domingo, 30 de agosto de 2009

INTERIORIZAÇÃO - Parte II


Dispor-se a melhorar não basta
para o autoconhecimento.


O próximo passo é a interiorização,
o ato de enfrentar seu mundo interior,
admitir para si a natureza de seus sentimentos,
estudar as reações perante a vida;
um trabalho muitas vezes doloroso e que poucos desejam realizar,
vivendo em constante fuga de si mesmo.


Nessa tarefa de crescimento inclui-se a arte de ouvir a consciência,
aprender a escutar os ditames Divinos.


A consciência é nosso elo de ligação com a Verdade;
aprendermos a lidar com sua "voz" é aprender a ouvir Deus em nós.

Essa interiorização é a "degustação mental"
daquilo que a atenção plena nos permitiu perceber.

Fonte: livro MEREÇA SER FELIZ, de Ermance Dufaux

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

ATENÇÃO PLENA


É a arte Budista de observar-se incansavelmente, olhar-se sempre. É um hábito que deve ser desenvolvido na rotina, a fim de que o balanço noturno tenha elementos ricos para a auto-análise.


Para pessoas encharcadas de materialismo e preconceitos, o outro só tem valor na justa medida de seus interesses pessoais; as relações, nesse caso, são superficiais, perigosas, instáveis... As deficiências são atribuídas exclusivamente ao próximo, sem a suficiente disposição para uma incursão reflexiva nas póprias atitudes. São corações que vivem sob o império do narcisismo, escravos de crenças e modelos mentais de comportamento, educados para encontrar fora de si as causas para tudo que lhes acontece, anulando, quase que por completo, a possibilidade do auto-encontro, sempre aptos a analisar a conduta alheia.

A atenção plena do Budismo só é possível em criaturas que se dispõem a melhorar, que anseiam por permanente sentimento de renovação de si próprias.

A disposição de melhora, portanto, é-lhe a base de dinamização.
Essa disposição alberga a ausência de punições, a dissolvência da culpa, a ternura consigo e os julgamentos flexíveis e versáteis. Sem isso esse auto-encontro pode tornar-se um caminho para a decepção e a insatisfação pessoal.


Fonte: livro MEREÇA SER FELIZ, de Ermance Dufaux

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

CRENÇAS


"(...) Quem crê em mim, ainda que esteja morto, viverá."

João, 11:25


Que razões levam você a acreditar que mereça a dor pela qual vem passando?

Que mecanismos se encontram na base de suas crenças quando você aceita o sofrimento na condição de degrau de espiritualização?

Com que objetivo você acolhe passivamente sua infelicidade?


Reavalie suas crenças de vida e verifique se entre elas não se encontra um sutil processo de autopunição e desamor.


O sofrimento só é fonte de promoção para quantos aprendem as lições que cavalgam em seu dorso.
Manter-se na dor, quando já pode e deve dela sair, é descuido para consigo mesmo, ausência de autoamor e medo de enfrentar o desafio da escolha através do imperativo da decisão.


Deseje a felicidade, trabalhe pela transformação de seus problemas, acredite na possibilidade de uma vida plena, ainda que repleta de desafios.


Suas crenças são forças condutoras que se tornam verdades para você.


Cultiva crenças de amor e alegria e a vida responderá a você com o melhor.


Fonte: livro RECEITAS PARA A ALMA, de Ermance Dufaux

sábado, 22 de agosto de 2009

OS DRAGÕES - LANÇAMENTO


"Conhecer mecanismos não revelados sobre a ação dos opositores da verdade é no mínimo uma obrigação de quem pretende consolidar o bem em sua vida. Há uma parte de nós em cada um deles. Há um pouco deles em cada um de nós."
Maria Modesto Cravo

OS DRAGÕES - O diamante no lodo não deixa de ser diamante

O tema central é a história de Matias, uma alma atormentada que serviu durante seéculos aos Dragões, uma comunidade organizaa para o mal. A autora espiritual tece um enredo leve e comovente no qual Matia, após o arrependimento, reencarna como médium sob a orientação do Espiritismo.
A cronologia do romance revela fatos ocorridos no movimento espírita brasileiro entre os anos de 1936 a 1964, período em que ocorru o clímax de uma ação organizada pelos benfeitores no mundo espiritual, para reencarnar milhões de corações que foram libertados de um dos mais tristes locais da maldade na erraticidade: o Vale do Poder.

Publicado pela editora Dufaux, o romance de 521 páginas, psicografado pelo médium mineiro Wanderley Oliveira, pelo Espírito Maria Modesto Cravo, pode ser encontrado na livraria da Casa do Caminho por R$39,90.
Imperdível!



quarta-feira, 19 de agosto de 2009

INTERIORIZAÇÃO


"Fazei o que eu fazia, quando vivi na Terra: ao fim do dia, interrogava a minha consciência, passava revista ao que fizera e perguntava a mim mesmo se não faltara a algum dever, se ninguém tivera motivo para de mim se queixar. Foi assim que cheguei a me conhecer e a ver o que em mim precisava de reforma."
O Livro dos Espíritos - Questão 919

Imaginemos que um excelente engenheiro fora convidado por uma empresa para fazer uma reforma na parte interna de suas dependências.
Seria viável chamá-lo à porta de semelhante edificação e solicitar-lhe imediatamente um planejamento da tarefa, sem que ele conheça os mínimos detalhes que a compõem?

Essa comparação pode ser trazida para a vida íntima.
Que reformas poderemos efetivar em nós, sem o devido conhecimento do que precisa ser transformado?

Conhecer-se é a primeira iniciativa a fim de estabelecermos um acordo de paz interior.
É a via de acesso para chegarmos ao estágio íntimo do bom relacionamento com a sombra, a tal ponto de nos munirmos de condições para uma autêntica mudança.

Conhecer-se é libertar-se da ignorância,
adquirir domínio e poder perante si mesmo.


Essa viagem ao mundo íntimo exige preparo e exercício, sem os quais poderá ser infrutífera e repleta de motivos para o desânimo.

Santo Agostinho oferece-nos um roteiro de viagem seguro e eficaz:
um balanço diário com a assistência de Deus e o "anjo da guarda".
A fórmula é simples, mas essencial.

Fonte: trecho inicial do cap. 12, do livro MEREÇA SER FELIZ, de Ermance Dufaux

terça-feira, 18 de agosto de 2009

DOUTRINA VIVA


O espírito Chico Xavier, através do médium Carlos A. Baccelli, trata neste livro de diversos assuntos relacionados ao trabalho na seara espírita.
Suas palavras trazem o traço luminoso da esperança e da fé, mas, igualmente, advertências amigas para nossa vigilância no serviço do bem.
O Espiritismo é a doutrina viva do Evangelho.
Se, porventura, ele se desviar de sua tarefa de libertar consciências, tocar corações, deixará de cumprir com o que dele se espera, por meio de seus seguidores.
A verdade deve chegar ao cérebro pelas portas do coração.


Publicado pela editora Didier, dissertações, 384 páginas.
Leitura obrigatória e imperdível.


quarta-feira, 12 de agosto de 2009

SENTIMENTO


Por Thiago Borges de Aguiar


"O coração tem razões que a razão desconhece."

BLAISE PASCAL, 1623-1662


"Você tem de se perder para poder se encontrar. Tem de perder a cabeça para poder encontrar a cabeça."
LEO BUSCAGLIA, 1925-1998


"Quando eu entro em desespero, eu lembro que ao longo da história os caminhos da verdade e do amor sempre venceram. Houve tiranos e assassinos e, por um tempo, eles podem parecer invencíveis, mas no final eles sempre caem. Pense nisso, sempre."
MAHATMA GANDHI, 1869-1948


Minha avó costuma dizer: "Nós temos sangue na veia, não serragem".
Ela, com esta frase, lembra-nos que somos humanos e temos sentimentos.
É nesse sentido que surge a citação de Blaise Pascal.
Nem todas as nossas melhores escolhas são pautadas em profundas reflexões.
Aliás, qual é a melhor escolha senão aquela que fazemos?


Sem viver e conversar com nossos sentimentos, quem somos?
Às vezes precisamos sair da racionalidade do mundo que exige padrões de comportamento para podermos nos desvendar.
Temos que, como diz o professor Leo Buscaglia, perder a cabeça para poder encontrá-la.


Tragédias, catástrofes, miséria e dor estão disponíveis ao nosso redor, nos meios de comunicação.
Às vezes, caímos no pessimismo da derrota.
Mas a vida nos ensina que sempre há um novo nascimento.
Nós seremos outros e os outros também o serão.
Mesmo que o caminho do amor e da verdade comece pequeno, eles, no final, sempre vencem.


Fonte: revista UNIVERSO ESPÍRITA, edição 66, 2009.

sexta-feira, 7 de agosto de 2009

APRENDA A VENCER O PERFECCIONISMO


por Aguinaldo Paviani


Conheci uma pessoa extremamente perfeccionista. Em seu lar nada, absolutamente nada poderia estar fora do lugar. Uma mobília alguns centímetros fora do lugar era motivo para um escândalo. Se alguém se atrasasse um minuto era suficiente para uma discussão. Controlava tudo e a todos.
O que aconteceu com ela? Sofreu um grave acidente. E hoje depende de todos até mesmo para se alimentar.

O indivíduo perfeccionista é alguém condenado a ser infeliz.
Sabemos que a raiz do perfeccionismo, muitas vezes, está na infância; porém, independente disso, livre-se do perfeccionismo.

Você não tem e nunca terá o controle dos acontecimentos da vida.
Você não tem o controle sobre as pessoas.

A vida quase nunca será do jeito que você gostaria que fosse...

Como todos nós cometemos erros, o perfeccionista sofre mais que as outras pessoas, porque ao cometer falhas, tem dificuldade em se perdoar.
Sem falar ainda que o perfeccionista melindra-se com facilidade, pois tem uma grande dificuldade em lidar com a crítica.

Mude o que pode ser mudado e resigne-se diante
daquilo que você não tem o poder de mudar...

Pelo menos uma vez por semana faça uma bagunça na sua agenda...

Não cobre tanto de si mesmo...


Para encerrar, lembre-se:
a vida não cobra, apenas pede.


Fonte: livro É HORA DE SER FELIZ

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

VICIADOS EM EMOÇÕES

Por Cristina Helena Sarraf

Conhecer-se requer um estudo não somente do próprio comportamento, mas igualmente do comportamento humano como um todo, bem como o que o sustenta, o que o determina e o que o finaliza.

Hammed busca relembrar que as ações e condutas exteriores são geradas inicialmente na vida íntima, onde os pensamentos criam a saúde ou a enfermidade, o que aliás, é perfeitamente demonstrado pelos princípios da interdependência, repercussão ou reverberação.

Todo fenômeno psíquico pode ser explicado por reflexos/experiências e combinações destes. Os reflexos/experiências demarcam as emoções. As emoções criam as idéias. As idéias geram os comportamentos e as palavras que comandam os atos e as atitudes.

Somos no presente, por conseqüência, herdeiros diretos do acúmulo de nossas experiências, com possibilidades de alterar-lhes, no futuro, a qualidade, a amplitude e a direção, com vistas a atingir a felicidade plena.

Individualizados do Elemento Espiritual, os Espíritos começam sua evolução que se caracterizará, nas etapas seguintes, pela constituição de um corpo de matéria densa, com o qual terá vivências em mundos equivalentes ao seu grau evolutivo.

Assim acontecem os estágios nos reinos mineral, vegetal e animal; sendo que neste, nas fases superiores, a evolução já demonstra, escolhas, inteligência, sentimentos, personalidade, discernimento e aprendizado.

O corpo que foi, aos poucos, formado e aprimorado nas múltiplas encarnações, é reflexo da evolução do Espírito que o possui. Suas funções, nas fases mais desenvolvidas, se fazem por mecanização. Espíritos nesse grau evolutivo já não precisam se voltar quase que tão somente para seu corpo, porque pelo uso repetitivo, condicionaram-se a tê-lo sob controle. É só assim que se iniciam, na fase hominal, a autoconsciência, o desenvolvimento psicológico e a espiritualização.

Exatamente por ficar inteiramente por nossa conta, o arbítrio é usado como se pode em cada época, ou seja, ora optamos pelo que nos faz bem e ora, pelo que nos prejudica, mesmo sem percebermos isso. Só o tempo e a lei da causalidade nos mostram os equívocos e os acertos de nossas decisões.

É assim que podemos nos viciar em emoções.

Elas são reações condicionadas advindas de termos um corpo físico.

O que nos chega do exterior dispara processos de reação física, correspondentes a muitas nuances de prontidão, temor, prazer e desconforto.

Observemos que as emoções sobem, vêm de baixo para cima, revelando sua origem instintiva e irracional.

Diferentemente dos sentimentos que são duradouros, as emoções têm por natureza serem passageiras.

A questão está em que podemos, por escolha, tornarmos as emoções duradouras, prolongando-as através da fixação pelo pensamento repetitivo.

Ao alterarmos sua natureza, elas passam a nos prejudicar, porque não cessam, como naturalmente aconteceria, após realizarem sua função de reconhecimento das situações externas.

Confundindo emoções com sentimentos, consciência e intuições, nos agarramos a elas e acabamos por nos viciar, porque elas disparam a produção de "químicas" nas células, as quais passam a ter, como disse Kardec, uma segunda natureza. Ou seja, passam a funcionar com substanciais desnecessárias ao seu metabolismo e saúde.

Por que o vício?

Porque a substância característica, em teor e intensidade, da emoção que retemos, entra na economia celular e quando falta, sentimos sua necessidade física e psicológica, ou seja, entramos na síndrome de abstinência. Cuja suportação, aliás, será a única forma de vencermos esse vício.

Mas parece que estamos falando de álcool, drogas... E é exatamente isso!

É a mesma coisa.

Obviamente que esse proceder acarretará disfunções e doenças, que se vistas com olhos vulgares, serão remediadas com remédios e a causa continuará a produzir efeitos deletérios e dolorosos.

Como o vício é a dependência de algo, basta observar se estamos dependentes da irritação, para escaparmos dos problemas; da ansiedade, para tentarmos controlar situações complexas; de falar mal dos outros, para ter a falsa sensação de superioridade; do stress, para nos sentirmos eficientes; do medo, para sermos protegidos pelos outros; da comida, para saciar carências; de ser vítima, provocando atenções ao coitadinho frágil; e assim vai...

Um importante aviso: o corpo aumenta a tolerância à substância viciante, seja ela inserida ou produzida nele, para que não haja colapsos. Isso significa que a desatenção ao que fazemos, nos faz aumentar a dose dos viciantes, porque aquele pouco já não trás a sensação de prazer, que em última instância é o que se busca.

Jesus, por sua superioridade conhecia bem as leis da Vida e por isso deixou o alerta de que não fizéssemos certas coisas, nem pelo pensamento.

Por que trazer isto aqui?

Porque quando nos lembramos de situações passadas, que nos trouxeram reações emocionais fortes, essa recordação trás de volta a emoção.

O corpo não pode distinguir se estamos agindo ou lembrando, portanto, quando "apertamos o botão", o procedimento físico, que já está condicionado, dispara reações e produção de substâncias correspondentes.

Viver lembrando certas coisas está provocando, então, os mesmos perturbadores vícios em emoção.

Observar-se com amor, ver e querer, reverte isso!

Fonte: Revista Universo Espírita, edição 62 - 2009