terça-feira, 22 de novembro de 2011

O ESPIRITISMO É MEIO, A EDUCAÇÃO DIVINA É FIM.


Conscientizar é tomar contato com os conteúdos velados da mente estabelecendo conexão com o ser divino que há em nós. Tomemos como exemplo o orgulho: sabemos que somos orgulhosos, estamos informados disso, mas não temos consciência plena de suas manifestações, dos detalhes de sua ação.

Essa a diferença entre conhecer e saber.
A conscientização surge quando aprendemos a utilizar a informação para a transformação.

A informação é atividade cognitiva que só abrirá portas para a conscientização quando houver o aporte dos processos renovadores da sensibilidade humana.
O conhecimento é capaz de acionar desejos novos, excitar planos e mudanças, mas somente o sentimento é capaz de movimentar a vontade firme para manter e concretizar caminhos novos.
Como candidatos à melhora espiritual, torna-se imperioso habituarmo-nos à constante lealdade consciencial, a fim de exercer avaliações sobre qual é nossa verdadeira condição espiritual.

Estamos apenas informados ou já temos escalado o íngreme monte da conscientização?
Apenas repetimos textos e princípios ou já nos esforçamos por absorvê-los nas particularidades da vivência?
Apenas estudamos ou já nos habilitamos ao serviço desafiante de descobrir na existência como usar o tesouro da cultura para o crescimento?

Uma criatura informada poderá realizar amplos vôos nas realizações do bem, entretanto, somente os conscientizados saberão usar essas realizações para sua libertação pessoal.

Fonte: trecho do cap. 4 do livro MEREÇA SER FELIZ, pelo Espírito Ermance Dufaux, pelo médium Wanderley Oliveira.

domingo, 20 de novembro de 2011

A NOVA ERA


Um Espírito Israelita
(Mulhouse, 1861)

Deus é único e Moisés é o Espírito que Ele enviou em missão para torná-lo conhecido não só dos hebreus, como também dos povos pagãos. O povo hebreu foi o instrumento de que se serviu Deus para se revelar por Moisés e pelos profetas, e as vicissitudes por que passou esse povo destinavam-se a chamar a atenção geral e a fazer cair o véu que ocultava aos homens a divindade.

Os mandamentos de Deus, dados por intermédio de Moisés, contêm o gérmen da mais ampla moral cristã. Os comentários da Bíblia, porém, restringiam-lhe o sentido, porque, praticada em toda a sua pureza, não na teriam então compreendido. Mas, nem por isso os dez mandamentos de Deus deixavam de ser um como frontispício brilhante, qual farol destinado a clarear a estrada que a Humanidade tinha de percorrer.

A moral que Moisés ensinou era apropriada ao estado de adiantamento em que se encontravam os povos que ela se propunha regenerar, e esses povos, semi-selvagens quanto ao aperfeiçoamento da alma, não teriam compreendido que se pudesse adorar a Deus de outro modo que não por meio de holocaustos, nem que se devesse perdoar a um inimigo. Notável do ponto de vista da matéria e mesmo do das artes e das ciências, a inteligência deles muito atrasada se achava em moralidade e não se houvera convertido sob o império de uma religião inteiramente espiritual. Era-lhes necessária uma representação semimaterial, qual a que apresentava então a religião hebraica. Os holocaustos lhes falavam aos sentidos, do mesmo passo que a idéia de Deus lhes falava ao espírito.

O Cristo foi o iniciador da mais pura, da mais sublime moral, da moral evangélico-cristã, que há de renovar o mundo, aproximar os homens e torná-los irmãos; que há de fazer brotar de todos os corações a caridade e o amor do próximo e estabelecer entre os humanos uma solidariedade comum; de uma moral, enfim, que há de transformar a Terra, tornando-a morada de Espíritos superiores aos que hoje a habitam. E a lei do progresso, a que a Natureza está submetida, que se cumpre, e o Espiritismo é a alavanca de que Deus se utiliza para fazer que a Humanidade avance.

São chegados os tempos em que se hão de desenvolver as idéias, para que se realizem os progressos que estão nos desígnios de Deus. Têm elas de seguir a mesma rota que percorreram as idéias de liberdade, suas precursoras. Não se acredite, porém, que esse desenvolvimento se efetue sem lutas. Não; aquelas idéias precisam, para atingirem a maturidade, de abalos e discussões, a fim de que atraiam a atenção das massas. Uma vez isso conseguido, a beleza e a santidade da moral tocarão os espíritos, que então abraçarão uma ciência que lhes dá a chave da vida futura e descerra as portas da felicidade eterna. Moisés abriu o caminho; Jesus continuou a obra; o Espiritismo a concluirá.

Fonte: do livro O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO, Cap. I, Instruções dos Espíritos.

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

terça-feira, 15 de novembro de 2011

O PODER DA FRATERNIDADE


"E, chamando os seus doze
discípulos, deu-lhes poder (...)"
- MATEUS, 10:1

MEUS FILHOS,
Em meio ao vasto serviço pelo bem da Era Nova de Regeneração, a Lei divina, por meio da consciência, sempre nos conduzirá a uma única proposta: o bem que temos feito por nossa própria redenção.

A maioridade das idéias espíritas acontece dentro de nós.
O trabalho do Cristo tem de ser bom também para nós. A técnica que nos ensina a libertar o outro tem de se constituir em poder interior para nos fazer criaturas melhores, mais amáveis, mais serenas, mais saudáveis e que aprendam a se defender das insinuações do mal.

A maioridade espiritual não está fora de nós.

O trabalho e a ação são realizados em conjunto, todavia o calvário dos testemunhos e a absorção do aprendizado são pessoais e intransferíveis.

Como está nossa vida interior?

Nisso reside a força dos tempos novos para a maioridade sentida e aplicada: transportamos em nós mesmos o poder da fraternidade. Os eflúvios da criatura fraterna são fortes apelos naturais para a transformação.

E, por caridade, não acreditem que fraternidade seja virtude de anjos! Fraternidade é o traço afetivo da maioridade e da paz entre os homens.

A humanidade, cansada e oprimida, necessita mais de fraternidade que de técnica.

Meus filhos, cuidemos para que o avanço por fora, por meio de obras perecíveis que o tempo vai renovar, não nos encarcere novamente nas ilusões. quando julgamos ter avançado espiritualmente uns mais que os outros, estamos aceitando o convite do orgulho para superdimensionar o valor de nossa participação na Obra do Cristo.

A lição áurea é o amor.

Será que aprendemos a gostar uns dos outros? Como anda nosso sentimento em relação à diversidade humana? Amamos ou pensamos que amamos? Somos fraternos na prática ou temos a fraternidade como informação estéril? Estamos conseguindo manter bons pensamentos com quem não sintonizamos? Guardamos a boca iluminada mesmo com aqueles que foram descuidados conosco?

Imperioso descobrir as sombras da maldade que ainda estão no nosso coração e que foram produzidas por nossa própria caminhada tortuosa nas reencarnações. Técnica, inteligência, experiência, largueza de percepções, volume de informação, visão de futuro e bagagem vivencial são apenas credenciais para servir mais. Sem isso, as descobertas de fora podem se reduzir a confetes coloridos que serão varridos após a festa da vaidade.

A melhor religião de todos os tempos é o amor.
O livro mais completo de redenção espiritual é o Evangelho.

Nenhum poder se compara ao do amor legítimo, esse sentimento que consegue brotar no charco de nossas imperfeições sem se misturar às impurezas de nosso lixo emocional.

Quem ama apoia. Quem ama, compreende os diferentes e aceita as diferenças. Quem ama traz no íntimos o poder de ser fraterno, e quem tem esse poder imuniza-se contra a mágoa, avança sem destacar os defeitos alheios, persegue o ideal de ser útil sem condições, compreende sempre as escolhas de outrem e consegue sorrir quando o agridem com os insultos da mentira. Acreditar que amamos não deixa de ser um passo importante, contudo, não nos dá direito algum de subestimar quem quer que seja em razão desta capacidade de amar.

O futuro regenerador do planeta não comporta a crueldade silenciosa da indiferença, a força destrutiva da antipatia camuflada e muito menos o amargor da rejeição envernizada. A convivência da regeneração é construída na luz da autenticidade, da parceria, da cooperação e do auxílio mútuo, e tais qualidades varrem para longe as enfermidades morais que geram conflitos e separatismo.

Abandonando a prepotência e a rigidez, tudo ficará mais leve, e leveza é também uma palavra no vocabulário dos tempos novos.

O poder conferido pelo Cristo aos seus discípulos, narrado no texto de Mateus, capacita-os a saber quem são verdadeiramente, a viver o doloroso processo de desilusão e a conhecer os reais potenciais que todos temos em nós por herança divina.

"Deu-lhes poder (...)"

Maioridade é poder para renunciar às ilusões de nossa personalidade, irradiar a serenidade no modo de ser, desapegar-se dos julgamentos sobre o próximo e, sobretudo, para ser o mensageiro da fraternidade, agregando em torno de nossos passos o clima da verdade e da vida, as essências espirituais fundamentais na arte de existir.

O Cristo exala virtude e magnetismo. Na sua presença todos se sentem compelidos a algo melhor e mais compensador. ele tem uma força de atração e, por mais que desejem apagá-lo, mais ele transcende, mais luz projeta. Quanto mais o atacam, mais seu nome é lembrado.

A Obra é do Cristo. E pelo que saiba, até agora, Jesus não mandou "despedir" ninguém, conquanto as diferenças! Pelo contrário, não queiram saber quanta alegria existe nos Planos Maiores pela coragem daqueles que pegaram na enxada para arar o campo áspero e arredio, ainda que demonstrando dificuldades no manuseio da ferramenta, laborando muitas vezes de forma tão diferente!

Os recados que nos chegam desses Planos Superiores são cânticos de esperança em favor das lutas de todos nós. Autênticas súplicas de acolhimento e bondade conclamando todos à união e à aceitação sem limites.

Muitos chamados e poucos escolhidos. Abramo-nos para essa expressão da misericórdia Celeste.

Há muita esperança nos céus em torno dos passos de todos os que se movimentam para acender um pequeno lampejo de luz na Humanidade.

Quanta treva a vencer! Diante disso, por que os embates dispensáveis por conta de uma singela forma de entender ou se comportar? Diante de tanta necessidade, por que arrolar deficiências no trabalho alheio, sendo que todos apenas estamos dando o que podemos? Se sabemos que o trabalho é repleto de imperfeições, por que tanto rigor com o irmão que busca oferecer algo ao bem da sua forma e do seu jeito? Qual de nós não terá o que corrigir nos serviços do bem? Portanto, qual a razão de tanta discórdia por bagatelas do modo de entender?

A quem interessa semelhante disputa ante tanto a ser feito?
Só mesmo a doença da pretensão pode articular tanto rigor e endurecimento na postura.

Os mensageiros do bem de Mais Alto são unânimes na expressão do sublime sentimento de incentivo a todas as realizações que se erguem em nome do bem, sejam elas ou não classificadas como espíritas ou quaisquer designações.

Diante da multidão faminta, Jesus indagou: " Quantos pães tendes?"

Foi com as condições que lhe ofereceram que ele multiplicou fartamente o alimento em favor de todos.

Em um mundo de dor e fome da alma, qualquer migalha se torna uma fonte de nutrição e orientação nas mãos do Senhor.

Enquanto muitos procuram o mal por escolha, nós já começamos a sentir a necessidade do bem. Somos os obreiros ainda sem habilidade, porém dispostos a semear. Aprovemos-nos mutuamente nos campos de serviço com coragem para superar nossos impulsos de inaceitação e ciúme ante as tarefas alheias.

Vibremos com a alma pelos passos alheios. Não temos noção do esforço que tem custado para a maioria dos servidores manter-se no trabalho de sua melhoria e na ação em favor dos ideais espirituais.

Procuremos o lado melhor uns dos outros. Abundemos de misericórdia. Deixemos a fraternidade iluminar nossos sentimentos. Que expressões mais nítidas registrar para definir a maioridade espírita nas relações humanas?

As reflexões tecidas por Ermance Dufaux nesta obra são como rios de sabedoria e afeto conduzindo a correnteza do pensamento em direção ao mar do coração, onde verdadeiramente a fraternidade há de brotar. São páginas dirigidas ao sentimento, visando aos dias vindouros da regeneração na Terra.

Ave Cristo! Os que te amam assim te saúdam, Senhor!


Da servidora do Cristo e amante do bem,

Maria Modesto Cravo, 28 de Fevereiro de 2011

Fonte: Introdução do livro DIFERENÇAS NÃO SÃO DEFEITOS, pelo Espírito Ermance Dufaux, pelo médium Wanderley Oliveira, Editora Dufaux, Série Harmonia Interior, 2011.

domingo, 13 de novembro de 2011

ENTREGA-TE A DEUS

Saber é para sempre. Crer é transitório.

A beleza da escrita e a profundidade do conhecimento de alguém que ilumina a humanidade há séculos. Eis o que se encontra nesta obra da venerável Joanna de Angelis, psicografada pelo excepcional orador, médium, autor e educador Divaldo Franco.
Perguntas eternas, problemas atuais, desafios vindouros são abordados e elucidados com mestria, demonstrando a direção segura que conduz à iluminação interior.
A ética de Jesus e a sua moral, o amor, a caridade, a verdade, a alegria, a simplicidade... a depressão, a morte, a agressividade, a intolerância, o egoísmo, o poder, o fanatismo... as conquistas da ciência e da tecnologia, o conforto e o prazer...
Tudo isso e muito mais em 30 capítulos, acompanhados por mais de 470 notas explicativas e índice geral com mais de 860 entradas.

Compreenda como ir além da crença, da transitoriedade, para encontrar a sabedoria, a eternidade. O caminho está posto, a vida está a clamar:
 Entrega-te a Deus!

À venda na livraria da Casa do Caminho.
Reserve seu exemplar. Apenas R$ 35,00

Pelo Espírito Joanna de Angelis, psicografado por Divaldo Franco, Editora InterVidas / reflexões / 208 pp. / 16x23 cm

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

MUNDO FELIZ


Sem miséria e sem dor, mas com justiça e esperança.
Sem avareza e sem vingança, mas com bondade e perdão.
Sem inveja e sem desventura, mas com fraternidade e paz.
Sem guerra e sem dureza, mas com harmonia e tolerância.
Sem doença e sem desespero, mas com alegria e ânimo.
Sem incredulidade e sem prepotência, mas com fé e calma.
Sem aflição e sem conflito, mas com serenidade e paciência.
Sem esperteza e sem mentira, mas com respeito e verdade.
Sem rispidez e sem negligência, mas com brandura e trabalho.
Sem preguiça e sem orgulho, mas com disciplina e humildade.
Sem abatimento e sem mágoa, mas com coragem e misericórdia.
Sem egoismo e sem ódio, mas com caridade e amor.

Este é o perfil de um mundo feliz.
Observe que é simplesmente a aplicação do Evangelho, que a Doutrina Espírita lhe ajuda a compreender e vivenciar.
Para que a Terra, um dia, seja assim, basta que você siga as lições de Jesus.
Sem comodismo e com perseverança.

Fonte: do livro VIVENDO O EVANGELHO, vol.1, comentário ref. ao cap. III - 9 -10,pelo Espírito André Luiz, pelo médium Antonio baduy Filho, Ide Editora, 2010.

terça-feira, 8 de novembro de 2011

QUANTO À MAGOA


Quanto à mágoa, digo-lhes: sempre que permitia que semelhante sentimento se me albergasse no espírito, experimentava a maior dificuldade no exercício da mediunidade construtiva – o pensamento cristalino dos Espíritos Amigos que procuravam o concurso de minhas pobres mãos se tisnava no poço lamacento de minhas inferioridades. E não me era fácil a tarefa de alijar do coração aquela nódoa contra a qual, às vezes, eu persistia lutando, durante vários dias, a me consumir. Não se permitam guardar ressentimentos contra quem quer que seja. Qualquer sentimento negativo em relação a alguém, se se nos asila devagarinho, de maneira quase imperceptível, no coração, é somente à custa de grandes sacrifícios que se desfaz. O tempo que despendemos lutando contra a mágoa acolhida pela nossa invigilância, é tempo que, em outras circunstâncias, poderia ser empregado com exclusividade na construção da felicidade pessoal. Não há quem necessite deliberadamente sofrer, para ser feliz e viver em paz. Em 90% das ocasiões, o sofrimento é voluntário; os outros 10% , se tanto, são obra da Evolução!...

Fonte: do livro DOUTRINA VIVA, pelo Espírito Chico Xavier, pelo médium Carlos A. Baccelli

ENRIQUECENDO NOSSO VOCABULÁRIO
albergasse - do verbo abrigar (hospedar, abrigar, agasalhar)
tisnava - do verbo tisnar (enegrecer, macular, sujar)
alijar - devencilhar, desembaraçar, eliminar, expulsar.

domingo, 6 de novembro de 2011

A ESCOLA DAS ALMAS

Congregados, em torno do Cristo, os domésticos de Simão ouviram a voz suave e persuasiva
do Mestre, comentando os sagrados textos.
Quando a palavra divina terminou a formosa preleção, a sogra de Pedro indagou, inquieta:
Senhor, afinal de contas, que vem a ser a nossa vida no lar?
Contemplou-a Ele, significativamente, demonstrando a expectativa de mais amplos esclarecimentos, e a matrona acrescentou:
— Iniciamos a tarefa entre flores para encontrarmos depois pesada colheita de espinhos.
No começo é a promessa de paz e compreensão; entretanto, logo após, surgem pedras e dissabores...
Reparando que a senhora galiléia se sensibilizara até às lágrimas, deu-se pressa Jesus em responder:
O lar é a escola das almas, o templo onde a sabedoria divina nos habilita, pouco a pouco, ao grande entendimento da Humanidade.
E, sorrindo, perguntou:
— Que fazes inicialmente às lentilha, antes de servi-las à refeição?
A interpelada respondeu, titubeante:
— Naturalmente, Senhor, cabe-me levá-las ao fogo para que se façam suficientemente cozidas. Depois, devo temperá-las, tornando-as agradáveis ao sabor.
— Pretenderias, também, porventura, servir pão cru à mesa?
— De modo algum — tornou a velha humilde —; antes de entregá-lo ao consumo caseiro, compete-me guardá-lo ao calor do forno. Sem essa medida...
O Divino Amigo então considerou:
— Há também um banquete festivo, na vida celestial, onde nossos sentimentos devem servir à glória do Pai. O lar, na maioria das vezes, é o cadinho santo ou o forno preparador. O que nos parece aflição ou sofrimento dentro dele é recurso espiritual. O coração acordado para a Vontade do Senhor retira as mais luminosas bênçãos de suas lutas renovadoras, porque, somente aí, de encontro uns com os outros, examinando aspirações e tendências que não são
nossas, observando defeitos alheios e suportando-os, aprendemos a desfazer as próprias imperfeições.
Nunca notou a rapidez da existência de um homem? A vida carnal é idêntica à flor da erva. Pela manhã emite perfume, à noite, desaparece... O lar é um curso ligeiro para a fraternidade
que desfrutaremos na vida eterna. Sofrimentos e conflitos naturais, em seu círculo, são lições.
A sogra de Simão escutou, atenciosa, e ponderou:
— Senhor, há criaturas, porém, que lutam e sofrem; no entanto, jamais aprendem.
O Cristo pousou na interlocutora os olhos muito lúcidos e tornou a indagar:
— Que fazes das lentilhas endurecidas que não cedem à ação do fogo?
— Ah! sem dúvida, atiro-as ao monturo, porque feririam a boca do comensal descuidado e confiante.
— Ocorre o mesmo — terminou o Mestre — com a alma rebelde às sugestões edificantes do lar. A luta comum mantém a fervura benéfica; todavia, quando chega a morte, a grande selecionadora do alimento espiritual para os celeiros de Nosso Pai, os corações que não cederam ao calor santificante, mantendo-se na mesma dureza, dentro da qual foram conduzidos ao forno bendito da carne, serão lançados fora, a fim de permanecerem, por tempo indeterminado, na condição de adubo, entre os detritos da Natureza.

Fonte: do livro JESUS NO LAR, pelo Espírito Neio Lucio, pelo médium Francisco C. Xavier, FEB.

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

XV FEIRINHA - NESTE DOMINGO

FINADOS NA VISÃO ESPÍRITA


Dia dois de novembro é marcado pelo dia de Finados, um feriado relacionado a morte.
A Doutrina Espírita nos mostra que somos Espíritos eternos e imortais. Quando encarnados, temos o corpo físico, o corpo espiritual (o perispírito) e o Espírito. Quando desencarnados, nos desligamos de nosso corpo físico. A vontade, a inteligência, as emoções, os sentimentos, tudo está no Espírito.
Portanto, logo percebemos que a morte como conhecemos não existe. Ninguém morre, no sentido de acabar. O espírito é eterno e imortal. A morte então é uma passagem do plano físico para o plano espiritual. Isso se dá para que desenvolvamos nossas qualidades morais.


Quando a morte chega, com sua bagagem de mistérios, traz junto divergências e indagações.
Afinal, quando os olhos se fecham para a luz, o coração silencia e a respiração cessa, terá morrido junto a essência humana?
Materialistas negam a continuação da vida. Mas os espiritualistas dizem que sim, a vida prossegue além da sepultura.
E eles têm razão. Há vida depois da morte. Vida plena, pujante, encantadora.
Prova disso? As evidências estão ao alcance de todos os que querem vê-las.
Basta olhar o rosto de um ser querido que faleceu e veremos claramente que falta algo: a alma já não mais está ali.
O Espírito deixou o corpo feito de nervos, sangue, ossos e músculos. Elevou-se para regiões diferentes, misteriosas, onde as leis que prevalecem são as criadas por Deus.
Como acreditar que somos um amontoado de células, se dentro de nós agita-se um universo de pensamentos e sensações?
Não. Nós não morreremos junto com o corpo. O organismo voltará à natureza - restituiremos à Terra os elementos que recebemos - mas o Espírito jamais terá fim.
Viveremos para sempre, em dimensões diferentes desta. Somos imortais. O sopro que nos anima não se apaga ao toque da morte.
Prova disso está nas mensagens de renovação que vemos em toda parte.
Ou você nunca notou as flores delicadas que nascem sobre as sepulturas? É a mensagem silenciosa da natureza, anunciando a continuidade da vida.
Para aquele que buscou viver com ética e amor, a morte é apenas o fim de um ciclo. A volta para casa.
Com a consciência pacificada, o coração em festa, o homem de bem fecha os olhos do corpo físico e abre as janelas da alma.
Do outro lado da vida, a multidão de seres amados o aguarda. Pais, irmãos, filhos ou avós - não importa.
Os parentes e amigos que morreram antes estarão lá, para abraços calorosos, beijos de saudade, sorrisos de reencontro.
Nesse dia, as lágrimas podem regar o solo dos túmulos e até respingar nas flores, mas haverá felicidade para o que se foi em paz.
Ele vai descobrir um mundo novo, há muito esquecido. Descobrirá que é amado e experimentará um amor poderoso e contagiante: o amor de Deus.
Depois daquele momento em que os olhos se fecharam no corpo material, uma voz ecoará na alma que acaba de deixar a Terra.
E dirá, suave: Vem, sê bem-vindo de volta à tua casa.

* * *

A morte tem merecido considerações de toda ordem, ao longo da estada do homem sobre a Terra.
É fenômeno orgânico inevitável porque a Lei Divina prescreve que tudo quanto nasce, morre.
A morte não é pois o fim, mas o momento do recomeço.
Pensemos nisso.

Redação do Momento Espírita.
Disponível no Cd Momento Espírita, v. 17, ed. Fep.
Em 28.10.2010