segunda-feira, 28 de maio de 2012

EXAMINA-TE


“Nada faças por contenda ou por vanglória, mas por
humildade.”

Paulo (FILIPENSES, 2: 3)

     O serviço de Jesus é infinito. Na sua órbita, há lugar para todas as criaturas e para todas as idéias sadias em sua expressão substancial.
          Se, na ordem divina, cada árvore produz segundo a sua espécie, no trabalho cristão, cada discípulo contribuirá conforme sua posição evolutiva.
          A experiência humana não é uma estação de prazer. O homem permanece em função de aprendizado e, nessa tarefa, é razoável que saiba valorizar a oportunidade de aprender, facilitando o mesmo ensejo aos semelhantes.
          O apóstolo Paulo compreendeu essa verdade, afirmando que nada deveremos fazer por espírito de contenda e vanglória, mas, sim, por ato de humildade.
          Quando praticares alguma ação que ultrapasse o quadro das obrigações diárias, examina os móveis que a determinaram. Se resultou do desejo injusto de supremacia, se obedeceu somente à disputa desnecessária, cuida de teu coração para que o caminho te seja menos ingrato. Mas se atendeste ao dever, ainda que hajas sido interpretado como rigorista e exigente, incompreensivo e infiel, recebe as observações indébitas e passa adiante.
          Continua trabalhando em teu ministério, recordando que, por servir aos outros, com humildade, sem contendas e vanglórias, Jesus foi tido por imprudente e rebelde, traidor da lei e inimigo do povo, recebendo com a cruz a coroa gloriosa.

C.E. FILHOS DA LUZ NO FACEBOOK

domingo, 27 de maio de 2012

COMO OCUPO MEU TEMPO?

Por Nelson José Wedderhoff
     Peter Drucker, talvez ainda o maior nome mundial em termos de Administração de Empresas, comenta em uma entrevista que o "executivo eficaz faz o que precisa ser feito, o que não necessariamente é o que ele quer fazer".
          Evidentemente o entendimento sobre "o que precisa ser feito" é decorrente de uma visão de objetivos e valores da organização onde este executivo desempenha suas funções. E quem sabe nos perguntemos... o que eu tenho a ver com isso? Afinal, eu não sou um executivo(a)...
          Mas se pensarmos melhor vamos concluir que somos os dirigentes de nossas próprias vidas. Ou, somos os principais "executivos" de nossas vidas. E dentro deste conceito de ser eficaz, ou de fazer o que precisa ser feito, nos cabe perguntar o que é prioridade em nossas vidas. O que é prioridade para você, na sua vida?
          Alcançamos assim um outro desafio... o do autoconhecimento. Estamos vivendo em função do que a cultura nos propõe? Ou nos conhecemos ao ponto de conseguir viver as nossas próprias convicções? Quais são as suas convicções? O que você gostaria de realizar antes de deixar a Terra? Ou antes do final deste ano? Ou até o próximo final de semana?Quantos de nós têm resposta para essas perguntas?
          E conforme vamos pensando a respeito disso vamos identificando assuntos diversos em nossas vidas... A saúde, o trabalho, a família, o lazer, a informação, a ação social, a governabilidade, etc. Quais são os meus objetivos para cada um desses assuntos?
          O quanto antes trabalharmos neste processo de autoconhecimento e planejamento, sendo administradores, executivos de nossas próprias histórias de vida aqui na Terra, mais eficientes seremos; mais próximos da eficácia estaremos.
          E novamente é importante lembrar: não ficaremos na Terra para sempre. Não sabemos quando vamos deixá-la... O que é prioridade deve ser feito primeiro. E certamente um dos primeiros passos é descobrir quais são as prioridades do momento.
          Com isso, com uma visão mais clara de si e da sociedade, ficará mais fácil determinar do que nos ocuparemos ao longo da vida, o que inclui o que chamamos "trabalho profissional", uma de muitas áreas da vida aqui na Terra.


FONTE: Revista Ser Espírita / www.serespirita.com.br


sábado, 26 de maio de 2012

NASCIMENTOS


Você tem ideia de quantas pessoas nascem por minuto no mundo?
          Inacreditavelmente, enquanto você ouve este texto, considerando cerca de cinco minutos, irão nascer por volta de mil pessoas no planeta.
          Sim, são mais ou menos duzentos nascimentos por minuto, ou ainda, de três a quatro por segundo! Será que conseguimos imaginar a alegria desses pais, dessas famílias, recebendo – alguns pela primeira vez – o milagre de um filho nos braços?
          Em meio a tantas notícias ruins – que parecem vender melhor que as boas, nos meios de comunicação, faz-se necessário que pensemos na vida, e não apenas na violência, nos assassinatos e mortes drásticas.
         O site breathingearth.com apresenta uma proposta muito interessante, com um desenho do mapa mundi animado, mostrando em cada país, em cada continente, alguns dados importantes, atualizados instantaneamente.
         Entre eles a natalidade no globo, sendo assinalada com pequenas estrelas que vão piscando aqui e ali, conforme os nascimentos em cada lugar.
         A representação com estrelas é muito significativa, aos olhos daqueles mais sensíveis às belezas da vida.
         Cada estrela daquelas é uma nova encarnação, uma nova oportunidade, uma nova chance que um Espírito recebe do Criador.
          Nascemos aqui e ali com objetivos certos e importantes.
        Resgates, provas, missões – fazem-nos retornar ao cenário terrestre para que continuemos nossa caminhada rumo à tão sonhada felicidade.
        Felicidade que vai sendo construída e gozada ao longo das próprias experiências, conforme vamos amadurecendo e encontrando os caminhos do amor.
         Nascer é ganhar do Criador nova oportunidade, mas é também dar a si mesmo uma nova chance.
          A grande maioria dos lares nos recebe de braços abertos, e nos corações dos pais temos aqueles que mais irão se esmerar para que tenhamos uma boa vida na Terra.
          Voltar a viver pode significar um reaprisionamento para o Espírito, que precisa vestir novo corpo material, porém, por outro lado a reencarnação é libertadora.
        Libertamo-nos das amarras de ódios antigos. Libertamo-nos da tristeza das experiências frustradas do passado. Libertamo-nos do nosso homem velho pois, a cada vida, temos a chance de moldar umnovo eu.
          Renascer é libertar-se.
          Quando nos dispomos a amar, quando nos dispomos a reconstruir o que nós mesmos destruímos, libertamo-nos da culpa, do medo, e passamos a caminhar de cabeça erguida. Isso é liberdade.

* * *
Pense nos duzentos renascimentos por minuto...
Quantos abraços... Quantas lágrimas... Quanta felicidade.
Que maravilha é esse ir e vir do planeta Terra!
Quantas experiências, quantos planos, quanto aprendizado.
Possivelmente você que nos ouve já nasceu há uns bons anos, mas é sempre tempo de voltar a pensar em renascer.
Renascer dentro da própria vida. Por que não? Tantas e tantas vezes quantasse fizer necessário.
Renascer da água e do Espírito, tal a Lei apontando o caminho da felicidade maior almejada.
Nascer, morrer, renascer ainda e progredir sempre, tal é a lei.

Redação do Momento Espírita.
Em 22.05.2012

segunda-feira, 21 de maio de 2012

CONFLITOS DOUTRINÁRIOS

Sempre procuraram me envolver em conflitos de natureza doutrinária... Felizmente, nunca perdi tempo com eles. Os deveres na mediunidade eram tantos, que eu não tinha cabeça para ceder à polêmica. Hoje, percebo que todas aquelas arengas eram infrutíferas.
O que não é essencial passa.
Existem companheiros que parecem viver de provocações – não conseguem inspirar-se a não ser através da crítica a quem está trabalhando.
Desde o início, Emmanuel me orientou no sentido de que optasse entre o muito servir e o mundo polemizar... Caso eu tivesse escolhido os embates quase infindáveis no campo do pensamento, tenho a mais absoluta certeza de que nada teria conseguido produzir. Portanto, convém ao médium que – em louvor ao trabalho que dele se espera – ele ignore o resto.
Não se trata de omissão, mas de prioridade.
As discussões teológicas até hoje não conseguiram resolver os impasses oriundos da crença religiosa.
Vocês me perdoem, mas, diante do imenso trabalho que se espera que a Doutrina realize, em favor da Humanidade, toda discussão é desprezível!...

FONTE: do livro DOUTRINA VIVA, pelo Espírito Chico Xavier, pelo médium Carlos A. Baccelli.

domingo, 20 de maio de 2012

COMUNICADO

Pedimos desculpas pela interrupção na publicação das postagens.
O motivo se deveu a problemas técnicos impossibilitando o acesso à internet nos últimos dez dias.
Voltaremos normalmente a partir de amanhã.

segunda-feira, 7 de maio de 2012

CONTIGO MESMO


“... O dever começa precisamente no ponto em que ameaçais a
felicidade ou a tranqüilidade do vosso próximo; termina no limite que não
gostaríeis de ver ultrapassado em relação a vós mesmos...”
(Capítulo 17, item 7.)


     Como decifrar o dever?
          De que maneira observar o dever íntimo impresso na consciência, diante de tantos deveres sociais, profissionais e afetivos que muitas vezes nos impõem caminhos divergentes?
          Efetivamente, nasceste e cresceste apenas para ser único no mundo. Em lugar algum existe alguém igual a tua maneira de ser; portanto, não podes perder de vista essa verdade, para encontrar o dever que te compete diante da vida.
         Teu primordial compromisso é contigo mesmo, e tua tarefa mais importante na Terra, para a qual és o único preparado, é desenvolver tua individualidade no transcorrer de tua longa  jornada evolutiva.
        A preocupação com os deveres alheios provoca teu distanciamento das próprias responsabilidades, pois não concretizas teus ideais nem deixas que os outros cumpram com suas funções. Não nos referimos aqui à ajuda real, que é sempre importante, mas à intromissão nas competências do próximo, impedindo-o de adquirir autonomia e vida própria.
          Assumir deveres dos outros é sabotar os relacionamentos que poderiam ser prósperos e duradouros. Por não compreenderes bem teu interior, é que te comparas aos outros, esquecendo-te de que nenhum de nós está predestinado a receber, ao mesmo tempo, os mesmos ensinamentos e a fazer as mesmas coisas, pois existem inúmeras formas de viver e de evoluir. Lembra-te de que deves importar-te somente com a tua maneira de ser.
         Não podemos nos esquecer de que aquele que se compara com os outros acaba se sentindo elevado ou rebaixado. Nunca se dá o devido valor e nunca se conhece verdadeiramente.
           Teus empenhos íntimos deverão ser voltados apenas para tua pessoa, e nunca deverás tentar acomodar pontos de vista diversos, porque, além de te perderes, não ajustarás os limites onde começa a ameaça à tua felicidade, ou à felicidade do teu próximo.
          Muitos acreditam que seus deveres são corrigir e reprimir as atitudes alheias. Vivem em constantes flutuações existenciais por não saberem esperar o fluxo da vida agir naturalmente.
          Asseveram sempre que suas obrigações são em “nome da salvação” e, dessa forma, controlam as coisas ou as forçam acontecer, quando e como querem.
          Dizem: “Fazemos isso porque só estamos tentando ajudar”. Forçam eventos, escrevem roteiros, fazem o que for necessário para garantir que os atores e as cenas tenham o desempenho e o desenlace que determinaram e acreditam, insistentemente, que seu dever é salvar almas, não percebendo que só podem salvar a si próprios.
          Nosso dever é redescobrir o que é verdadeiro para nós e não esconder nossos sentimentos de qualquer pessoa ou de nós mesmos, mas sim ter liberdade e segurança em nossas relações pessoais, para decidirmos seguir na direção que escolhemos. Não “devemos” ser o que nossos pais ou a sociedade querem nos impor ou definir como melhor. Precisamos compreender que nossos objetivos e finalidades de vida têm valor unicamente para nós; os dos outros, particularmente para eles.
          Obrigação pode ser conceituada como sendo o que deveríamos fazer para agradar as pessoas, ou para nos enquadrar no que elas esperam de nós; Já o dever é um processo de auscultar a nós mesmos, descortinando nossa estrada interior, para, logo após, materializá-la num processo lento e constante.
          Ao decifrarmos nosso real dever, uma sensação de auto-realização toma conta de nossa atmosfera espiritual, e passamos a apreciar os verdadeiros e fundamentais valores da vida, associados a um prazer inexplicável.
        Lembremo-nos da afirmação do espírito Lázaro em “O Evangelho Segundo o Espiritismo”: “O dever é a obrigação moral, diante de si mesmo primeiro, e dos outros em seguida”. (1)

(1) O Evangelho Segundo o Espiritismo - Capítulo 17º, item 7.


FONTE: do livro RENOVANDO ATITUDES, pelo Espírito Hammed, pelo médium Francisco do Espírito Santo Neto.