segunda-feira, 31 de maio de 2010

PALESTRAS DE JUNHO

PALESTRAS PÚBLICAS
CASA DO CAMINHO
Estr. Barra Mansa x Bananal, 2801 - km 4
Cotiara - Barra Mansa/RJ
aos sábados - 19h30

JUNHO/2010
05
A Vida Futura - ESE cap.II HERCILIA
12 O Cristo - ESE cap. I LUCIO
19 Diferentes Estados da Alma na Erraticidade - ESE Cap. III CHRISTIANE
26 A Reencarnação Fortalece os Laços de Família - ESE cap. IV ÂNGELA

domingo, 30 de maio de 2010

PARABÉNS!


A LIÇÃO DA BORBOLETA

Um homem, certo dia, viu surgir uma pequena abertura num casulo.
Sentou-se perto do local onde o casulo se apoiava e ficou a observar o que iria acontecer, como é que a lagarta conseguiria sair por um orifício tão miúdo.
Mas logo lhe pareceu que ela havia parado de fazer qualquer progresso, como se tivesse feito todo o esforço possível e agora não conseguisse mais prosseguir.

Ele resolveu então ajuda-la: pegou uma tesoura e rompeu o restante do casulo.
A borboleta pôde sair com toda a facilidade... mas seu corpo estava murcho; além disso, era pequena e tinha as asas amassadas.
O homem continuou a observá-la porque esperava que, a qualquer momento, as asas dela se abrissem e se estendessem para serem capazes de suportar o corpo que iria se firmar a tempo.
Nada aconteceu!
Na verdade a borboleta passou o restante de sua vida rastejando com um corpo murcho e asas encolhidas.
Nunca foi capaz de voar.

O que o homem em sua gentileza e vontade de ajudar não compreendia era que o casulo apertado e o esforço necessário à borboleta para passar através da pequena abertura eram o modo pelo qual Deus fazia com que o fluido do corpo daquele pequenino inseto circulasse até suas asas para que ela ficasse pronta para voar assim que se livrasse daquele invólucro.
Algumas vezes o esforço é justamente aquilo de que precisamos em nossa vida.

Se Deus nos permitisse passar através da existência sem quaisquer obstáculos, Ele nos condenaria a uma vida atrofiada.
Não iríamos ser tão fortes como poderíamos ter sido.
Nunca poderíamos alçar vôo.

Fonte: do livro "Para que minha vida se transforme"- Maria Salette e Wilma Ruggeri - Editora Verus

terça-feira, 25 de maio de 2010

DOMINGO É DIA DE MUTIRÃO!


O primeiro encontro foi um sucesso.
Agora, promete ser melhor ainda!
Faça sua parte!
Nossa natureza precisa de você!
O início é às 7h, depois vem aquele almoço delicioso.
E à tarde, o encerramento.
Venha, junte-se a nós!


domingo, 23 de maio de 2010

PALESTRA DE 4º ANIVERSÁRIO


Olá!
Estou enviando para você o cartaz da palestra comemorativa do 4º Aniversário da Casa do Caminho.
Sua presença é muito importante para nós!
Queremos muito que você esteja presente para comemorar conosco esses 4 aninhos.
Logo após a palestra você está convidado a participar de uma Noite de Tortas em nossa Cantina, aproveitando momentos de confraternização em um ambiente de muita alegria e harmonia.
Você será recebido com muito carinho!
Esperamos por você!

O QUE VOCÊ ENTENDE POR FREQUENCIA?

Freqüência: esta palavra é a chave para muitas considerações no Espiritismo.

Quando não víamos Emmanuel nas manifestações através de Francisco Cândido Xavier, ou não vemos Joanna de Ângelis, através do médium Divaldo Pereira Franco, é porque estes espíritos desencarnados têm as suas freqüências de vibração muito elevadas, e a nossa visão não consegue captá-las.

Mas o que é freqüência?
De onde surgiu isto?

Nas bases da ciência e da literatura

No dicionário Aurélio temos muitos significados para a palavra freqüência.
Vindo do latim, frequentia, este termo aparece de várias formas em nossas vidas, e pode ser entendida como a repetição de fatos ou acontecimentos.
Por exemplo: com que freqüência vamos ao médico.
A freqüência cardíaca é 100 batimentos por minuto.
A freqüência da rede elétrica no Brasil é de 60 ciclos por segundo (60 Hz1).
A frequência do tom de discar em um telefone é de aproximadamente 400 ciclos por segundo (400 Hz). E além destas existem muitas outras descrições.

Entendendo melhor

Quando mencionamos a palavra freqüência no Espiritismo, estamos nos referindo à vibração: vibração de partículas, energia ou campos energéticos (como nos átomos).
Neste caso a frequencia nos informa o número de vezes que uma determinada partícula, ou um grupo delas, e/ou ainda a energia, vibra no espaço durante uma dada unidade de tempo, geralmente durante ‘um segundo’.

Então...

Do ponto de vista de percepção visual, nós encarnados comumente não conseguimos observar os espíritos desencarnados porque a sua freqüência de vibração está além do limite que a nossa visão tem a capacidade de perceber.
Assim também ocorre quando pensamos, pois o pensamento irradia campos de energia, os quais não conseguimos perceber visualmente ou por outros sentidos da matéria enquanto encarnados.
Então o nosso pensamento, que é fruto do nosso livre-arbítrio, nos coloca em sintonia com grupos de espíritos, encarnados e desencarnados, que estão pensando em assuntos similares aos que estamos pensando.

Para entender melhor, podemos fazer uma analogia com um aparelho de rádio: quando ajustamos a sintonia e escolhemos uma estação estamos, por livre e espontânea vontade, aceitando ouvir a programação da rádio que escolhemos.
Por isso a palavra freqüência é tão utilizada no Espiritismo.
Ela traduz o resultado de nossos pensamentos e ações, a nossa sintonia.
Vibrando de acordo com o nosso livre-arbítrio estaremos sempre em comunicação, em ambas as direções: enviando e recebendo.

Raul de Oliveira
Doutor em Ciências com ênfase em engenharia Elétrica e professor de Teologia Espírita
Fonte: artigo publicado na revista SER ESPÍRITA, edição 2.

domingo, 16 de maio de 2010

CONFLITOS

Você está conflitado?
Pois então saiba que ter conflitos é algo perfeitamente normal, visto que eles fazem parte da estrutura psíquica humana e são uma herança da própria espécie.
Toda luta que se estabelece em nosso mundo interior e que nos exige um considerável equilíbrio para tomarmos uma decisão correta, fazermos uma opção adequada, escolhermos um caminho seguro... é sinal de que há conflito em nós.
Muitos deles podem ser explicados pelo tipo de educação que tivemos e pelos valores que nos foram incutidos. Também resultam de uma perda de contato com a realidade, descambando para uma área patológica. Procedem, ainda, das vidas passadas que vivemos e podem ser o resultado de situações que não foram bem resolvidas, crimes que foram praticados e ficaram ocultos, suicídios não registrados pela história, sofrimentos e decepções que nos marcaram profundamente, etc. Tudo isso permanece gravado na nossa memória imortal e desaloja-se do porão do esquecimento (inconsciente) a cada novo mergulho do espírito num corpo físico.
Quando admitimos para nós mesmos os conflitos que carregamos, sem tentar "tapar o sol com a peneira", estamos dando um importante passo na tentativa de resolvê-los. É importante, porém, considerar que mesmo quando nos decidimos por enfrentá-los, nem sempre conseguimos de pronto vencê-los, sendo necessário muita paciência e perseverança.
Uma boa terapia, feita com profissionais sérios, e o diálogo com pessoas experientes poderá ajudar bastante.
A "laborterapia", ou seja, a transpiração no trabalho do bem, para que a inspiração deste mesmo bem nos ajude a resolver o que está complicado, é uma excelente opção.
Não estamos no palco da vida pela primeira vez. Carregamos conosco todo o acervo de erros e acertos do ontem e o grande remédio que temos gratuitamente ao nosso dispor é o amor.
Quem ama se automedica com os eflúvios salutares desse precioso tônico, que não tem contra-indicação e foi receitado pelo médico das almas, Jesus.
Portanto, diante daqueles conflitos antigos e dos novos que surgirem, oremos, para dilatarmos as percepções a respeito de nós mesmos e da vida. Repartamos com alguém o que estamos sentindo, com o devido cuidado para não "alugarmos" ninguém e criarmos nocivas dependências. Mas antes de tudo e apesar de tudo, amemos, amemos intensamente, que, por certo, boa parte dos conflitos pelos quais nos apaixonamos não resistirão à intensidade desse amor, sendo banidos para fora do nosso coração.

Fonte: do livro CONVERSANDO COM VOCÊ, de Cezar Braga Said, Edições Celd, RJ.

quarta-feira, 12 de maio de 2010

O PROBLEMA DA TENTAÇÃO

O educador, em aula, tentava explicar aos meninos que o móvel das tentações reside em nós mesmos; contudo, como os aprendizes mostravam muita dificuldade para compreender, ele se fez acompanhar pelos alunos até ao grande pátio do colégio.
Aí chegando, mandou trazer uma bela espiga de milho e perguntou aos rapazes:
- Qual de vocês desejaria devorar esta espiga tal como está?
Os jovens sorriram, zombeteiramente, e um deles exclamou:
- Ora vejam!... quem se animaria a comer milho cru?
O professor então mandou vir à presença deles um dos cavalos que serviam à escola, instalou alguns obstáculos à frente do animal e colocou a espiga ao dispor dele, sobre pequena mesa.
O grande equino saltou, lépido, os impedimentos e avançou, guloso, para o bocado.

O professor benevolente e amigo esclareceu, então, bondosamente, ante os alunos surpreendidos:
- A tentação nos procura, segundo os sentimentos que trazemos no campo íntimo.
Quando cedemos a alguma fascinação indigna, é que a nossa vontade permanece fraca, diante dos nossos desejos inferiores.
As forças que nos tentam correspondem aos nossos próprios impulsos.
Não podemos imaginar ou querer aquilo que desconhecemos.
Por esse motivo, necessitamos vigiar o cérebro e o coração, a fim de selecionarmos as sugestões que nos visitam o pensamento.
E, terminando, afirmou:
- As situações boas ou más, fora de nós, são iguais aos propósitos bons ou maus que trazemos conosco.

Psicografia de Francisco Cândido Xavier, Da obra: Pai Nosso, Ditado pelo Espírito Meimei.

domingo, 9 de maio de 2010

ORIGEM DO DIA DAS MÃES

A mais antiga comemoração dos dias das mães é mitológica. Na Grécia antiga, a entrada da primavera era festejada em honra de Rhea, a Mãe dos Deuses.

O próximo registro está no início do século XVII, quando a Inglaterra começou a dedicar o quarto domingo da Quaresma às mães das operárias inglesas. Nesse dia, as trabalhadoras tinham folga para ficar em casa com as mães. Era chamado de "Mothering Day", fato que deu origem ao "mothering cake", um bolo para as mães que tornaria o dia ainda mais festivo.
Nos Estados Unidos, as primeiras sugestões em prol da criação de uma data para a celebração das mães foi dada em 1872 pela escritora Júlia Ward Howe, autora de "O Hino de Batalha da República".
Mas foi outra americana, Ana Jarvis, no Estado da Virgínia Ocidental, que iniciou a campanha para instituir o Dia das Mães. Em 1905 Ana, filha de pastores, perdeu sua mãe e entrou em grande depressão. Preocupadas com aquele sofrimento, algumas amigas tiveram a idéia de perpetuar a memória de sua mãe com uma festa. Ana quis que a festa fosse estendida a todas as mães, vivas ou mortas, com um dia em que todas as crianças se lembrassem e homenageassem suas mães. A idéia era fortalecer os laços familiares e o respeito pelos pais.
Durante três anos seguidos, Anna lutou para que fosse criado o Dia das Mães.

A primeira celebração oficial aconteceu somente em 26 de abril de 1910, quando o governador de Virgínia Ocidental, William E. Glasscock, incorporou o Dia das Mães ao calendário de datas comemorativas daquele estado.

Rapidamente, outros estados norte-americanos aderiram à comemoração.
Finalmente, em 1914, o então presidente dos Estados Unidos, Woodrow Wilson (1913-1921), unificou a celebração em todos os estados, estabelecendo que o Dia Nacional das Mães deveria ser comemorado sempre no segundo domingo de maio.
A sugestão foi da própria Anna Jarvis.
Em breve tempo, mais de 40 países adotaram a data.

O primeiro Dia das Mães brasileiro foi promovido pela Associação Cristã de Moços de Porto Alegre, no dia 12 de maio de 1918.
Em 1932, o então presidente Getúlio Vargas oficializou a data no segundo domingo de maio. Em 1947, Dom Jaime de Barros Câmara, Cardeal-Arcebispo do Rio de Janeiro, determinou que essa data fizesse parte também no calendário oficial da Igreja Católica.

terça-feira, 4 de maio de 2010

CRESCIMENTO É TRABALHO

“Tome a sua cruz e siga-me.”
Marcos 8:34

O processo do crescimento não apaga os nossos princípios organizadores.
Nós nos lembramos do passado, mesmo que escolhamos nos libertar dele.
Pode ser que em determinadas circunstâncias nos sintamos tentados a reagir da maneira antiga. Não podemos transformar imediatamente nossos antigos princípios organizadores em novos, mas podemos aprender a nos apoiar em outros até que os antigos se tornem uma memória distante. Jesus ensinou que o crescimento envolve um árduo trabalho.
Precisamos estar preparados para assumir a nossa parte de responsabilidade se quisermos colher a recompensa.
...
Você não pode mudar, mas pode crescer.
A verdade é que os princípios organizadores inconscientes que estruturamos na infância são uma parte permanente do nosso inconsciente.
...
Responsabilidade significa “capacidade de responder”, e agir automaticamente a partir de princípios inconscientes do passado elimina essa capacidade e a substitui pela obrigação de ter sempre a mesma reação.
...
Crescer envolve avançar em direção aos bons sentimentos e não tentar em escapar dos maus. Não podemos apagar nossos princípios organizadores, mas podemos nos ajudar a reconhece-los, a lidar com eles e desenvolver outros.
...
Jesus falou sobre o processo de transformação espiritual como uma tarefa que precisamos abraçar repetidamente todos os dias. Ele convidava as pessoas para “tomarem a cruz” porque sabia que se tratava de um processo trabalhoso. Ele não oferecia às pessoas uma mudança instantânea. A vida melhor era para ele a própria decisão de percorrer o caminho difícil para segui-lo de perto. Esta escolha é o constante crescimento.
...
PRINCÍPIO ESPIRITUAL: As mudanças rápidas são frequentemente temporárias, mas o crescimento lento transforma profundamente.

Fonte: trechos do livro JESUS, O MAIOR PSICÓLOGO QUE JÁ EXISTIU, de Mark W. Baker

domingo, 2 de maio de 2010

PALESTRAS DE MAIO

PALESTRAS PÚBLICAS
CASA DO CAMINHO
Estr. Barra Mansa x Bananal, 2801 - km 4
Cotiara - Barra Mansa/RJ
aos sábados - 19h30

MAIO/2010
01 A vida de Eurípedes Barsanulfo - BORGES
08 Especial Dia das Mães HERCÍLIA
15 Observai os pássaros do céu - ESE Cap. XXV RONI
22 Mediunidade gratuíta - ESE cap. XXVI VALDÉIA
29 PALESTRA COMEMORATIVA(4º aniversário da Casa do Caminho) - LUCIANA

MENSAGEM DE BEZERRA DE MENEZES

Estamos agora em um novo período.
Esses dias assinalam, uma data muito especial, a data da mudança do mundo de provas e expiações para mundo de regeneração.
A grande noite que se abatia sobre a terra, lentamente, cede lugar ao amanhecer de bênçãos. Retroceder não mais é possível.
Firmastes filhas e filhos da alma um compromisso com JESUS, antes de mergulhardes na indumentária carnal, de servi-Lo com abnegação e devotamento.
Prometestes que lhes seríeis fiel, mesmo que vos fosse exigido o sacrifício, alargando-se os horizontes deste amanhecer que viaja para a plenitude do dia.
Exultemos juntos os espíritos desencarnados e vós outros que transitais pelo mundo de sombras, mas além do júbilo que a todos nos domina, tenhamos em mente as graves responsabilidades que nos exornam a existência no corpo ou fora dele.
Deveremos reviver os dias inolvidáveis da época do martirológio. Seremos convidados não somente ao aplauso, ao entusiasmo, ao júbilo, mas também ao testemunho. O testemunho silencioso das paisagens internas da alma, o testemunho por amor àqueles que não nos amam, o testemunho de abnegação no sentido de ajudar aqueles que ainda se comprazem em gerar dificuldades, tentando inutilmente obstaculizar a marcha do progresso.
Iniciada a grande transição, chegaremos ao clímax na razão direta em que o planeta experimenta as suas mudanças físicas, geológicas. As mudanças morais são inadiáveis.
Que sejamos nós aqueles espíritos espíritas que demonstremos a grandeza do amor de Jesus em nossas vidas.
Que outros reclamem, que outros se queixem, que outros deblaterem, que nós outros guardemos nos refolhos da alma o compromisso de amar, de amar sempre, trazendo Jesus de volta com toda a pujança daqueles dias, que vão longe e que estão muito perto.
Jesus, filhas e filhos queridos, espera por nós.
Que seja o nosso escudo o amor, as nossas ferramentas o amor e a nossa vida, um hino de amor.
São os votos que formulamos, os espíritos espíritas aqui presentes e que me sugeriram representá-los diante de vós.
Com muito carinho o servidor humílimo e paternal de sempre

Bezerra

Muita paz, filhas e filhos do coração!


Mensagem de Bezerra de Menezes, recebida durante o 3º Congresso Espírita Brasileiro, realizado em Brasília/DF, entre 16 e 18 de abril de 2010.

sábado, 1 de maio de 2010

130 ANOS DE EURÍPEDES

Eurípedes Barsanulfo
1880-1918
Nascido em 1º de maio de 1880, na pequena cidade de Sacramento, Estado de Minas Gerais, e desencarnado na mesmo cidade, aos 38 anos de idade, em 1º de novembro de 1918.
Logo cedo manifestou-se nele profunda inteligência e senso de responsabilidade, acervo conquistado naturalmente nas experiências de vidas pretéritas.
Era ainda bem moço, porém muito estudioso e com tendências para o ensino, por isso foi incumbido pelo seu mestre-escola de ensinar aos próprios companheiros de aula. Respeitável representante político de sua comunidade, tornou-se secretário da Irmandade de São Vicente de Paula, tendo participado ativamente da fundação do jornal "Gazeta de Sacramento" e do "Liceu Sacramentano". Logo viu-se guindado à posição natural de líder, por sua segura orientação quanto aos verdadeiros valores da vida.
Através de informações prestadas por um dos seus tios, tomou conhecimento da existência dos fenômenos espíritas e das obras da Codificação Kardequiana. Diante dos fatos voltou totalmente suas atividades para a nova Doutrina, pesquisando por todos os meios e maneiras, até desfazer totalmente suas dúvidas.
Despertado e convicto, converteu-se sem delongas e sem esmorecimentos, identificando-se plenamente com os novos ideais, numa atitude sincera e própria de sua personalidade, procurou o vigário da Igreja matriz onde prestava sua colaboração, colocando à disposição do mesmo o cargo de secretário da Irmandade.
Repercutiu estrondosamente tal acontecimento entre os habitantes da cidade e entre membros de sua própria família. Em poucos dias começou a sofrer as conseqüências de sua atitude incompreendida.
Persistiu lecionando e entre as matérias incluiu o ensino do Espiritismo, provocando reação em muitas pessoas da cidade, sendo procurado pelos pais dos alunos, que chegaram a oferecer-lhe dinheiro para que voltasse atrás quanto à nova matéria e, ante sua recusa, os alunos foram retirados um a um.
Sob pressões de toda ordem e impiedosas perseguições, Eurípedes sofreu forte traumatismo, retirando- se para tratamento e recuperação em uma cidade vizinha, época em que nele desabrocharam várias faculdades mediúnicas, em especial a de cura, despertando-o para a vida missionária. Um dos primeiros casos de cura ocorreu justamente com sua própria mãe que, restabelecida, se tornou valiosa assessora em seus trabalhos.
A produção de vários fenômenos fez com que fossem atraídas para Sacramento centenas de pessoas de outras paragens, abrigando- se nos hotéis e pensões, e até mesmo em casas de famí1ias, pois a todos Barsanulfo atendia e ninguém saía sem algum proveito, no mínimo o lenitivo da fé e a esperança renovada e, quando merecido, o benefício da cura, através de bondosos Benfeitores Espirituais.
Auxiliava a todos, sem distinção de classe, credo ou cor e, onde se fizesse necessária a sua presença, lá estava ele, houvesse ou não condições materiais.
Jamais esmorecia e, humildemente, seguia seu caminho cheio de percalços, porém animado do mais vivo idealismo. Logo sentiu a necessidade de divulgar o Espiritismo, aumentando o número dos seus seguidores. Para isso fundou o "Grupo Espírita Esperança e Caridade", no ano de 1905, tarefa na qual foi apoiado pelos seus irmãos e alguns amigos, passando a desenvolver trabalhos interessantes, tanto no campo doutrinário, como nas atividades de assistência social.
Certa ocasião caiu em transe em meio dos alunos, no decorrer de uma aula. Voltando a si, descreveu a reunião havida em Versailles, França, logo após a I Guerra Mundial, dando os nomes dos participantes e a hora exata da reunião quando foi assinado o célebre tratado.
Em 1o. de abril de 1907, fundou o Colégio Allan Kardec, que se tornou verdadeiro marco no campo do ensino. Esse instituto de ensino passou a ser conhecido em todo o Brasil, tendo funcionado ininterruptamente desde a sua inauguração, com a média de 100 a 200 alunos, até o dia 18 de outubro, quando foi obrigado a cerrar suas portas por algum tempo, devido à grande epidemia de gripe espanhola que assolou nosso país.
Seu trabalho ficou tão conhecido que, ao abrirem- se as inscrições para matrículas, as mesmas se encerravam no mesmo dia, tal a procura de alunos, obrigando um colégio da mesma região, dirigido por freiras da Ordem de S. Francisco, a encerrar suas atividades por falta de freqüentadores.
Liderado a pulso forte, com diretriz segura, robustecia- se o movimento espírita na região e esse fato incomodava sobremaneira o clero católico, passando este, inicialmente de forma velada e logo após, declaradamente, a desenvolver uma campanha difamatória envolvendo o digno missionário e a doutrina de libertação, que foi galhardamente defendida por Eurípedes, através das colunas do jornal "Alavanca", discorrendo principalmente sobre o tema: "Deus não é Jesus e Jesus não é Deus", com argumentação abalizada e incontestável, determinando fragorosa derrota dos seus opositores que, diante de um gigante que não conhecia esmorecimento na luta, mandaram vir de Campinas, Estado de S. Paulo, o reverendo Feliciano Yague, famoso por suas pregações e conhecimentos, convencidos de que com suas argumentações e convicções infringiriam o golpe derradeiro no Espiritismo.
Foi assim que o referido padre desafiou Eurípedes para uma polêmica em praça pública, aceita e combinada em termos que foi respeitada pelo conhecido apóstolo do bem.
No dia marcado o padre iniciou suas observações, insultando o Espiritismo e os espíritas, "doutrina do demônio e seus adeptos, loucos passíveis das penas eternas", numa demonstração de falso zelo religioso, dando assim testemunho público do ódio, mostrando sua alma repleta de intolerância e de sectarismo.
A multidão que se mantinha respeitosa e confiante na réplica do defensor do Espiritismo, antevia a derrota dos ofensores, pela própria fragilidade dos seus argumentos vazios e inconsistentes.
O missionário sublime, aguardou serenamente sua oportunidade, iniciando sua parte com uma prece sincera, humilde e bela, implorando paz e tranqüilidade para uns e luz para outros, tornando o ambiente propício para inspiração e assistência do plano maior e em seguida iniciou a defesa dos princípios nos quais se alicerçavam seus ensinamentos.
Com delicadeza, com lógica, dando vazão à sua inteligência, descortinou os desvirtuamentos doutrinários apregoados pelo Reverendo, reduzindo- o à insignificância dos seus parcos conhecimentos, corroborado pela manifestação alegre e ruidosa da multidão que desde o princípio confiou naquele que facilmente demonstrava a lógica dos ensinos apregoados pelo Espiritismo.
Ao terminar a famosa polêmica e reconhecendo o estado de alma do Reverendo, Eurípedes aproximou-se dele e abraçou-o fraterna e sinceramente, como sinceros eram seus pensamentos e suas atitudes.
Barsanulfo seguiu com dedicação as máximas de Jesus Cristo até o último instante de sua vida terrena, por ocasião da pavorosa epidemia de gripe que assolou o mundo em 1918, ceifando vidas, espalhando lágrimas e aflição, redobrando o trabalho do grande missionário, que a previra muito antes de invadir o continente americano, sempre falando na gravidade da situação que ela acarretaria.
Manifestada em nosso continente, veio encontrá-lo à cabeceira de seus enfermos, auxiliando centenas de famílias pobres. Havia chegado ao término de sua missão terrena. Esgotado pelo esforço despendido, desencarnou no dia 1º de novembro de 1918, às 18 horas, rodeado de parentes, amigos e discípulos.
Sacramento em peso, em verdadeira romaria, acompanhou- lhe o corpo material até a sepultura, sentindo que ele ressurgia para uma vida mais elevada e mais sublime.

Fonte: do livro GRANDES VULTOS DO ESPIRITISMO