mesmo e esforço perseverante para alcançar esse objetivo.
Alguns trabalhadores sinceros da mediunidade chegam a observar que o exercício não lhes suprime a pressão das lutas íntimas. Ainda assim são levados a acreditar em uma cultura religiosa de miséria interior, adotando a dor como caminho de salvação em função de seu suposto passado reencarnatório repleto de más ações ou devido a severas interferências espirituais.
Aliás, sobre esse assunto, parece mesmo que temos uma conduta de alcance coletivo e com poucas exceções em nossa comunidade. Alastrou-se uma evidente confusão entre estar comprometido com uma tarefa espírita e a solução de assuntos espirituais. Participar de tarefas doutrinárias parece ter tomado uma importância superdimensionada em relação à nossa libertação consciencial, como se pelo simples fato de estar engajado em uma obra social, em uma atividade socorrista ou quaisquer outras iniciativas espíritas, por si só, significasse progresso espiritual, solução de velhas pendências, quitação perante nossos compromissos conscienciais ou ainda melhoria moral. Estamos confundindo ação doutrinária com evolução espiritual, e isso nem sempre acontece.
A tarefa espírita é extremamente importante, mas não liberta ninguém por apenas se comprometer com ela. Ninguém fica isento do árduo trabalho de reeducação das velhas tendências e isso só é possível através de um movimento consciente e individual de enfrentamento, autoconhecimento, mudança de condutas e também de participação em tarefas que nos auxiliem, de fato, a melhorar os aspectos sombrios de nossa personalidade.
Outros médiuns começam a questionar sobre os benefícios íntimos que não aparecem imediatamente após sua adesão à prática mediúnica e tombam na precipitação, na insegurança e logo abandonam tudo nos primeiros passos. Esperavam que a tarefa lhes suprimisse o esforço pessoal de transformação.
Conheço médiuns que estão há algumas décadas na tarefa da mediunidade e apenas amenizaram suas lutas íntimas. Algo que deve ser considerado como muito bom, pois se não se aderissem à disciplina da frequência e da assiduidade, poderiam ter um volume de amarguras ainda maiores. Nada impede também de argumentarmos que a tarefa em si não está adequada às necessidades de uma ou outra pessoa. Com tantas orientações imprecisas embasadas na cultura de “desenvolver mediunidade”, inegavelmente um contingente de pessoas se ajustou ao exercício da mediunidade sem quaisquer compromissos previamente projetados no mundo espiritual ou ainda sem foco nas suas necessidades mais essenciais de aprimoramento.
Ficamos assim com essas considerações apenas para que tenhamos algo sobre o que dialogar em grupos de estudo e reflexão. Nada conclusivo, nada fechado! Apenas algumas idéias para uma discussão que me parece muito profícua: prática mediúnica resolve os problemas do médium?

Fonte: http://www.wanderleyoliveira.blog.br/

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

ESTADOS DA MENTE

De certa maneira, o Mundo Espiritual é o futuro da Humanidade encarnada.
Vivemos aqui como se nos tivéssemos adiantado aos que continuam vivendo na Terra...
Reencarnar, literalmente, significa voltar - voltar no tempo!
É claro que, para alguns espíritos que vivem presos ao passado, é uma viagem ao futuro.
Não sei se estou conseguindo me fazer entender, mas, em essência, as dimensões espirituais são dimensões de tempo.
O que determina a nossa situação é o estado mental em que vivemos.
Jesus é o nosso Porvir de Luz! Vindo ao nosso encontro.
Ele efetuou uma viagem no tempo, como se estivesse a retroceder.
Ele veio do Futuro!
Existem comunidades de espíritos que, em relação aos que se encontram encarnados, vivem há 500, 1000, 1500 anos atrás; elas se situam em outras faixas vibratórias...
Acima de nós, outras esferas existem, passos adiante da nossa, comunidades futuristas às quais iremos nos juntar; mas, para tanto, necessitamos "perder peso"...
Passado, presente e futuro são estados da mente.
Deus é a Eternidade!
O relógio é uma convenção da qual, um dia, teremos que nos libertar...

Fonte: livro DOUTRINA VIVA, pelo Espírito Chico Xavier, pelo médium Carlos A. Baccelli

domingo, 5 de dezembro de 2010

O QUE É VIBRAÇÃO?

Ao mencionar o termo vibração, no contexto de um tema como a mediunidade, muitos encontram dificuldades em compreender detalhadamente tal conceito. O companheiro poderia dar um exemplo que elucide melhor aquilo que se descreve como vibração, no contexto mediúnico?

"O que dá aos meus irmãos a melhor idéia do que seja vibração é observar o funcionamento do pêndulo de um relógio antigo. A oscilação vista nos movimentos realizados mecanicamente poderá proporcionar uma visão clara a respeito da vibração do pensamento. Num constante e ir e vir, o pensamento verte imagens e forças, em frequências diferentes, conforme o momento e a mente que o gerou. As ondas mentais ou oscilações atuam de conformidade com as leis universais, podendo-se distinguir seus momentos de repouso e equilíbrio no vaivém dos movimentos.
No campo mediúnico, o pensamento produzido pela mente do sensitivo forma a corrente mental, que pode oscilar, à semelhança do pêndulo do referido relógio.
Se pudermos tomar o corpo mental como um órgão extrafísico que se caracteriza pela emissão de frequências ou vibrações, podemos classificar, a partir de então, tais vibrações em altas ou baixas, conforme o tipo de pensamento que faça parte da vida mental de meus irmãos. Eis por que o amor e os sentimentos mais nobres são os considerados de alta vibração ou frequência, pois que estão associados à produção de pensamentos elevados, que vibram em sintonia fina, como ondas mentais ultracurtas, cujo alcance chega às regiões superiores e às forças sublimes do universo. Segundo o mesmo princípio, tanto o ódio quanto as emoções mais degradantes estão ligados a uma frequência baixa, devido ao teor energético das ondas mentais com as quais sintonizam."

Resposta condedida pelo Espírito Joseph Gleber,
no livro CONSCIÊNCIA, pelo médium Robson Pinheiro.

sábado, 4 de dezembro de 2010

ATITUDE DE AMOR

"A melhor campanha para a instauração de um novo tempo na seara passa pela necessidade de melhoria das condições do centro espírita, que é a célula operadora do objetivo do Espiritismo.
Lá sim se concretizam não só o conhecimento e o trabalho, mas a absorção das verdades no campo individual consentidas em colóquios íntimos e permanentes, que reproduzem os momentos de Jesus com seu colégio apostólico. Por isso, temos que promover as Casas, de posto de socorro e alívio a núcleo de renovação social e humana, através do incentivo ao desenvolvimento de valores éticos e nobres capazes de gerar a transformação.
Para isso só há um caminho: a educação."

Bezerra de Menezes

Para saber mais, leia o livro "Atitude Amor", opúsculo contendo a palestra de Bezerra de Menezes e debate com Eurípedes Barsanulfo sobre o período de maioridade do Espiritismo.

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

UMA NOVA ERA

"O futuro pertence ao espírito, e as diversas terapias que proliferam neste início de milênio e de uma nova era serão irrigadas com o sopro renovador dos imortais que tudo dirigem, objetivando levar o homem a descobrir seu verdadeiro papel na humanidade e integrá-lo ao conhecimento de si, para a sua plenificação como filho de Deus."

Joseph Gleber

- do livro "Medicina da Alma", Robson Pinheiro, Casa dos Espíritos Editora

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

PACIÊNCIA

É através da paciência que Deus opera no Universo - estamos nos referindo à paciência ativa e laboriosa, que é a virtude dos sábios.

Tudo pede tempo para acontecer.

A impaciência é a pressa, a precipitação, que pretende se antecipar ao curso natural das coisas.

O fruto da impaciência é sempre desagradável ao paladar.

Aquele que sabe esperar, sem, todavia, deixar de fazer a sua parte, há de obter o que deseja.

O homem efetua os seus cálculos com números bem limitados, as suas expectativas quase nunca vão além dos horizontes da vida material...

É muito pouco para o que se quer diante da Eternidade.

Vejamos que o Universo continua a se expandir e os mundos a se aperfeiçoar.

Não existe retrocesso, mas a caminhada é lenta.

Precisamos ter calma e confiança.

Cada dia é uma oportunidade nova.

A aflição nunca auxiliou ninguém.

As mudanças no mundo íntimo ocorrem com maior lentidão que as do meio externo.

Saibamos ser mais felizes com a felicidade que nos é possível no momento.

Uma das lições mais preciosas que aprendi é que não devemos cortar, onde podemos desatar...


Fonte: do livro DOUTRINA VIVA, pelo Espírito de Francisco C. Xavier,
pelo médium Carlos A. Baccelli, Casa Editora Espírita Pierre-Paul Didier, 2008.

terça-feira, 2 de novembro de 2010

ESCUTANDO OS SENTIMENTOS

Fonte: do livro ESCUTANDO OS SENTIMENTOS,
pelo Espírito Ermance Dufaux,
pelo médium Wanderley Oliveira

domingo, 31 de outubro de 2010

MENSAGEM DO DR. BEZERRA


MENSAGEM DO ESPÍRITO BEZERRA DE MENEZES NA 57ª SEMANA ESPÍRITA DE VITÓRIA DA CONQUISTA,RECEBIDA PSICOFONICAMENTE PELO MÉDIUM DIVALDO PEREIRA FRANCO, NA NOITE DE 12/09/2010.


Irmãos espíritas,

Raia novo dia e com ele as bênçãos dos céus iluminando a terra e enriquecendo aqueles filhos transviados do calvário. Jesus estende suas mãos misericordiosas, que nos afagam, saindo dos templos de pedra para caminhar pelas ruas do mundo enxugando o suor dos excluídos, as lágrimas dos desesperados e dando-nos o rumo para o encontro com Ele.
Neste momento, em que a Doutrina Espírita recebe cidadania, de graves preocupações, deve pairar em nossos sentimentos e em nosso discernimento, o que iremos fazer do Espiritismo. O Cristianismo Primitivo experimentou o começo da sua degradação quando se tornou doutrina do Estado e quando começou a dominar as paisagens terrestres. Santo Eusébio, cristão primitivo, asseverava, que o Cristianismo, quando perseguido, proporcionou mártires e heróis, mas, à medida em que foi aceito pelos antigos perseguidores, logo o odor de santidade cedeu lugar ao orgulho, à intemperança.
Até há pouco, éramos, os espíritas, vistos com descaso, com zombaria e sarcasmo. As nossas palavras eram consideradas como alucinações, os feitos da imortalidade como processos psicopatológicos. Mas, agora, alguns ramos da ciência vieram confirmar a grandeza da imortalidade da alma, e as multidões sedentas de paz, ansiando pelo conforto moral, virão bater às nossas portas.
Preparemo-nos, instrumentalizemo-nos para receber os filhos do calvário. Não nos deixemos dominar pela presunção ou permitir que a caridade se nos esfrie no coração.
Abramo-nos ao amor e sirvamos mais e mais. Demonstremos que a doutrina espírita é a síntese da verdade que desce dos céus para a sua humanização na Terra.
Que as nossas lágrimas se transformem em pérolas de gratidão.
Que as nossas dores sejam sublimadas como nosso sacrifício no holocausto do amor.
Evitemos as dissensões, as querelas inúteis, o campeonato da insensatez, os lugares de destaque na comunidade, servindo e amando sem cessar.
Jesus espera. Vamos!
Não relacionemos impedimentos. Abandonemos a lista das dificuldades. Deixemos para trás queixas e lamentações e dentro das perspectivas do vir a ser, cantemos o nosso hino de glória a Deus nas alturas e paz na Terra aos homens de boa vontade.
Jesus espera por nós. Vamos a Ele meus filhos!
São os votos dos espíritos espíritas que participam deste magno evento, e do velho amigo paternal e humílimo servidor,
Bezerra.
Muita paz meus filhos


(colaboração de Bia Amaral)

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

TRANSIÇÃO PLANETÁRIA

TRANSIÇÃO PLANETÁRIA
O NOVO LIVRO DE DIVALDO FRANCO FALA DE TSUNAMI E EXTRATERRENOS

Vive-se, na Terra, o momento da grande transição de mundo de provas e de expiações, para mundo de regeneração.
( ... )
Sendo o ser humano um espírito em processo de crescimento intelecto-moral, atravessa diferentes níveis nos quais estagia, a fim de desenvolver o instinto, logo depois a inteligência, a consciência, rumando para a intuição...
( ... )
As criaturas ( ... ) que assinalarem a existência pela criminalidade conhecida ou ignorada ( ... ) mantendo conduta egoísta, tripudiando sobre as aflições do próximo ( ... ) não disporão de meios de permanecer na Terra, sendo exiladas para mundos inferiores.
( ... )
Desse modo, as grandes calamidades de uma ou de outra procedência têm por finalidade convidar a criatura humana à reflexão em torno da transitoriedade da jornada carnal em relação à sua imortalidade.
( ... )
Chega-se ao máximo desequilíbrio, facultando a interferência divina, a fim de que se opere a grande transformação de que todos temos necessidade urgente.
( ... )
Contribuindo na grande obra de regeneração da humanidade, espíritos de outra dimensão estão mergulhando nas sombras terrestres, a fim de que, ao lado dos nobres missionários do amor e da caridade, da inteligência e do sentimento, que protegem os seres terrestres, possam modificar as paisagens aflitivas, facultando o establecimento do Reino de Deus nos corações...
Equipes de apóstolos da caridade no plano espiritual também descem ao planeta sofrido, a fim de contribuir com as mudanças que devem operar-se...
( ... )
O bem não se detém ante qualquer tipo de fronteira, limite, preconceito, porque é emanação divina para a edificação da vida.
( ... )
( ... ) Aproximadamente, quinhentos obreiros retornarão ao planeta para a preparação da nova era, abrindo espaço para as reencarnações em massa dos migrantes de uma das estrelas da constelação das Plêiades, na tarefa sublime de ajudar a Terra a alcançar o patamar de mundo de regeneração.
É certo que outras equipes já nos haviam precedido para esse mister...
( ... )
Participaríamos de atividades de selecionamento de casais para receber como filhos os visitantes de mais além...
( ... )
Soava o momento de intensificar o intercâmbio entre os terrícolas e os visitantes de Alcíone...
( ... )
( ... ) nosso mentor falou-lhes: " Em todas as situações, recordai-vos que sois hóspedes do planeta em transição, convidados a torná-lo um paraíso, após as tormentas contínuas que o sacudirão".
" Viestes de outra dimensão para contribuir com o libertador de consciências terrestres e aceitastes a incubência de cooperar na construção da era da paz e do amor"
" Triunfareis, se permanecerdes fiéis ao amor e à fraternidade, abertos à compaixão e à misericórdia."
( ... )
" Tereis que entender os agressores que nunca procuram compreender o outro e sempre se acreditam com a razão..."
( ... )
" Sede bem-vindos à Terra ! Houve um silêncio feito de alegria e esperança ( ... ) os visitantes de bela aparência e portadores de sabedoria, rumaram na direção dos destinos que os aguardavam..."

Extraído do livro TRANSIÇÃO PLANETÁRIA de Divaldo Franco/ Manoel Filomeno - Editora LEAL e adaptado por José Matos - Brasília - DF - 10.10.2010

(colaboração enviada por Simone Lameira)

domingo, 17 de outubro de 2010

QUARTA ESPECIAL




NUNCA DESISTIR

Parece haver uma conspiração generalizada contra os princípios ético-morais, as realizações nobilitantes, os trabalhos de engrandecimento humano, as obras de benemerência...

*

Fala-se a respeito da violência e da agressividade, dos horrores que se abatem sobre as comunidades, no entanto, sistematicamente, aqueles que repudiam esses comportamentos alienados acomodam-se nos seus interesses e apenas censuram...
Sonha-se com um mundo feliz e propugna-se, verbalmente, pela transformação sócio-moral da Terra, sem embargo, não se vai além do verbalismo ou dos artigos bem urdidos na imprensa, e pouco vivenciados.
Estimula-se o homem ao sacrifício, sem que o sacrifício pessoal assinale a conduta de quem encoraja o outro.
Emocionam-se muitos indivíduos diante daqueles que se exaurem no afã de modificar o estatuto das injustiças sociais vigentes, aberrantes e dominadoras. Oferecem-se, então, ao labor de auxílio sob condições que não abdicam, desejando submeter aqueles a quem admiram ao talante das suas opiniões e experiências, desertando, no entanto, com facilidade, passada a emoção, sem o mínimo respeito pela obra em desenvolvimento.

*

Todos sabem que o preço de um ideal custa o sacrifício do idealista, assim como a qualidade de um empreendimento faz-se avaliada pela profundidade do seu conteúdo, no bem que esparge e nas resistências com que suporta todas as forças que se lhe opõem...
É, portanto, compreensível que haja dificuldades no desempenho das tarefas de elevação da criatura em particular e da sociedade em geral.
O ardor da luta forja o herói e a força da coragem se revela no fragor da batalha.
Quem desiste não passa de candidato sem as credenciais de legítimo combatente.

*

Ana Sullivan poderia ter desistido de educar Helena Keller, ante a obstinação negativa dos pais da educanda e dos imensos limites nos quais a menina se encarcerava.
Pausteur desistiria, se não tivesse o ideal vinculado à coragem de prosseguir, quando a zombaria tentou expulsá-lo dos laboratórios de pesquisa.
Semmelweis poderia ter desistido de buscar a solução para a febre puerperal, em razão de ser expulso da Clínica de Obstetrícia, em Viena, decorrente da intolerância dos seus colegas e do seu diretor.
Francisco de Assis tinha tudo para desanimar e desistir no começo, durante e no término de sua obra espiritual.
Allan Kardec superou imensas barreiras na Sociedade que fundou em Paris para estudar e divulgar o Espiritismo.
Van Gogh, sob tormentos inomináveis, poderia ter desisitido da pintura, todavia, prosseguiu.
Aleijadinho, sob o estupor do mal de Hansen, possuía todas as condições para refugiar-se na desistência da escultura, apesar disso, permaneceu.

*

A relação dos heróis e santos de ontem como de hoje, anônimos como conhecidos, é infindável.
Foi sobre a perseverança deles que o progresso estabeleceu as suas bases vigorosas para abençoar o presente e felicitar o futuro.

*

Não esperes de um mundo conturbado e de homens imperfeitos melhor tratamento, além das refregas que se impõem à tua evolução.
Insta no bem, porquanto não és diferente deles, de modo a exigires o que lhes negas, quando eles esperam receber de ti apoio e compreensão.

*

É fácil desistir, enquanto perseverar é desafio que merece aceitação.
Quem abandona, foge e transfere a oportunidade de realizar, assumindo as conseqüências naturais que advirão.
Dirás que realizarás o mesmo além, depois. Talvez o faças, possivelmente, não.

*

Quem se acostuma a desertar, mais dificilmente permanece, quando chega o momento do testemunho, que jamais deixa de ocorrer.
Faze um compromisso contigo e entrega-te a Deus, perseverando na realização que enfrenta os fatores infelizes deste instante e dedica-te a modificar as paisagens inditosas que predominam nesta hora histórica de dor.
Desistir, nunca!


Fonte: do livro RECEITAS DE PAZ, pelo Espírito Joanna de Angelis,
pelo médium Divaldo P. Franco, Livraria Espírita Alvorada Editora.

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

LUZ ACESA


A oração é luz acesa na alma.
Quando oras, os teus pensamentos se renovam e a tua disposição se modifica.
A prece é um vínculo com os Planos Superiores.
Ora e examina a ti mesmo.
Sê mais vigilante.
Não dialogues sem proveito.
Permite-se a emoção das lágrimas, mas também derrama suor.
Lembra-te de Deus com maior frequência e não apenas nos instantes de aflição.
Confia na intercessão divina, mas não pares de trabalhar.
Faze o teu próprio caminho.
Todo problema tem solução.
Jamais te desesperes.

Fonte: mensagem do livro VIGIAI E ORAI, pelo Irmão José, pelo médium Carlos A. Baccelli.

sábado, 9 de outubro de 2010

MENSAGEM DE ÂNIMO

PORQUE O PERDÃO LIBERTA

Por Wanderley de Oliveira
O conceito do perdão como atitude de esquecer o mal que alguém nos fez ou como uma virtude de retomar o relacionamento com o ofensor da mesma maneira que antes da ofensa, são enfoques que necessitam ser reconsiderados, porque perdão não tem nada a ver com amnésia das faltas ou negar a dor emocional para continuar a relação com alguém da mesma maneira.
Por conta dessas duas formas de enxergar o perdão, muitos de nós passamos por problemas graves de exploração emocional por parte do ofensor. Não se utilizando da memória, alegando que esquecemos o fato gerador da mágoa, poderemos passar novamente pela mesma experiência e, negando a dor emocional para manter um relacionamento que nos interessa ou do qual não temos como romper instantaneamente, ficaremos com um peso emocional não transmutado e que poderá nos prejudicar de várias formas.

O perdão que o Evangelho propõe e que os Sábios Guias comentam na questão 886, de “O Livro dos Espíritos”, é o perdão das ofensas, antes mesmo do perdão aos ofensores. Há uma enorme diferença entre perdoar ofensas e ofensores. A ofensa é a dor que trazemos no peito em decorrência da atitude lesiva de outrem contra nós, e o ofensor é o sujeito que intencionalmente ou não foi agente ativo deste processo emocional. A ofensa é o conjunto de sentimentos que derivam do ato lesivo. Entre eles está a raiva, a sensação de injustiça, a dor da decepção e da frustração de sonhos e expectativas. Se não resolvemos conosco estes sentimentos, será infrutífero o ato de procurar o ofensor para o perdão. Concluímos, portanto, que perdoar é algo que começa em nós para depois se expressar na relação. Claro que isso tem variações. Casos, por exemplo, de marido e esposa, relações profissionais e outras tantas formas de conviver, nem sempre o distanciamento físico será possível, e assim a mágoa estará presente no dia a dia sem que tenhamos o tempo que seria desejável, para curar as ofensas e depois criar uma nova relação ou, até mesmo, romper definitivamente com o ofensor.

Nos ambientes religiosos o conceito de perdão como esquecimento automático das faltas tem levado muitas pessoas a viver uma vida emocionalmente miserável, repleta de culpa, raiva contida, tristeza, exploração afetiva e depressão. E o pior… depois que desencarna ainda vai ter que ser tratado no mundo espiritual como enfermo grave. O espírita, nesse aspecto, utiliza do carma para justificar suas dores, sendo que carma não tem nada haver com fazer de conta que não estamos sentindo algo que necessita ser curado em nós. Ao contrário, o carma da mágoa é impulsionador, mobilizador. Vamos refletir neste prisma?
A mágoa é uma experiência muito dolorosa para não ter um sentido divino em nossas vidas. Quem é ofendido está sendo convocado a enxergar algo que não quer ver. Ser magoado significa ter que olhar a vida sobre uma perspectiva que não queríamos ou gostaríamos, significa ter que olhar de forma diferente para nós, para nossas relações ou para a nossa vida como um todo.

Vamos dar um exemplo: uma pessoa confia demais na outra e confia-lhe um bem ou uma empresa. Depois de um tempo que pode ser curto ou muito longo, descobre que a pessoa que ela mais confiava a estava traindo ou destinando indevidamente aquele bem ou aquela empresa. Então, o ofendido se volta contra o ofensor que é a tendência mais comum. Entretanto, ele não percebe que o ocorrido tem haver com ele também. Tem haver, por exemplo, com sua acomodação, com sua preguiça de acompanhar ou gerenciar suas responsabilidades, tem haver com o fato de não saber dizer “não”. Esse caso singelo pode ser percebido com muita freqüência nos relacionamentos. Pais com filhos, chefes com empregados, dirigentes com freqüentadores de Centros Espíritas, enfim, em qualquer nível de convivência. O assunto é muito amplo.

No livro “Quem Perdoa Liberta”, o autor José Mario, deixa bem claro que o Grupo X, um grupo espírita no qual é tecido o enredo da obra, faltou o perdão pela perspectiva da misericórdia. Isso levou o grupo às piores conseqüências de dor e separação. A misericórdia é a atitude de romper com os fios da mágoa através do movimento de focar a vida mental no melhor que o outro é. Quem consegue aplicar a misericórdia, além de proteger das ofensas contra si, enobrece sua atitude não criando elos com a dor emocional da ofensa e seus reflexos em nossas vidas, libertando-se para um estágio de vida rico de atitudes sadias e educativas, defensivas e fortalecedoras.
Impossível esgotar o tema. Fiquemos com essas considerações a título de debate. Nada conclusivo. A idéia é só mesmo a de abrir o tema para o estudo e a conversa.

terça-feira, 5 de outubro de 2010

PALESTRAS DE OUTUBRO


PALESTRAS PÚBLICAS
CASA DO CAMINHO
Estr. Barra Mansa x Bananal, 2801 - km 4
Cotiara - Barra Mansa/RJ
aos sábados - 19h30


OUTUBRO/2010
02
A Eficácia da Prece - RONI
(O Evangelho seg. o Espiritismo - Cap. XXVII)

09 A Educação Espírita para a Criança - FERNANDO

16 Os Trabalhadores da Última Hora - HERCILIA
(O Evangelho seg. o Espiritismo - Cap. XX)

23 Muito se pedirá àquele que muito recebeu - SALETE
(O Evangelho seg. o Espiritismo - Cap. XVIII)

30 Laços de Família - ÂNGELA
(O Evangelho seg. o Espiritismo - Cap. XXII)

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

SÃO FRANCISCO DE ASSIS


No dia 4 de outubro celebramos São Francisco de Assis, que nasceu na cidade de Assis, na Itália, em 1181 (ou 1182). Filho de um rico comerciante de tecidos, Francisco tirou todos os proveitos de sua condição social vivendo entre os amigos boêmios.
Tentou, como o pai, seguir a carreira de comerciante, mas a tentativa foi em vão.
Sonhou então, com as honras militares. Aos vinte anos alistou-se no exército de Gualtieri de Brienne que combatia pelo papa, mas em Spoleto teve um sonho revelador: Foi convidado a trabalhar para "o Patrão e não para o servo".
Suas revelações não parariam por aí. Em Assis, o santo dedicou-se ao serviço de doentes e pobres. Um dia do outono de 1205, enquanto rezava na igrejinha de São Damião, ouviu a imagem de Cristo lhe dizer: "Francisco, restaura minha casa decadente".
O chamado, ainda pouco claro para São Francisco, foi tomado no sentido literal e o santo vendeu as mercadorias da loja do pai para restaurar a igrejinha. Como resultado, o pai de São Francisco, indignado com o ocorrido, deserdou-o.
Com a renúncia definitiva aos bens materiais paternos, São Francisco deu início à sua vida religiosa, "unindo-se à Irmã Pobreza".
A Ordem dos Frades Menores teve início com a autorização do papa Inocêncio III e Francisco e onze companheiros tornaram-se pregadores itinerantes, levando Cristo ao povo com simplicidade e humildade.
O trabalho foi tão bem realizado que, por toda Itália, os irmãos chamavam o povo à fé e à penitência. A sede da Ordem, localizada na capela de Porciúncula de Santa Maria dos Anjos, próxima a Assis, estava superlotada de candidatos ao sacerdócio. Para suprir a necessidade do espaço, foi aberto outro convento em Bolonha.
Um fato interessante entre os pregadores itinerantes foi que poucos, dentre eles, tomaram as ordens sacras. São Francisco de Assis, por exemplo, nunca foi sacerdote.
Em 1212, São Francisco fundou com sua fiel amiga Santa Clara, a Ordem das Damas Pobres ou Clarissas. Já em 1217, o movimento franciscano começou a se desenvolver como uma ordem religiosa. E como já havia ocorrido anteriormente, o número de membros era tão grande que foi necessária a criação de províncias que se encaminharam por toda a Itália e para fora dela, chegando inclusive à Inglaterra.
Sua devoção a Deus não se resumiria em sacrifícios, mas também em dores e chagas. Enquanto pregava no Monte Alverne, nos Apeninos, em 1224, apareceram-lhe no corpo as cinco chagas de Cristo, no fenômeno denominado "estigmatização".
Os estigmas não só lhe apareceram no corpo, como foram sua grande fonte de fraqueza física e, dois anos após o fenômeno, São Francisco de Assis foi chamado ao Reino dos Céus.
Autor do Cântico do Irmão Sol, considerado um poeta e amante da natureza, São Francisco foi canonizado dois anos após sua morte.
Em 1939, o papa Pio XII tributou um reconhecimento oficial ao "mais italiano dos santos e mais santo dos italianos", proclamando-o padroeiro da Itália.


domingo, 3 de outubro de 2010

KARDEC, 206 ANOS


Como biografia de Kardec, narramos o discurso de Camille Flammarion no funeral do Codificador:

"É sob o golpe da dor profunda causada pela partida prematura do venerável fundador da Doutrina Espírita, que abordamos a nossa tarefa, simples e fácil para as sua mãos sábias e experimentadas, mas cujo peso e gravidade nos acabrunhariam se não contássemos com o concurso eficaz dos bons Espíritos e a indulgência dos nossos leitores.
Quem, entre nós, sem ser taxado de presunçoso, poderia se gabar de possuir o espírito de método e de organização dos quais se iluminam todos os trabalhos do mestre? Sua poderosa inteligência podia concentrar sozinha tantos materiais diversos, e triturá-los, transformá-los, para se derramarem em seguida como orvalho benfazejo, sobre as almas desejosas de conhecerem e de amarem.
Incisivo, conciso, profundo, sabia agradar e se fazer compreendido, numa linguagem ao mesmo tempo simples e elevada, tão longe do estilo familiar quanto das obscuridades da metafísica.
Multiplicando-se sem cessar, pudera, até aqui, bastar a tudo. Entretanto, o crescimento diário de suas relações e o desenvolvimento incessante do Espiritismo faziam-lhe sentir a necessidade de acompanhar-se de alguns ajudantes inteligentes, e preparava, simultaneamente, a organização nova da Doutrina e de seus trabalhos, quando nos deixou para ir, num mundo melhor, colher a sanção da missão cumprida, e reunir os elementos de uma nova obra de devotamento e de sacrifício.
Ele era só!… Chamar-nos-emos legião, e, por fracos e inexperientes que sejamos, temos a íntima convicção de que nos manteremos à altura da situação, se, partindo dos princípios estabelecidos e de uma evidência incontestável, nos fixarmos em executar, tanto quanto nos seja possível, e segundo as necessidades do momento, os projetos de futuro que o próprio Sr. Allan Kardec se propusera cumprir.
Enquanto estivermos nesse caminho, e que todas as boas vontades se unirem num comum esforço para o progresso intelectual e moral da Humanidade, o Espírito do grande filósofo estará conosco e nos secundará com a sua poderosa influência. Possa ele suprir a nossa insuficiência, e possamos nos tornar dignos de seu concurso, em nos consagrando à obra com tanto devotamento e sinceridade, senão com tanto de ciência e de inteligência!
Escrevera sobre a sua bandeira estas palavras: Trabalho, solidariedade, tolerância. Sejamos, como ele, infatigáveis; sejamos, segundo os seus desejos, tolerantes e solidários, e não temamos em seguir o seu exemplo repondo vinte vezes entre as mãos os princípios ainda discutidos. Apelamos a todos os concursos, a todas as luzes. Tentaremos avançar com certeza antes que com rapidez, e os nossos esforços não serão infrutíferos, se, como disso estamos persuadidos, e como lhe seremos os primeiros a dar o exemplo, cada um se empenhar em cumprir o seu dever, colocando de lado toda questão pessoal para contribuir ao bem geral.
Não poderíamos entrar sob auspícios mais favoráveis na nova fase que se abre para o Espiritismo, do que fazendo os nossos leitores conhecerem, num rápido esboço, o que foi, toda a sua vida, o homem íntegro e honrado, o sábio inteligente e fecundo, cuja memória se transmitirá aos séculos futuros, cercada da auréola dos benfeitores da Humanidade."

Nascido em Lyon, a 3 de outubro de 1804, de uma antiga família que se distinguiu na magistratura e na advocacia, o Sr. Allan Kardec (Hippolyte-Léon-Denizard Rivail) não seguiu essa carreira. Desde sua primeira juventude, sentia-se atraído para o estudo das ciências e da filosofia.

Educado na Escola de Pestalozzi, em Yverdum (Suíça), tornou-se um dos discípulos mais eminentes desse célebre professor, e um dos zelosos propagadores do seu sistema de educação, que exerceu uma grande influência sobre a reforma dos estudos na Alemanha e na França.

Dotado de uma inteligência notável e atraído para o ensino pelo seu caráter e as suas aptidões especiais, desde a idade de quatorze anos, ensinava o que sabia àqueles de seus condiscípulos que tinham adquirido menos do que ele. Foi nessa escola que se desenvolveram as idéias que deveriam, mais tarde, colocá-lo na classe dos homens de progresso e dos livres pensadores.

Nascido na religião católica, mas estudante em um país protestante, os atos de intolerância que ele teve que sofrer a esse respeito, lhe fizeram, em boa hora, conceber a idéia de uma reforma religiosa, na qual trabalhou no silêncio durante longos anos, com o pensamento de chegar à unificação das crenças; mas lhe faltava o elemento indispensável para a solução desse grande problema.

O Espiritismo veio mais tarde lhe fornecer e imprimir uma direção especial aos seus trabalhos.
Terminados os seus estudos, veio para a França. Dominando a fundo a língua alemã, traduziu para a Alemanha diferentes obras de educação e de moral, e, o que é característico, as obras de Fénélon, que o seduziram particularmente.

Era membro de várias sociedades sábias, entre outras da Academie Royale d’Arras, que, em seu concurso de 1831, o premiou por uma dissertação notável sobre esta questão: “Qual é o sistema de estudos mais em harmonia com as necessidades da época?”

De 1835 a 1840, fundou, em seu domicílio, à rua de Sèvres, cursos gratuitos, onde ensinava química, física, anatomia comparada, astronomia, etc.; empreendimento digno de elogios em todos os tempos, mas sobretudo numa época em que um bem pequeno número de inteligências se aventurava a entrar nesse caminho.

Constantemente ocupado em tornar atraentes e interessantes os sistemas de educação, inventou, ao mesmo tempo, um método engenhoso para aprender a contar, e um quadro mnemônico da história da França, tendo por objeto fixar na memória as datas dos acontecimentos notáveis e das descobertas que ilustraram cada reinado.

Entre as suas numerosas obras de educação, citaremos as seguintes: Plano proposto para a melhoria da instrução pública (1828); Curso prático e teórico de aritmética, segundo o método de Pestalozzi, para uso dos professores primários e das mães de família (1829); Gramática Francesa Clássica (1831); Manual dos Exames para os diplomas de capacidade; Soluções arrazoadas das perguntas e problemas de aritmética e de geometria (1846); Catecismo gramatical da língua francesa (1848); Programa de cursos usuais de química, física, astronomia, fisiologia, que ele professava no LYCÉE POLYMATHIQUE; Ditado normal dos exames da Prefeitura e da Sorbonne, acompanhado de Ditados especiais sobre as dificuldades ortográficas (1849), obra muito estimada na época de sua aparição, e da qual, recentemente ainda, se faziam tirar novas edições.

Antes que o Espiritismo viesse a popularizar o pseudônimo Allan Kardec, como se vê, soube se ilustrar por trabalhos de uma natureza toda diferente, mas tendo por objeto esclarecer as massas e ligá-las mais à sua família e ao seu país.

“Por volta de 1855, desde que duvidou das manifestações dos Espíritos, o Sr. Allan Kardec entregou-se a observações perseverantes sobre esse fenômeno, e se empenhou principalmente em deduzir-lhe as conseqüências filosóficas. Nele entreviu, desde o início, o princípio de novas leis naturais; as que regem as relações do mundo visível e do mundo invisível; reconheceu na ação deste último uma das forças da Natureza, cujo conhecimento deveria lançar luz sobre uma multidão de problemas reputados insolúveis, e compreendeu-lhe a importância do ponto de vista religioso.

“As suas principais obras sobre essa matéria são: O Livro dos Espíritos, para a parte filosófica e cuja primeira edição apareceu em 18 de abril de 1857; O Livro dos Médiuns, para a parte experimental e científica (janeiro de 1861); O Evangelho Segundo o Espiritismo, para a parte moral (abril de 1864); O Céu e o Inferno, ou a Justiça de Deus segundo o Espiritismo (agosto de 1865); A Gênese, os Milagres e as Predições (janeiro de 1868); a Revista Espírita, jornal de estudos psicológicos, coletânea mensal começada em 1º de janeiro de 1858. Fundou em Paris, a 1º de abril de 1858, a primeira Sociedade espírita regularmente constituída, sob o nome de Sociedade Parisiense de Estudos Espíritas, cujo objetivo exclusivo era o estudo de tudo o que pode contribuir para o progresso desta nova ciência. O Sr. Allan Kardec nega a justo título de nada ter escrito sob a influência de idéias preconcebidas ou sistemáticas; homem de um caráter frio e calmo, ele observou os fatos, e de suas observações deduziu as leis que os regem; no primeiro deu a teoria e nele formou um corpo metódico e regular.

“Demonstrando que os fatos falsamente qualificados de sobrenaturais estão submetidos a leis, ele os faz entrar na ordem dos fenômenos da Natureza, e destrói assim o último refúgio do maravilhoso, e um dos elementos da superstição.

“Durante os primeiros anos, em que se duvidou dos fenômenos espíritas, essas manifestações foram antes um objeto de curiosidade; O Livro dos Espíritos fez encarar a coisa sob qualquer outro aspecto; então abandonaram-se as mesas girantes que não foram senão um prelúdio, e que se reunia a um corpo de doutrina que abarcava todas as questões que interessam à Humanidade.

“Do aparecimento de O Livro dos Espíritos data a verdadeira fundação do Espiritismo, que, até então, não possuía senão elementos esparsos sem coordenação, e cuja importância não pudera ser compreendida por todo o mundo; a partir desse momento, também, a doutrina fixa a atenção dos homens sérios e toma um desenvolvimento rápido. Em poucos anos, essas idéias acharam numerosos adeptos em todas as classes da sociedade e em todos os países. Esse sucesso, sem precedente, liga-se sem dúvida às simpatias que essas idéias encontraram, mas deveu-se também, em grande parte, à clareza, que é um dos caracteres distintivos dos escritos de Allan Kardec.

“Abstendo-se de fórmulas abstratas da metafísica, o autor soube se fazer ler sem fadiga, condição essencial para a vulgarização de uma idéia. Sobre todos os pontos controvertidos, sua argumentação, de uma lógica fechada, ofereceu pouca disputa à refutação e pre-dispôs à convicção. As provas materiais que o Espiritismo dá da existência da alma e da vida futura tendem à destruição das idéias materialistas e panteístas. Um dos princípios mais fecundos dessa doutrina, e que decorre do precedente, é o da pluralidade das existências, já entrevisto por uma multidão de filósofos, antigos e modernos, e nestes últimos tempos por Jean Reynaud, Charles Fourier, Eugène Sue e outros; mas permanecera no estado de hipótese e de sistema, ao passo que o Espiritismo demonstra-lhe a realidade e prova que é um dos atributos essenciais da Humanidade. Desse princípio decorre a solução de todas as anomalias aparentes da vida humana, de todas as desigualdades intelectuais, morais e sociais; o homem sabe, assim, de onde veio, para onde vai, e por que fim está sobre a Terra, e porque sofre.

“As idéias inatas se explicam pelos conhecimentos adquiridos nas vidas anteriores; a marcha dos povos e da Humanidade, pelos homens dos tempos passados que revivem depois de terem progredido; as simpatias e as antipatias, pela natureza das relações anteriores; essas relações, que ligam a grande família humana de todas as épocas, dão por base as próprias leis da Natureza, e não mais uma teoria, aos grandes princípios da fraternidade, da igualdade, da liberdade e da solidariedade universal.

“Em lugar do princípio: Fora da Igreja não há salvação, que entretém a divisão e a animosidade entre as diferentes seitas, e que fez derramar tanto sangue, o Espiritismo tem por máxima: Fora da Caridade não há salvação, quer dizer, igualdade entre os homens diante de Deus, a tolerância, a liberdade de consciência e a benevolência mútua.

“Em lugar da fé cega que anula a liberdade de pensar, ele diz: Não há fé inquebrantável senão aquela que pode olhar a razão face a face em todas as épocas da Humanidade. À fé é necessária uma base, e essa base é a inteligência perfeita daquilo que se deve crer; para crer não basta ver, é necessário, sobretudo, compreender. A fé cega não é mais deste século; ora, é precisamente o dogma da fé cega que faz hoje o maior número de incrédulos, porque ela quer se impor e exige a adição de uma das mais preciosas faculdades do homem: o raciocínio e o livre arbítrio.” (O Evangelho Segundo o Espiritismo.)

Trabalhador infatigável, sempre o primeiro e o último no trabalho, Allan Kardec sucumbiu, no dia 31 de março de 1869, em meio dos preparativos para uma mudança de local, necessitada pela extensão considerável de suas múltiplas ocupações. Numerosas obras que estavam no ponto de terminar, ou que esperavam o tempo oportuno para aparecerem, virão um dia provar mais ainda a extensão e a força de suas convicções.

Morreu como viveu, trabalhando. Há muitos anos, sofria de uma doença do coração, que não podia ser combatida senão pelo repouso intelectual e uma certa atividade material; mas inteiramente dedicado à sua obra, recusava-se a tudo o que podia absorver um dos seus instantes, às expensas de suas ocupações prediletas. Nele, como em todas as almas fortemente temperadas, a lâmina gastou a bainha.

O corpo se lhe tornava pesado e lhe recusava os seus serviços, mas o seu Espírito, mais vivo, mais enérgico, mais fecundo, estendia sempre mais o círculo de sua atividade.

Nessa luta desigual, a matéria não poderia resistir eternamente. Um dia ela foi vencida; o aneurisma se rompeu, e Allan Kardec caiu fulminado. Um homem faltava à Terra; mas um grande nome tomava lugar entre as ilustrações deste século, um grande Espírito ia se retemperar no Infinito, onde todos aqueles que ele consolara e esclarecera esperavam impacientemente a sua chegada!

“A morte, disse ele ainda recentemente, a morte bate com golpes redobrados nas classes ilustres!… A quem virá agora libertar?”

Ele veio, junto a tantos outros, se retemperar no espaço, procurar novos elementos para renovar o seu organismo usado numa vida de labores incessantes. Partiu com aqueles que serão os faróis da nova geração, para retornar logo com eles para continuar e terminar a obra deixada em mãos devotadas.

O homem aqui não mais está, mas a alma permanece entre nós; é um protetor seguro, uma luz a mais, um trabalhador infatigável do qual se acresceram as falanges do espaço. Como sobre a Terra, sem ferir ninguém, saberá fazer ouvir a cada um os conselhos convenientes; temperará o zelo prematuro dos ardentes, secundará os sinceros e os desinteressados, e estimulará os tíbios. Ele vê, sabe hoje tudo o que previra recentemente ainda! Não está mais sujeito nem às incertezas, nem aos desfalecimentos, e nos fará partilhar a sua convicção em nos fazendo tocar o dedo no objetivo, em nos designando o caminho, nessa linguagem clara, precisa, que dele fez um tipo nos anais literários.

O homem aqui não mais está, nós o repetimos, mas Allan Kardec é imortal, e a sua lembrança, os seus trabalhos, o seu Espírito, estarão sempre com aqueles que tiverem, firme e altamente, a bandeira que ele sempre soube respeitar.

Uma individualidade poderosa constituiu a obra; era o guia e a luz de todos. A obra, sobre a Terra, nos terá o lugar do indivíduo. Não se reunirá mais ao redor de Allan Kardec: reunir-se-á ao redor do Espiritismo tal como o constituiu, e, pelos seus conselhos, sob a sua influência, avançaremos a passos certos para as fases felizes prometidas à Humanidade regenerada.

(Revista Espírita, maio de 1869).

Material extraído do site www.obraspostumas.com

sábado, 2 de outubro de 2010

NOVO GRUPO DE ESTUDO

PREFÁCIO COMPLETO:
"A vida não cessa.
A vida é fonte eterna e a morte é jogo escuro das ilusões.
O grande rio tem seu trajeto, antes do mar imenso.
Copiando-lhe a expressão, a alma percorre igualmente caminhos variados e etapas diversas, também recebe afluentes de conhecimentos, aqui e ali, avoluma-se em expressão e purifica-se em qualidade, antes de encontrar o Oceano Eterno da Sabedoria.
Cerrar os olhos carnais constitui operação demasiadamente simples.
Permutar a roupagem física não decide o problema fundamental da iluminação, como a troca de vestidos nada tem que ver com as soluções profundas do destino e do ser.
Oh! caminhos das almas, misteriosos caminhos do coração!
É mister percorrer-vos, antes de tentar a suprema equação da Vida Eterna!
É indispensável viver o vosso drama, conhecer-vos detalhe a detalhe, no longo processo do aperfeiçoamento espiritual!...
Seria extremamente infantil a crença de que o simples "baixar do pano" resolvesse transcendentes questões do Infinito.
Uma existência é um ato.
Um corpo - uma veste.
Um século - um dia.
Um serviço - uma experiência.
Um triunfo - uma aquisição.
Uma morte - um sopro renovador.
Quantas existências, quantos corpos, quantos séculos, quantos serviços, quantos triunfos, quantas mortes necessitamos ainda?
E o letrado em filosofia religiosa fala de deliberações finais e posições definitivas!
Ai! por toda parte, os cultos em doutrina e os analfabetos do espírito!
É preciso muito esforço do homem para ingressar na academia do Evangelho do Cristo, ingresso que se verifica, quase sempre, de estranha maneira - ele só, na companhia do Mestre, efetuando o curso difícil, recebendo lições sem cátedras visíveis e ouvindo vastas dissertações sem palavras articuladas.
Muito longa, portanto, nossa jornada laboriosa.
Nosso esforço pobre quer traduzir apenas uma idéia dessa verdade fundamental.
Grato, pois, meus amigos!
Manifestamo-nos, junto a vós outros, no anonimato que obedece à caridade fraternal.
A existência humana apresenta grande maioria de vasos frágeis, que não podem conter ainda toda a verdade.
Aliás, não nos interessaria, agora, senão a experiência profunda, com os seus valores coletivos. Não atormentaremos alguém com a idéia da eternidade.
Que os vasos se fortaleçam, em primeiro lugar.
Forneceremos, somente, algumas ligeiras notícias ao espírito sequioso dos nossos irmãos na senda de realização espiritual, e que compreendem conosco que "o espírito sopra onde quer".
E, agora, amigos, que meus agradecimentos se calem no papel, recolhendo-se ao grande silêncio da simpatia e da gratidão.
Atração e reconhecimento, amor e júbilo moram na alma.
Crede que guardarei semelhantes valores comigo, a vosso respeito, no santuário do coração.
Que o Senhor nos abençoe."
ANDRÉ LUIZ

sábado, 25 de setembro de 2010

EM QUE CONSISTE O ESPÍRITO?

Para mim, como espírito ainda distante da vivência da espiritualidade sublime e muito longe da sabedoria superior, o espírito em si, em sua essência mais profunda, consiste em elementos que denomino intelectón – isto é, puro intelecto – ou, então, mentaltón, como alusão aos atributos de um corpo mental ainda adormecido, porém, passível de ser liberado em seus conteúdos e potencialidades. Em seu âmago, possui imagens ou projeções divinas, como se fossem instruções, semelhantes àquelas que são impressas no DNA para posterior utilização na caminhada evolutiva e que delineiam o caminho a seguir. Tais imagens – isso é apenas opinião de um estudioso da vida espiritual – constituem projeções reais de caráter hiperfísico e hiperenergético, muito além da capacidade de compreensão de certos estudiosos da ciência terrena. Creio pessoalmente que esses elementos espirituais de natureza não física são a própria criação divina, os quais constituem a esfera monádica, que, mais adiante, materializa-se nos mundos apropriados durante os milênios de evolução precedentes à reencarnação em suas diversas e múltiplas formas.

Fonte: Livro "Consciência", pelo espirito Joseph Gleber, psicografado por Robson Pinheiro

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

ESPÍRITAS FORA DO PADRÃO

É muito natural que uma comunidade tenha suas regras, seus conceitos e sua marca própria. Através destes ingredientes de linguagem a comunicação se estabelece mais facilmente. É assim que nasce o padrão, ou seja, um modelo que diga algo sobre a essência de um grupo. Na comunidade espírita não é diferente. Temos uma identidade construída historicamente e pela qual são identificados seus seguidores. Em nosso caso, como a Doutrina Espírita é a nossa essência inspiradora, o foco básico de nossos padrões converge principalmente para referências de conduta. O jeito de vestir, o tipo de alimentação, o modo de falar, de agir, de pensar e de viver se tornam os alvos de nossos padrões. Dependendo deles, criamos modelos pelos quais somos aceitos ou não no grupo chamado movimento espírita.

Todavia, os modelos em quaisquer áreas do desenvolvimento humano estão passando por rápidas e acentuadas modificações e aperfeiçoamentos. Façamos uma comparação para o objetivo desse artigo. O que faz o nosso corpo quando é atacado por um vírus agressor? Ele se organiza com todas as suas defesas no intuito de se preparar diante daquele ataque. Depois, quando aquele agressor já não é tão forte, o organismo já lhe absorve com menos esforço. Estamos vendo surgir aceleradamente uma geração de espíritas fora do padrão nos últimos 20 anos. Médiuns fora do padrão, palestristas fora do padrão, linguagem fora do padrão, comportamento fora do padrão. Como se fossem um corpo estranho, o organismo espírita reage às suas características e peculiaridades. Mas assim como o corpo físico que terá ensejo de provar sua saúde diante do inesperado, a comunidade espírita está aprimorando sua resistência, sua autenticidade e sua capacidade moralizante para entender e se adaptar às mudanças que são inevitáveis.

Mais que nunca nossa comunidade passa por um testemunho de amor aos diferentes e suas diferenças. E o que está no cerne desse exame de atitude? Aferir se somos capazes de amar os que não pensam como nós. Eis um dos mais desafiadores ensinos de Jesus. Ele mesmo pronunciou, em Mateus, capítulo 5, versículos 45 e 46: “Pois, se amardes os que vos amam, que galardão tereis? Não fazem os publicanos também o mesmo? E, se saudardes unicamente os vossos irmãos, que fazeis de mais? Não fazem os publicanos também assim?”
Diante da incontrolável tendência da diversidade que renova os costumes e as ideias na sociedade, torna-se muito oportuno examinar nossos referenciais e igualmente nossas ações: Será que nossos padrões guardam fidelidade ao que propõe nossa Doutrina?
Será que os modelos aceitos são coerentes com ponto capital do Espiritismo que diz respeito às conquistas interiores?
Será que os padrões adotados pela comunidade estão legitimamente afinados com valores morais, a lei de amor e a paz na alma?
Ou são apenas mais alguns códigos religiosos que nos incapacitam para a libertação da consciência como já aconteceu ao longo dos milênios?
Que vale mais a pena: ser espírita de padrões ou ser espírita em harmonia com a Vida e com sua consciência?
Será que o comportamento das gerações antecedentes vão atender às exigências das novas gerações?
Essas perguntas surgem porque temos observado uma valorização exacerbada a ideias, crenças e condutas adotadas em nossos ambientes doutrinários nem sempre essenciais em se tratando de paz e equilíbrio pessoal. Muitos adeptos do Espiritismo adotam tais posturas como verdades inquestionáveis e abdicam da mais sadia proposta da Doutrina que é a construção de uma fé como resultado de raciocínios lúcidos. Entretanto, uma larga parcela de espíritas clama por referências novas. As necessidades das gerações atuais suplicam respostas. Diante desse quadro social, como avaliar as inovações, as novidades, as formas diferentes de realizar o bem à luz do Espiritismo? Como escandalosamente fora dos padrões?

Os padrões em muitos casos são ancoras de segurança para não avançarmos a limites que ainda não somos capazes de suportar, todavia, quando nos agarramos demasiadamente a eles furtamos de nós próprios a aquisição de habilidades para singrar os mares da vida em busca de novas perspectivas de viver e se realizar, aprender e crescer. Quando apegamos a modelos em excesso, inevitavelmente adoecemos. E essa doença chama-se julgamento. A fixação prolongada em conceitos que paralisam e que se transformam em preconceitos, e esses se transformam em antifraternidade através de condutas que são incoerentes com aquilo que pregamos e acreditamos.
Quando estacionamos em paradigmas sem abertura para o progresso, atolamo-nos na zona de conforto que nos impedirá de perceber que, entre as ancoras de segurança e o mar alto da diversidade, existe um abismo de concepções e verdades que precisam ser conhecidas ou pelo menos aceitas. A ausência dessa coragem de avançar leva-nos a acreditar que tudo que saia dos limites de nossas boias seja profano, obsessivo e nocivo ao crescimento espiritual.

Chega o momento de fazermos algumas perguntas: os padrões que adotamos estão realmente nos ajudando a sermos pessoas melhores? Somos mais autênticos ao adotá-los? Eles estão servindo para promover uma vida mais feliz ou apenas para camuflar nossos conflitos angustiosos? Será que nossos padrões não estão nos alienando da nossa realidade moral?
Não guardo mais dúvida sobre a superficiliadade ou mesmo a toxidade de muitos desses padrões. Como seres humanos falíveis que somos, gestamos muitas referencias frágeis para consolidar a identidade espírita em nosso modo de pensar a vida e de vivê-la. E um dos subprodutos mais tóxicos desse quadro é exatamente a conduta enferma de exclusão dos diferentes.
Enquanto isso, ficam outras questões: e os espíritas fora do padrão, estão sintonizados com algo melhor para o futuro de nossa causa e de seu bem pessoal? Seus novos padrões serão benéficos à grande questão essencial da nossa paz?

E assim lá vamos nós, de mudança em mudança avançando cada vez mais. Em meio ao turbilhão de transformações sobra somente uma certeza que pacífica um pouco a minha alma: eu tenho uma consciência e só vou responder por ela. Isso é muito bom de pensar e sentir. E você o que pensa desse tema?
Fonte: http://www.wanderleyoliveira.blog.br